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Review: Eu esperava MUITO mais de Nosferatu de 2024

Nosferatu de 2024 é simplesmente frustrante do começo ao fim

Eu esperava MUITO mais de Nosferatu de 2024. Sério. Pelos comentários que eu lia na internet e pelo papo de premiações, parecia que eu ia assistir a algo absurdo de bom. Ainda mais sendo remake de um clássico que muita gente chama de obra-prima do cinema. Fui todo animado assistir pela Prime Video e saí bem frustrado.

nosferatu 2024

A proposta de Nosferatu, dirigido por Robert Eggers, é aquela história gótica clássica de obsessão entre uma jovem atormentada e um vampiro que se apaixona por ela e espalha horror por onde passa. No papel, funciona. O elenco também ajuda a criar expectativa. Tem Nicholas Hoult, Lily-Rose Depp, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe e Bill Skarsgård como o vampiro. E como não gostar de Bill Skarsgård como qualquer vilão? Com um time desses, é impossível não criar expectativa lá em cima. E pra mim foi justamente aí que doeu, porque no fim das contas os atores são a melhor coisa do filme. A história não acompanha o nível do elenco.

A trama se passa na Alemanha de 1838 e acompanha Thomas Hutter e sua esposa Ellen. Hutter é enviado a trabalho para as montanhas da Transilvânia, nos Cárpatos. A viagem já começa estranha, cheia de clima pesado e acontecimentos esquisitos. Em uma taberna, os moradores locais praticamente imploram para ele desistir da viagem. Mas claro, tem dinheiro envolvido. E quando a promessa é boa, pouca gente volta atrás. Você voltaria? Eu naõ sei se eu voltava!

Quando finalmente chega ao castelo, Hutter é recebido por Orlok. Ele acaba assinando um contrato em uma língua que não entende e basicamente se coloca numa armadilha. Fica preso naquele castelo decadente enquanto o Conde Orlok parte para a Alemanha com um objetivo claro: encontrar Ellen. O filme deixa implícito que existe uma conexão entre os dois, como se ele fosse a resposta para a solidão dela.

E aí vem a parte que mais me incomodou. A história sugere que Ellen, quando mais nova, teria invocado essa entidade por ser uma mulher intensa, cheia de desejo, como se isso fosse algo condenável. Como se o fato de ela gostar de viver a própria sexualidade fosse o gatilho para trazer um mal ancestral ao mundo. Sinceramente, isso soa antiquado demais. O filme ainda coloca um peso moral em cima dela, enquanto personagens masculinos com comportamentos parecidos não recebem o mesmo julgamento. Fica uma sensação estranha, meio hipócrita. E tem personagens masculinos parecidos no filme! Cadê os caras invocando o capeta?

No fim, eu saí com a impressão de que o filme é lindo visualmente, tem atuações competentes, mas tropeça feio na forma como desenvolve a própria história e seus temas. Eu queria gostar mais, de verdade. Mas comigo não funcionou. Vocês gostaram desse filme genuinamente ou também acharam uma bomba? Achei superestimado demais.

Trailer

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