Meu início no (maravilhoso) mundo dos games

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E aí, tudo bem?

Cá estou eu para escrever o meu primeiro texto no Meta Galaxia sobre games. Nasci em 1992 e, como muitas crianças (não ricas) dessa (espetacular) década, tive meu primeiro contato com videogame na casa de alguém. A pessoa exata, eu não lembro, mas devia ser um primo ou filho de amigos dos meus pais, pois na verdade alguns primos e filhos de amigos dos meus pais, sempre tinham videogame. Parecia que o mundo todo tinha, MENOS EU (isso, é claro, na cabeça de uma criança de uns 5, 6 anos).

De qualquer forma… Mesmo não lembrando exatamente a primeira vez que tive contato com um console, lembro EXATAMENTE da primeira vez que meus olhos brilharam por um: foi na casa de (adivinhem) um primo (da cidade grande), onde eu estava passando as férias (já que sou do interior) e me apaixonei instantaneamente. Lembro que algumas pessoas comentavam sobre a “rivalidade” entre o Super Nintendo e o Mega Drive, mas eu nunca conheci (naquela época) alguém que tinha um Mega Drive. O videogame em questão (que me arrancou suspiros) foi o Super Nintendo, e, para mim, parecia que todo mundo (legal) que eu conhecia tinha ou queria ter um!

A gente nunca foi rico, mas meus pais nunca deixaram faltar algo para a minha irmã (mais velha) ou para mim. Brinquedos, roupas, bons materiais escolares; sempre tínhamos essas coisas. Eu também nunca fui muito “pidoncho” (como dizia erroneamente minha avó) nessa idade (mas virei muuuuuuito pidoncho quando fiquei mais velho) e duas coisas que eu quis muito na infância foram: a coleção dos Power Rangers (que morfavam virando a cabeça, sabe?) e, é claro, um SNES!

Ganhei as duas coisas. Os Power Rangers no dia das crianças e o SNES em alguma outra data (que não vou me lembrar agora).

Lembro exatamente a sensação que eu tive! Abrir a caixa e ver um cartucho do Super Mario World foi uma das melhores sensações que já tive na vida. O SNES me trouxe muita felicidade, as quais comentarei aos poucos aqui em um texto e outro, mas essa de abrir a caixa pela primeira vez, com certeza foi a melhor de todas!

Tirando minha mãe, todo mundo queria jogar: meu pai, minha irmã e eu. Tinha aquele lance de “o videogame“ é dos dois, mas no fim, minha irmã nem deu tanta bola assim e é claro, ele ficou oficialmente sendo só meu. Foram tantos (bons e maus) momentos ao lado do console que talvez além de textos aqui, eu poderia até escrever um livro.

Mas de todas as histórias (para esse meu início no site), eu cito, de fato, apenas duas: essa que já contei (a mais feliz de todas) e quando eu (agindo da maneira mais burra possível) vendi o SNES.

SIM! EU VENDI!

Eu vendi o meu SNES. Aquele console que me trouxe tanta, mas tanta alegria, foi vendido para uma pessoa que (pelo menos) cuida(ria) bem dele para sempre. Na extrema vontade de passar de nível na minha vida, vendi o SNES por R$60 para comprar um PlayStation por R$100. Não lembro o valor do salário mínimo na época, mas o valor que esse SNES tem para mim hoje em dia, é incalculável.

Eu vendi para um primo; ele tem até hoje (assim como eu com o PlayStation). Já tentei comprar dele de novo, já tentei fazer acordo e hoje nem toco no assunto mais. Aliás… Nem vou me prolongar mais aqui. Deixo até aqui essa experiência.

Como o meu primeiro texto, eu quis apenas falar que tudo muda, tudo evolui. Às vezes nos arrependemos, às vezes queremos voltar atrás, mas sempre crescemos. Hoje tenho 28 anos, sou casado e jogo sempre que posso. Com simples ações com vídeo games (essas citadas), percebi que sempre temos algo para aprender. Eu aprendo muito, até hoje. Aprendam também. E se puder… Aprendam com os games. Tenho certeza de que eles irão (sempre) ensinar algo legal!

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