Imagine um jogo que é metade plataforma de ação e metade simulador de construir civilizações. Esse é o ActRaiser, um dos títulos mais originais que o Super Nintendo recebeu. Lançado pela Enix em 1990 no Japão, ele mistura gêneros de um jeito que quase ninguém tinha tentado. Revisitá-lo em setembro de 2026 é redescobrir uma ideia ousada que deu muito certo.
A premissa já é diferentona: você é uma divindade que precisa reconquistar um mundo tomado por demônios. E faz isso de duas formas bem distintas, alternando entre a pancadaria e o zelo por um povo que cresce sob a sua proteção.

Dois jogos em um só cartucho
Metade do ActRaiser é ação em rolagem lateral. Você desce dos céus dentro de uma estátua guerreira e enfrenta os monstros de cada região na base da espada, encarando chefes no fim de cada fase. É um plataforma competente, direto e desafiador.
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A outra metade é uma simulação vista de cima. Como divindade, você guia um povo que se instala na terra que você limpou, indica onde construir, afasta pragas e resolve pedidos. Conforme a população cresce, você fica mais forte para os trechos de ação. As duas partes se alimentam, e essa troca é o que torna o jogo tão especial.
A trilha lendária do Yuzo Koshiro
Se tem uma coisa que ninguém esquece do ActRaiser, é a música. O Yuzo Koshiro compôs uma trilha orquestral que soava grandiosa demais para um videogame de 1990. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é uma das melhores trilhas da história do console, daquelas que valem ser ouvidas mesmo fora do jogo.
O visual acompanha esse tom épico. Os cenários das fases de ação são detalhados e variados, e a visão do seu mundinho crescendo na parte de simulação dá uma sensação gostosa de progresso.
ActRaiser e a fama de joia escondida
Por aqui, o ActRaiser não era tão popular quanto os grandes nomes da Nintendo, em parte por ser um conceito diferente e menos óbvio. Mas quem dava uma chance descobria uma das experiências mais únicas do catálogo. Com o tempo, ganhou status merecido de joia escondida entre os fãs de SNES.
Anos depois, o jogo até ganhou um remake, sinal de que a ideia continua viva e valorizada. A continuação, ActRaiser 2, abandonou a simulação e virou só ação, o que dividiu o público.
Vale a pena hoje?
Vale muito, principalmente para quem procura algo diferente do comum. A mistura de gêneros continua fresca e a trilha é atemporal. Existe um remake moderno, o ActRaiser Renaissance, para quem quer uma versão repaginada. É indicação de peso para curiosos aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,1/10.
Perguntas frequentes
Que tipo de jogo é ActRaiser?
É um híbrido que mistura fases de ação em rolagem lateral com uma parte de simulação, na qual você guia o crescimento de uma civilização como uma divindade. Essa combinação é a grande marca do jogo.
ActRaiser 2 é igual ao primeiro?
Não. A continuação abandonou a parte de simulação e se tornou um jogo apenas de ação. Isso dividiu os fãs, já que a mistura de gêneros era o grande diferencial do original.
Dá pra jogar ActRaiser hoje?
Dá. Além do cartucho original de Super Nintendo, existe o remake ActRaiser Renaissance, lançado para plataformas modernas com gráficos e conteúdo atualizados.
Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).




































