Super Castlevania IV: o clássico gótico que exibiu o poder do SNES

Poucos jogos souberam mostrar o poder do Super Nintendo tão bem quanto Super Castlevania IV. Lançado pela Konami em 1991, ele reimaginou o Castlevania original do Nintendinho com um capricho técnico e uma atmosfera gótica que impressionam até em setembro de 2026. É daqueles cartuchos que você liga só pra mostrar pro amigo o que o console conseguia fazer.

Mas não pense que é só vitrine gráfica. Por baixo do visual sombrio tem um jogo de ação afiado, com uma mudança de controle que envelheceu melhor que a de muita continuação da série.

Gameplay de Super Castlevania IV com Simon Belmont no SNES
Simon Belmont e o chicote em oito direcoes. Imagem: Wikipedia (reproducao).

Simon Belmont contra o Drácula, de novo

A trama é a de sempre na série, e funciona: o Drácula ressuscita no seu ciclo de cem anos, e o caçador Simon Belmont pega o chicote da família pra encarar o castelo assombrado mais uma vez. Você atravessa salões, cavernas, torres e estábulos amaldiçoados até o confronto final com o conde.

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É um enredo enxuto que serve de moldura pra ação. Ninguém joga Castlevania pela história, e sim pela viagem por aquele castelo cheio de perigo e de detalhe macabro.

O chicote em oito direções mudou o jogo

A grande novidade de Super Castlevania IV é o controle do chicote. Pela primeira vez na série, dá pra atacar nas oito direções e ainda balançar a arma no ar pra defender ou acertar de ângulos estranhos. Depois da rigidez dos jogos de NES, isso foi um alívio enorme e deu muito mais liberdade de movimento.

Some a isso os subitens clássicos, como a água benta e a adaga, e você tem um arsenal que premia quem entende cada situação. O jogo é desafiador, mas raramente parece injusto.

Mode 7 e uma trilha de arrepiar

A Konami usou e abusou dos truques do SNES. Tem sala que gira, ponte que balança, cenário que escala e distorce usando o famoso Mode 7. São efeitos que, em 1991, faziam a molecada colar o rosto na tela. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é uma das melhores demonstrações do que o hardware do console era capaz.

E a trilha é uma obra à parte. Sombria, pesada, cheia de personalidade, ela dá o tom de terror gótico que a série carrega. É música que gruda e que muita gente ouve até hoje fora do jogo.

Super Castlevania IV e a fama da Konami no Brasil

Por aqui, a Konami tinha selo de qualidade, e Super Castlevania IV era um dos cartuchos mais respeitados da locadora. Não era o mais fácil de zerar, mas era daqueles que davam orgulho de terminar. Encarar o Drácula no fim virava história pra contar na escola.

Até hoje ele é lembrado como um dos melhores Castlevania de estilo clássico, antes da série migrar para o formato de exploração que ficou famoso depois. É um retrato de uma época em que ação direta e bem-feita bastava.

Vale a pena hoje?

Vale muito. O controle continua ótimo, o clima é impecável e a dificuldade é do tipo justa. Ele aparece em coletâneas modernas da série, como a Castlevania Anniversary Collection, fáceis de achar. Se você curte ação com pegada retrô, é indicação certa aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,3/10.

Perguntas frequentes

Super Castlevania IV é um remake?

É uma releitura do Castlevania original do NES, com Simon Belmont enfrentando o Drácula. A Konami reimaginou o jogo com novos gráficos, som e mecânicas para o Super Nintendo, em 1991.

O que mudou no controle de Super Castlevania IV?

Pela primeira vez na série, o chicote pode ser usado nas oito direções e balançado no ar. Isso deu muito mais liberdade de ataque do que os jogos anteriores permitiam.

Dá pra jogar Super Castlevania IV hoje?

Dá. O jogo está presente em coletâneas modernas, como a Castlevania Anniversary Collection, disponível para as plataformas atuais, além do cartucho original de SNES.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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