Contra III: The Alien Wars, o run and gun definitivo do SNES

Poucos jogos definem tão bem a expressão tiro, porrada e bomba quanto Contra III: The Alien Wars. Lançado pela Konami em 1992 no Super Nintendo, ele é um dos melhores run and gun já feitos, e por aqui virou sinônimo de desafio em dupla. Revisitá-lo em setembro de 2026 é lembrar de horas gritando na frente da TV com um amigo do lado.

Na Europa, por causa das regras da Nintendo da época sobre violência, os heróis humanos viraram robôs e o jogo foi rebatizado de Super Probotector. É o mesmo jogaço, só que com uma pele diferente, e é por esse nome que muita lista internacional o conhece.

Gameplay de Contra III com acao e explosoes no SNES
Tiro e explosao sem tregua, a marca de Contra. Imagem: Wikipedia (reproducao).

Aliens, explosão e um comandante durão

A história é a desculpa perfeita para o caos: aliens invadem a Terra num futuro devastado, e cabe a dois soldados durões limpar a área na base do tiro. Não tem meio-termo, é você contra um exército inteiro, com explosões cobrindo a tela e chefes gigantescos surgindo a cada fase.

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Cada estágio é uma montanha-russa de situações. Numa hora você corre por uma cidade em chamas, na outra está pendurado em mísseis voando pelo céu. O ritmo não deixa você respirar, e é exatamente essa a graça.

Armas na mão e o coop que é lei

O sistema de armas é gostoso: dá pra carregar duas ao mesmo tempo e trocar na hora certa, além de detonar tudo com uma bomba de tela quando o aperto é grande. A spread gun, aquela que atira em leque, continua sendo a queridinha da galera. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é um dos arsenais mais satisfatórios do gênero nos 16 bits.

Mas a alma do jogo é o cooperativo. Contra III foi feito pra dois, e passar as fases dividindo a tela com um parceiro, um cobrindo o outro, é uma experiência que quase nenhum jogo moderno replica com a mesma intensidade.

Fases de cima e o capricho técnico

A Konami mais uma vez abusou dos recursos do SNES. Tem fase vista de cima, com a tela girando em Mode 7 enquanto você mira nos alvos, e chefes que usam escala e rotação pra impressionar. Em 1992, aquilo era demonstração de força bruta do console.

Fase vista de cima em Contra III com Mode 7 no SNES
As fases de cima usando o Mode 7 do console. Imagem: Wikipedia (reproducao).

Some a isso uma trilha pesada e empolgante, feita pra combinar com a adrenalina, e você tem um pacote redondo. É difícil, sim, mas o desafio é justo o bastante pra você querer tentar de novo.

Contra III e a febre do coop no Brasil

Por aqui, a série Contra já era famosa desde o Nintendinho, e Contra III elevou o nível. Chamar um amigo pra tentar zerar era programa clássico, e a frustração de morrer perto do fim só aumentava a vontade de voltar. Terminar era motivo de orgulho pra contar na escola.

Até hoje ele é lembrado como um dos melhores jogos de ação do console, e continua sendo a referência quando alguém fala em run and gun difícil e divertido.

Vale a pena hoje?

Vale muito, principalmente com um parceiro. O jogo é curto, intenso e envelheceu bem, com controles precisos. Ele aparece na Contra Anniversary Collection, disponível para plataformas modernas. Se você curte ação cooperativa de época, é indicação certeira aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,3/10.

Perguntas frequentes

Contra III e Super Probotector são o mesmo jogo?

Sim. Super Probotector: Alien Rebels é o nome europeu de Contra III, com os heróis humanos substituídos por robôs por causa das regras da Nintendo da época. A jogabilidade é idêntica.

Contra III tem modo cooperativo?

Tem. O jogo foi pensado para dois jogadores ao mesmo tempo, e o coop é considerado o melhor jeito de aproveitá-lo. Dá para jogar sozinho, mas a dupla é a experiência definitiva.

Dá pra jogar Contra III hoje?

Dá. O jogo está na Contra Anniversary Collection, lançada para plataformas modernas, além do cartucho original de Super Nintendo.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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