ActRaiser: o híbrido de ação e simulação que marcou o SNES

Imagine um jogo que é metade plataforma de ação e metade simulador de construir civilizações. Esse é o ActRaiser, um dos títulos mais originais que o Super Nintendo recebeu. Lançado pela Enix em 1990 no Japão, ele mistura gêneros de um jeito que quase ninguém tinha tentado. Revisitá-lo em setembro de 2026 é redescobrir uma ideia ousada que deu muito certo.

A premissa já é diferentona: você é uma divindade que precisa reconquistar um mundo tomado por demônios. E faz isso de duas formas bem distintas, alternando entre a pancadaria e o zelo por um povo que cresce sob a sua proteção.

Gameplay de ActRaiser em fase de acao no SNES
A parte de acao em rolagem lateral do jogo. Imagem: Wikipedia (reproducao).

Dois jogos em um só cartucho

Metade do ActRaiser é ação em rolagem lateral. Você desce dos céus dentro de uma estátua guerreira e enfrenta os monstros de cada região na base da espada, encarando chefes no fim de cada fase. É um plataforma competente, direto e desafiador.

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A outra metade é uma simulação vista de cima. Como divindade, você guia um povo que se instala na terra que você limpou, indica onde construir, afasta pragas e resolve pedidos. Conforme a população cresce, você fica mais forte para os trechos de ação. As duas partes se alimentam, e essa troca é o que torna o jogo tão especial.

A trilha lendária do Yuzo Koshiro

Se tem uma coisa que ninguém esquece do ActRaiser, é a música. O Yuzo Koshiro compôs uma trilha orquestral que soava grandiosa demais para um videogame de 1990. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é uma das melhores trilhas da história do console, daquelas que valem ser ouvidas mesmo fora do jogo.

O visual acompanha esse tom épico. Os cenários das fases de ação são detalhados e variados, e a visão do seu mundinho crescendo na parte de simulação dá uma sensação gostosa de progresso.

ActRaiser e a fama de joia escondida

Por aqui, o ActRaiser não era tão popular quanto os grandes nomes da Nintendo, em parte por ser um conceito diferente e menos óbvio. Mas quem dava uma chance descobria uma das experiências mais únicas do catálogo. Com o tempo, ganhou status merecido de joia escondida entre os fãs de SNES.

Anos depois, o jogo até ganhou um remake, sinal de que a ideia continua viva e valorizada. A continuação, ActRaiser 2, abandonou a simulação e virou só ação, o que dividiu o público.

Vale a pena hoje?

Vale muito, principalmente para quem procura algo diferente do comum. A mistura de gêneros continua fresca e a trilha é atemporal. Existe um remake moderno, o ActRaiser Renaissance, para quem quer uma versão repaginada. É indicação de peso para curiosos aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,1/10.

Perguntas frequentes

Que tipo de jogo é ActRaiser?

É um híbrido que mistura fases de ação em rolagem lateral com uma parte de simulação, na qual você guia o crescimento de uma civilização como uma divindade. Essa combinação é a grande marca do jogo.

ActRaiser 2 é igual ao primeiro?

Não. A continuação abandonou a parte de simulação e se tornou um jogo apenas de ação. Isso dividiu os fãs, já que a mistura de gêneros era o grande diferencial do original.

Dá pra jogar ActRaiser hoje?

Dá. Além do cartucho original de Super Nintendo, existe o remake ActRaiser Renaissance, lançado para plataformas modernas com gráficos e conteúdo atualizados.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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