Todos os robôs de Patlabor: guia completo dos Labors do anime

Os robôs de Patlabor não são armas de guerra espacial. São máquinas de obra, chamadas Labors, que a polícia de Tóquio precisou aprender a enfrentar. Este guia, publicado em setembro de 2026, reúne todos os modelos que aparecem no anime, do trator bípede que abre valas ao caça-Labor experimental da Schaft.

A lista cobre a OVA de 1988, a série de TV de 1989, os três filmes e a nova produção Patlabor EZY, que estreou nos cinemas japoneses em 2026. Cada máquina tem fabricante, função, medidas e o papel que cumpre na história.

Como organizamos este guia dos robôs de Patlabor

A ordem aqui não é de força nem de popularidade. Os robôs de Patlabor aparecem agrupados por função, que é como o próprio universo da série os classifica: Labors policiais, Labors civis de construção, Labors militares e as máquinas experimentais da Schaft Enterprises. Dentro de cada grupo, seguimos a cronologia de lançamento dentro da ficção.

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As fichas técnicas vêm dos materiais de produção compilados pela Patlabor Wiki, que reproduz os dados dos livros de referência japoneses. Datas de estreia das obras seguem a Anime News Network e a Wikipedia. Quando a série de TV e a linha dos filmes divergem, indicamos em qual delas o robô aparece.

O que é um Labor

Labor é o nome genérico dado, no universo de Patlabor, a qualquer robô pilotado de grande porte usado em trabalho pesado. A série se passa no futuro próximo de 1998 a 2002, quando essas máquinas dominam os canteiros do Projeto Babilônia, o gigantesco aterro na baía de Tóquio. Com Labors por toda parte, surgem crimes cometidos com eles. Para responder, a Polícia Metropolitana cria a Seção de Veículos Especiais 2, a SV2, equipada com “patlabors”: Labors de patrulha. São esses os robôs de Patlabor que dão nome à série.

A franquia nasceu do coletivo Headgear, formado por Masami Yuki, Mamoru Oshii, Kazunori Ito, Yutaka Izubuchi e Akemi Takada. Izubuchi, o designer mecânico, assina quase todos os robôs listados abaixo. Segundo a Wikipedia, a OVA original teve 7 episódios entre 1988 e 1989, e a série de TV somou 47 episódios entre 1989 e 1990.

Patlabors: os robôs da polícia

Os robôs de Patlabor mais famosos são os patlabors, os Labors adaptados ou projetados para a Polícia Metropolitana de Tóquio. Nove entradas compõem esta parte da lista, entre máquinas que serviram à SV2, protótipos e concorrentes que tentaram vender à polícia.

ASUKA MPL-96 (Shinohara Heavy Industries, 1996)

O primeiro patlabor do Japão era um Labor de construção repintado. A Shinohara lançou o Asuka SSL-95 em 1995, mas o balanceador automático falhava e a máquina caía. A versão corrigida, SSL-96, chegou em outubro de 1996 e foi adaptada às pressas para a recém-criada SV2. Com 5,62 m de altura e 6,89 t carregado, o Asuka é o robô que Isao Ohta pilota antes da chegada do Ingram.

MPL-97S Python (Manabe Heavy Industries, 1997)

O Python foi o primeiro Labor projetado do zero para uso policial, com corpo humanoide e mão de cinco dedos. Mede 7,80 m, pesa 7,85 t em operação e leva apenas um bastão de choque como arma. Equipou a Divisão 1 da SV2 até ser aposentado em 1999. Na série, é o robô da equipe rival que nunca recebe o mesmo brilho da Divisão 2.

AV-98 Ingram (Shinohara Heavy Industries, 1998)

O Ingram é o protagonista mecânico da franquia. Saiu da fábrica de Hachioji em abril de 1998 com 8,02 m de altura, esqueleto de fibra de carbono e blindagem de plástico reforçado. O armamento padrão inclui um canhão revólver de 37 mm, um bastão de choque e um escudo de choque. A Unidade 1, batizada de “Alphonse” por Noa Izumi, e a Unidade 2, de Isao Ohta, formam a dupla da Divisão 2. A Unidade 3 fica como reserva.

O custo alto impediu a produção em massa. Ainda assim, todo patlabor posterior foi desenhado para competir com ele. O Ingram em tamanho real construído para a série live-action de 2014 confirma o status: é o único Labor que virou monumento no mundo real.

AV-98T Dolphin (Shinohara Heavy Industries, 1998)

Versão de treinamento do Ingram. Mantém propulsão e sensores, mas perde blindagem e armas de verdade para reduzir custo. A cabeça é uma torreta simples que gira 360 graus, sem os sensores complexos do modelo de combate. É nele que Asuma Shinohara, Ohta, Noa e os demais aprendem a pilotar.

AVS-98 Economy Ingram (Shinohara Heavy Industries, 1999)

Exclusivo da linha de TV, o Economy Ingram foi a tentativa de vender um Ingram barato. Sensores simplificados, cabine com canopy transparente e motores de saída menor. Os pilotos que o testaram no Salão Internacional de Labors de Tóquio de 1999 reclamaram do manuseio. Quando foi jogado contra o Griffon, perdeu com facilidade. A versão Mk.II corrigiu parte dos problemas, mas nunca chegou ao nível do original.

SRX-70 e SR-70 Saturn (Toyohata Auto e Schaft, 1999)

Na série de TV, a Divisão 1 recebe o SRX-70, oficialmente um projeto da Toyohata Auto com a Hishii. Na prática, a Schaft Enterprises Japan estava por trás. O robô carregava um canhão revólver de 42 mm e um canhão de 20 mm no ombro. Foi retirado quando a polícia descobriu que a máquina coletava dados operacionais para a Schaft. O SR-70 Saturn é a versão enxuta, com faca de combate no lugar do canhão de ombro, vendida a empresas de segurança privada.

AV-X0 Type Zero (Shinohara Heavy Industries, filme de 1989)

O Zero é o protótipo de combate corpo a corpo que deveria suceder o Ingram na linha dos filmes. Não carrega armas de projétil, para reduzir danos colaterais, e roda o Hyper Operating System, o HOS, anunciado como 30% mais eficiente que o sistema padrão. É justamente o HOS que serve de vetor para a trama do primeiro longa, dirigido por Mamoru Oshii. O modelo nunca chegou à produção.

AV-0 Peacemaker (Shinohara Heavy Industries, 1999)

Sucessor oficial do Ingram na série de TV, com 8,20 m de altura e um sistema operacional de rede neural que reage sozinho a colisões. Foi adotado pela Divisão 1 para substituir os Pythons. Os dois Peacemakers da unidade foram destruídos pelo Griffon em 1999, o que diz muito sobre o equilíbrio de forças naquele arco.

AV-98Plus Ingram Plus (Patlabor EZY, anos 2030)

Patlabor EZY, coproduzida por Headgear, Genco e J.C. Staff, se passa cerca de 40 anos depois da série de TV. O Ingram continua em serviço como AV-98Plus: mesma estrutura, software atualizado e um visor de realidade aumentada para a pilota Towa Kuga. Segundo a Anime News Network, os 8 episódios chegam aos cinemas em três partes: maio e agosto de 2026 e março de 2027.

Labors civis: as máquinas de trabalho

A maior parte dos robôs de Patlabor que aparece em tela não é policial. São máquinas de obra, e é dentro delas que estão os suspeitos que a SV2 precisa parar.

HL-96 Tyrant 2000 (Hishii Heavy Industries, 1995)

O Tyrant 2000 é o mais comum dos robôs de Patlabor e aparece em praticamente todo episódio. Parece um trator de esteira andando sobre duas pernas, com 8,02 m de altura e 12 t de peso. O motor fica atrás, como contrapeso, o que limita o alcance dos braços. Mesmo assim, bateu recorde de vendas e consolidou a Hishii no mercado. Boa parte dos criminosos da série está dentro de um Tyrant.

HL-97 Bulldog (Hishii Heavy Industries, 1997)

Labor multiuso, barato e pouco ágil, com 6,21 m de altura e pés largos que distribuem o peso em terreno ruim. Serve para carregar contêineres e matéria-prima. Existem variantes para aeroporto e uso geral.

HL-98 Hercules 21 (Hishii Heavy Industries, 1998)

O padrão da segunda geração de Labors de construção e um dos produtos mais vendidos da Hishii. Ganhou suspensão eletrônica, controle automático de velocidade e cabine fechada, corrigindo a vibração e o ruído que o Bulldog tinha. Mede 7,45 m.

TFV-97 Crabman

Um Labor de quatro pernas, com motor a diesel e transmissão hidráulica, pensado como plataforma móvel. Ergue até 15 t, roda sobre rodinhas em piso plano e segue operando com três pernas se perder uma. É a máquina que mostra que nem todo Labor precisa ser humanoide.

ASV-99 Boxer (Shinohara Heavy Industries, 1999)

O Labor civil de terceira geração da Shinohara, lançado em março de 1999. Herda do Ingram o mecanismo de juntas esféricas ligadas a três cilindros, o que lhe dá a precisão de movimento que os concorrentes não tinham.

CRL-98 Pyro-Buster (Hishii Heavy Industries)

O primeiro Labor de combate a incêndio da franquia. Compartilha a base do Hercules 21, o que reduz o treinamento dos bombeiros, e carrega canhões de agente extintor. Os calcanhares largos ajudam a manter a estabilidade em escombros.

Labors militares

Os robôs de Patlabor militares raramente são protagonistas, mas cada aparição muda o tom da história. É quando o exército entra em cena que a série deixa a comédia de delegacia e vira thriller político.

Type-7B Brocken (Schaft Enterprises Europe, 1998)

Desenvolvido para o exército da Alemanha Ocidental e a OTAN, o Brocken é o Labor militar mais visto na série. Tem 8,68 m, 8,23 t e blindagem composta. A filial japonesa da Schaft usa Brockens sem identificação para proteger seus testes secretos, e é assim que a SV2 cruza com eles. O nome vem do pico mais alto da cordilheira do Harz.

Type-M5 Abraham (Schaft Enterprises USA)

Primeiro Labor fabricado nos Estados Unidos, encomendado pelo Departamento de Defesa para preencher a lacuna deixada pelo Brocken. Blindagem composta quase total e proteção contra projéteis, algo raro em Labors da época. Serve ao Exército, aos Fuzileiros e à segurança privada da própria Schaft.

ARL-99 Helldiver (Shinohara Heavy Industries, 1999)

O Labor aerotransportado das Forças de Autodefesa do Japão deriva do Ingram. Salta de paraquedas de aviões C-17 à frente da infantaria, com 7,95 m e 5,75 t. As pernas carregam foguetes que amortecem o pouso. Foi o principal Labor do exército japonês até a chegada do Hannibal.

AL-97 Atlas, AL-97B Samson e AL-97B-var Hannibal (Hishii Heavy Industries)

A linhagem militar da Hishii começa no Atlas, o primeiro Labor adotado pelas Forças de Autodefesa, com dois tripulantes e uma metralhadora Gatling. O Samson fechou a cabine com escotilha blindada e reforçou as juntas. O Hannibal, versão final, ganhou nova Gatling e mira aprimorada, e é o Labor que representa o exército no segundo filme, de 1993.

HAL X-10 (Hishii e Shinohara, protótipo)

O mais estranho da lista. Desenhado por Shoji Kawamori, tem quatro pernas com rodas, corpo alongado como um blindado, blindagem de tanque leve e uma unidade hover de 25 t de empuxo para saltos curtos. O sistema de piloto automático toma decisões táticas sozinho. Mede entre 9 e 11 m conforme a postura e pesa 17,4 t.

As máquinas experimentais da Schaft

Dois robôs de Patlabor não cabem em nenhuma categoria oficial. Foram construídos pela Schaft Enterprises fora de qualquer contrato público, e são eles que sustentam o arco principal da série de TV.

Type-R13EX Phantom (Schaft Enterprises)

Um Labor não tripulado, cujo propósito nunca é explicado por completo. A blindagem dos antebraços aguenta um tiro do canhão de 37 mm do Ingram à queima-roupa, e a máquina opera parcialmente submersa. Sua força e destreza superam qualquer Labor de produção da época. O sistema operacional do Phantom é a base do que viria depois.

Type J-9 Griffon (Schaft Enterprises Japan, 1999)

O grande antagonista mecânico da série de TV. Criado pela Seção de Planejamento 7 da Schaft com um único objetivo, derrotar os Labors da SV2, o Griffon usa atuadores de músculo artificial, turbina a gás como fonte de energia e o sistema ASURA, evolução do software do Phantom. Mede 8,55 m e é pilotado pelo menino Bud Renard. Destruiu os dois Peacemakers e humilhou o Economy Ingram antes do confronto final com Alphonse.

Tabela resumo dos robôs de Patlabor

ModeloFabricanteFunçãoAltura
ASUKA MPL-96ShinoharaPolicial (1ª geração)5,62 m
MPL-97S PythonManabePolicial7,80 m
AV-98 IngramShinoharaPolicial8,02 m
AV-98T DolphinShinoharaTreinamento7,54 m
AVS-98 Economy IngramShinoharaPolicial (TV)
SRX-70 / SR-70 SaturnToyohata (Schaft)Policial / segurança
AV-X0 Type ZeroShinoharaProtótipo policial
AV-0 PeacemakerShinoharaPolicial (TV)8,20 m
AV-98Plus Ingram PlusShinoharaPolicial (EZY)
HL-96 Tyrant 2000HishiiConstrução8,02 m
HL-97 BulldogHishiiConstrução6,21 m
HL-98 Hercules 21HishiiConstrução7,45 m
TFV-97 CrabmanPlataforma de carga
ASV-99 BoxerShinoharaConstrução
CRL-98 Pyro-BusterHishiiBombeiros
Type-7B BrockenSchaft EuropeMilitar8,68 m
Type-M5 AbrahamSchaft USAMilitar
ARL-99 HelldiverShinoharaMilitar aerotransportado7,95 m
AL-97B-var HannibalHishiiMilitar
HAL X-10Hishii / ShinoharaMilitar (protótipo)9 a 11 m
Type-R13EX PhantomSchaftExperimental não tripulado
Type J-9 GriffonSchaft JapanExperimental de combate8,55 m

Qual robô de Patlabor define a série?

Entre todos os robôs de Patlabor, o Ingram, sem discussão. Ele é o único Labor presente em todas as encarnações da franquia, de 1988 a 2026, e o único que ganhou uma réplica em tamanho real. Mas o segredo de Patlabor está no Tyrant 2000: um trator com pernas, dirigido por operários mal pagos, é o “vilão” mais frequente da série. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é essa escolha de tratar robôs gigantes como equipamento de obra que separa Patlabor do resto do gênero mecha.

Quem gostou dessa abordagem mais pé no chão pode seguir pela nossa lista de animes mecha além da franquia Gundam, que o Meta Galáxia já publicou na categoria de anime e mangá. Vale lembrar que o catálogo acima cobre os robôs de Patlabor do anime; o mangá de Masami Yuki e os jogos trazem outras máquinas que ficam para um próximo guia.

Perguntas frequentes

Quantos robôs de Patlabor existem no anime?

Este guia lista 22 robôs de Patlabor com presença relevante na OVA, na série de TV, nos filmes e em Patlabor EZY. O número sobe se contarmos variantes de pintura, versões de manga e máquinas dos jogos, que não entraram aqui.

Qual é a altura do Ingram?

O AV-98 Ingram mede 8,02 m de altura e 4,37 m de largura, segundo os materiais de produção da Shinohara Heavy Industries compilados pela Patlabor Wiki. A réplica construída para a série live-action de 2014 tem cerca de 9 m.

O Griffon é mais forte que o Ingram?

Em ficha técnica, sim. O Griffon foi construído para superar tudo o que a polícia tinha, e destruiu dois Peacemakers, o sucessor do Ingram. O que decide os confrontos na série é a piloto Noa Izumi, não a máquina.

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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