Nenhum jogo de luta gerou tanta polêmica quanto Mortal Kombat, e a versão de Super Nintendo está no centro de uma das histórias mais famosas dos videogames. Lançado pela Acclaim em 1993, o port do arcade sangrento veio com uma censura que mudaria os rumos da guerra dos consoles. Revisitá-lo em setembro de 2026 é relembrar esse capítulo marcante.
O arcade tinha estourado com seus lutadores digitalizados, golpes brutais e os famosos fatalities. Levar isso para casa era o sonho da molecada, mas a Nintendo tinha suas regras.

A censura que decidiu uma guerra
Aqui está o ponto que todo mundo lembra: no Mortal Kombat de Super Nintendo, o sangue virou suor cinza e os fatalities foram suavizados, por exigência da Nintendo da época. Enquanto isso, a versão de Mega Drive tinha um código secreto que liberava todo o sangue original.
O resultado foi um baque: a molecada correu para a versão do concorrente, e a Sega ganhou uma baita vantagem nessa rodada da briga. Foi um daqueles momentos em que uma decisão de conteúdo mexeu diretamente nas vendas dos consoles.
Tecnicamente superior, mas sem o sangue
A ironia é que, tirando a censura, o Mortal Kombat de SNES era tecnicamente melhor, com gráficos mais limpos e som superior ao da versão de Mega Drive. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é um caso em que a qualidade técnica não foi suficiente diante do apelo do sangue que faltava.
A jogabilidade de luta continuava boa, com o elenco clássico de Scorpion, Sub-Zero, Raiden e companhia. Para quem não ligava para o sangue, era um ótimo jogo de luta.
Mortal Kombat e a polêmica no Brasil
Por aqui, a rivalidade entre donos de SNES e de Mega Drive era intensa, e o caso do Mortal Kombat censurado virou munição nas discussões de recreio. Ter a versão com sangue do Mega Drive era motivo de orgulho, e a polêmica só aumentava a fama do jogo.
Essa história toda ajudou a criar o sistema de classificação etária dos jogos, mudando a indústria para sempre. Poucos títulos tiveram impacto cultural tão grande.
Vale a pena hoje?
Vale mais pela importância histórica do que pela jogabilidade, que ficou datada frente às continuações. Como marco cultural e da guerra dos consoles, é leitura obrigatória. É uma indicação de peso histórico aqui no Meta Galáxia. Nota: 7,5/10.
Perguntas frequentes
Por que Mortal Kombat de SNES não tinha sangue?
Porque a Nintendo da época exigia conteúdo mais família, então o sangue virou suor cinza e os fatalities foram suavizados. A versão de Mega Drive, ao contrário, liberava o sangue com um código.
Qual versão de Mortal Kombat vendeu mais?
A de Mega Drive saiu na frente justamente por manter o sangue original. Foi um golpe na Nintendo e um dos momentos mais marcantes da rivalidade entre os dois consoles.
O Mortal Kombat de SNES é um bom jogo?
Tecnicamente era superior ao do concorrente, com melhores gráficos e som. A jogabilidade de luta é boa, mas a censura tirou parte do apelo que fazia a fama do jogo na época.
Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).