
O segundo filme de One Piece, One Piece: Aventura na Ilha Nejimaki, segue exatamente a mesma linha do primeiro: um filler despretensioso que funcionaria melhor como um arco tapa-buraco dentro do próprio anime.
Assim como antes, temos coadjuvantes com seus próprios sonhos, servindo como espelho para o Luffy. Mas, diferente do primeiro longa, aqui a história é muito menos interessante. Falta peso, falta carisma e, principalmente, falta algo que realmente prenda.
O único elemento que parecia ter algum potencial era a própria ilha e a ideia dos engenheiros. Existia ali uma base que poderia render algo mais criativo ou até dar identidade ao filme.
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Mas isso acaba sendo praticamente ignorado.
A participação deles se resume ao “segredo” envolvendo a origem de Akisu — que, no fim das contas, não tem impacto real na história. É uma revelação que existe, mas não muda nada.
O filme até acerta em alguns momentos de humor, mas nem isso é bem aproveitado. E esse talvez seja o maior problema: sendo uma aventura leve e descompromissada, o mínimo esperado era abraçar esse tom até o fim.
Nem isso ele faz direito.
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Pouco tempo
Com apenas 55 minutos, o filme claramente sofre com falta de tempo.
Boa parte desse tempo é gasto tentando criar tensão com a captura dos Mugiwaras, quando poderia estar sendo melhor aproveitado desenvolvendo a ilha — que era, de longe, o elemento mais interessante ali. Ainda assim, essa sequência ao menos serve para dar um pouco mais de espaço aos vilões.
Mas no fim, o problema central continua sendo o mesmo: falta de tempo — e, principalmente, má prioridade.
Alguma coisa precisava ser deixada de lado, e a escolha mais lógica seria sacrificar a história da ilha em favor de algo mais direto e envolvente. Só que o filme não parece tomar essa decisão de forma consciente. Em vez disso, vira uma corrida apressada até o final, recheada de lutas que muitas vezes parecem existir só por obrigação.
Um ponto positivo é a rápida conexão com o filme anterior, citando os piratas de El Drago. É um detalhe pequeno, mas ajuda a criar uma sensação de continuidade — algo que sempre agrega um pouco mais de peso a esse tipo de produção.
Vale a pena ver One Piece: Aventura na Ilha Nejimaki?
Não.
Com um vilão genérico — que, dessa vez, o roteiro insiste em levar a sério — o filme acaba sacrificando o que poderia funcionar melhor. O resultado é uma sequência desnecessária, apressada e previsível, construída quase inteiramente em cima de lutas sem impacto.
Isso até pode agradar alguns fãs, mas foge do que One Piece costuma fazer de melhor.
Até o primeiro filme, que também está longe de ser perfeito, entendia suas prioridades. Lá, o mistério envolvendo Woonan era o centro, e o vilão funcionava apenas como suporte. Aqui, ao tentar inverter isso e dar mais peso ao antagonista, o filme simplesmente não sustenta a proposta.
Pra não dizer que é um desastre completo, o final até tenta ser mais ousado — mas acaba soando mais confuso do que impactante.
































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