Passadas as primeiras horas da Zelda 40th Anniversary Direct, dá para separar com mais clareza o que a Nintendo realmente anunciou sobre o remake de Ocarina of Time do que ficou só implícito nas quinze minutos de demonstração de jogo conduzida pelo produtor Eiji Aonuma. Este guia, publicado em setembro de 2026, reúne as mudanças confirmadas oficialmente e as que a imprensa especializada e a comunidade perceberam por conta própria, assistindo quadro a quadro ao material liberado.
As mudanças confirmadas no remake de Ocarina of Time

Na demonstração, Aonuma foi direto: “Link agora pode pular com o toque de um botão”, mostrando a cena logo depois de mostrar o menino saltando um vão na Floresta Kokiri. É a mudança mais comentada porque resolve uma reclamação de 28 anos: no original de 1998, Link só pulava sozinho ao chegar perto de uma borda. A lista de confirmações oficiais do remake de Ocarina of Time inclui ainda:
- Investida (dash): segurar o botão de rolar faz Link disparar numa corrida rápida, sem barra de fôlego limitando a duração, diferente do sistema de resistência de Breath of the Wild.
- Natação e mergulho, com exploração de tesouros debaixo d’água.
- Vila Castelo sem câmera fixa, totalmente aberta à exploração, com NPCs circulando pelas bancas do mercado.
- Menu de itens em roda horizontal e mira com retículo, praticamente idênticos ao sistema usado em Breath of the Wild, Tears of the Kingdom e Echoes of Wisdom — mostrado na cena em que Link recebe o Estilingue das Fadas.
- Suporte a controle por movimento.
- Dublagem completa para o elenco de apoio; Link continua mudo.
Nenhuma dessas mudanças no remake de Ocarina of Time altera a estrutura da aventura: os mesmos templos, a mesma Hyrule Field, os mesmos sete anos de salto temporal entre Link criança e adulto. É restauração de jogabilidade, não reinvenção.
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Ocarina, voz e um app companheiro chamado Zelda Notes

A ocarina do título ganha duas camadas novas. Dentro do jogo, o microfone do Switch 2 reconhece o jogador cantarolando ou assobiando uma das melodias que Link já aprendeu, e o próprio personagem a executa na hora. Fora do jogo, a Nintendo confirmou o aplicativo complementar Zelda Notes, disponível pelo app Nintendo Switch no celular: ele traz uma ocarina virtual tocável pela tela sensível ao toque, permite compor músicas próprias e compartilhá-las com outros jogadores por QR code, e ainda soma estatísticas diárias, como quantos inimigos o jogador derrotou, além de um quiz com mais de 2 mil perguntas sobre a franquia.
O menu Threads of Time, a tapeçaria que registra o progresso de Link e aponta o próximo objetivo, também apareceu em detalhe na demonstração: cada entrada da lista de missões abre um resumo do que aconteceu, com um botão dedicado para ver a cena bordada na tapeçaria completa. É a versão do remake de Ocarina of Time para o que outros jogos chamam de diário de missões, mas adaptada à estética têxtil que aparece em quase todo material promocional do jogo.
O que ninguém anunciou, mas o vídeo deixou escapar

Nem toda mudança veio com anúncio oficial. A GameSpot notou que o sistema de troca de armas e mira é uma cópia quase literal da interface de Breath of the Wild, algo que Aonuma demonstrou sem comentar diretamente a semelhança. A GamesRadar chamou a nova investida de solução para o “spam de rolamento”, a estratégia meio exploit que jogadores usavam no original para andar mais rápido: em vez de corrigir isso escondendo a mecânica, o remake transformou o hábito antigo dos fãs numa habilidade oficial.
Outros detalhes menores confirmam a fidelidade ao material original sem que a Nintendo precisasse dizer nada: Mido, o líder mirim dos Kokiri que barra a entrada de Link na floresta no jogo de 1998, aparece de relance na demonstração exatamente na mesma função. A trilha sonora também foi mexida além do óbvio: Aonuma mencionou que o áudio do remake de Ocarina of Time foi “repensado”, e o tema de tela de título passa a integrar o aplicativo Nintendo Music, o serviço de streaming de trilhas sonoras da empresa.
A polêmica: o visual de Link divide opiniões
A reação nas redes sociais logo depois da Direct não foi unânime. O principal alvo de crítica foi o modelo do Link criança: para parte do público, o nível de detalhe da roupa e do cabelo dele destoa do resto do cenário, mais estilizado, criando um efeito de “vale da estranheza” que alguns compararam a um jogo amador feito em Unreal Engine. Um comentário resumiu o problema: “todo mundo que não é o Link tem menos detalhe, e por causa disso, tudo fica melhor”.
A recepção mudou de tom conforme a demonstração avançava. As cenas de Hyrule Field aberta e dos combates em caverna, mostradas mais para o fim do vídeo, colecionaram elogios pela direção de arte, o que sugere que a rejeição inicial teve mais a ver com a primeira impressão do close no rosto de Link do que com o remake de Ocarina of Time como um todo. Ainda há quase dois meses até o lançamento, tempo que a Nintendo pode aproveitar para ajustes finos no modelo, algo que remakes anteriores da própria empresa já fizeram entre o anúncio e o lançamento.
O que continua exatamente igual
Vale reforçar o que não muda. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), pelo material mostrado até agora, o remake de Ocarina of Time é uma recriação fiel do roteiro de 1998, não uma reimaginação em mundo aberto: os mesmos templos, os mesmos chefes, a mesma progressão entre Kokiri Forest, Hyrule Field, Zora’s Domain e o restante do mapa original. Quem já jogou vai reconhecer cada área; a diferença está em como elas se sentem para atravessar, não em para onde elas levam.
Para quem quer os detalhes de data, preço e do console de edição especial que chega junto, o Meta Galáxia já cobriu isso no guia completo sobre o remake de Ocarina of Time. A demonstração de gameplay completa, com Aonuma narrando cada mudança, está disponível no canal oficial da Nintendo of America.
Perguntas frequentes
O remake de Ocarina of Time muda a história do jogo original?
Não. Pelo que foi mostrado até agora, é uma recriação fiel do roteiro, dos templos e da progressão de 1998. As mudanças estão na jogabilidade, nos gráficos e no áudio, não no enredo.
O que é o aplicativo Zelda Notes?
Um app complementar para celular, disponível pelo Nintendo Switch App, com uma ocarina virtual tocável na tela, criação e compartilhamento de melodias por QR code, estatísticas diárias de jogo e um quiz com mais de 2 mil perguntas sobre a franquia.
Por que o visual de Link gerou polêmica?
Parte do público achou o nível de detalhe do modelo de Link, sobretudo criança, destoante do resto do cenário mais estilizado. A recepção melhorou nas cenas seguintes da demonstração, como Hyrule Field e os combates em caverna.




































