F-Zero: a corrida futurista que mostrou o poder do SNES

Quando o Super Nintendo chegou às lojas, ele precisava provar que era mais poderoso que a concorrência, e F-Zero foi um dos jogos escalados pra essa missão. Lançado em 1990 como título de estreia do console, esse jogo de corrida futurista deixou muita gente de queixo caído com a sensação de velocidade. Revisitá-lo em setembro de 2026 é entender o impacto que ele teve na época.

Ele não tinha modo multiplayer nem uma tonelada de conteúdo, mas o que oferecia era puro: adrenalina, pista escorregando embaixo de você numa velocidade que parecia impossível para um videogame de 16 bits.

Gameplay de F-Zero com pista em Mode 7 no SNES
A pista girando com o Mode 7, marca do jogo. Imagem: Wikipedia (reproducao).

Corrida no século 26 com o Mode 7

A ambientação é um futuro distante onde pilotos disputam corridas mortais em naves que flutuam. O grande truque técnico de F-Zero é o Mode 7, o recurso do SNES que girava e escalava o cenário pra criar uma pista com falsa perspectiva 3D. Na prática, a estrada corria embaixo de você numa fluidez que o Mega Drive não conseguia imitar fácil.

Publi: Conheça Personal Organizer em São Paulo

Publi: Consultoria de CRM por Matheus Mello, Diretor de CRM na WPP

Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), foi uma das demonstrações de tecnologia mais convincentes do lançamento do console. Ver aquilo rodando em 1990 era argumento de venda por si só.

Velocidade que exige a mão firme

Correr rápido é fácil, difícil é não se espatifar na parede. F-Zero pede que você aprenda cada curva, gerencie a energia da nave, que também é sua barra de vida, e use o impulso na hora certa. Bater tira energia, e ficar sem energia acaba a corrida. É um equilíbrio tenso e viciante.

São quatro naves, cada uma com peso, velocidade e curva diferentes. Escolher a certa pra cada circuito faz parte da estratégia. Parece simples, mas dominar as pistas mais difíceis dá um trabalho gostoso.

O nascimento do Captain Falcon

Aqui estreou o Captain Falcon, piloto da Blue Falcon, que muita gente só foi conhecer de verdade anos depois no Super Smash Bros. Poucos imaginavam, em 1990, que aquele piloto viraria um dos personagens mais queridos da Nintendo, com direito ao famoso golpe que todo mundo imita.

A trilha também merece elogio. Temas como o da Mute City ficaram tão marcantes que voltam remixados em vários jogos da Nintendo até hoje. É música empolgante, perfeita pra acelerar.

F-Zero e o deslumbre da molecada brasileira

Por aqui, na chegada do SNES pela Playtronic, o Mode 7 era assunto garantido. Mostrar F-Zero pra um amigo que só tinha Mega Drive era quase uma provocação: a velocidade e a pista girando impressionavam de imediato. Era o tipo de jogo que vendia o console sozinho.

Com o tempo, a série cresceu no Nintendo 64 e no GameCube, mas ficou anos parada, o que só aumentou o carinho pelo original. Ele é a semente de tudo que veio depois.

Vale a pena hoje?

Vale, com uma ressalva: é um pacote enxuto, sem multiplayer e com menos conteúdo que corridas modernas. Mas a sensação de velocidade continua ótima e as pistas ainda desafiam. Está disponível no catálogo de Super Nintendo do Nintendo Switch Online. Como marco histórico, é visita obrigatória aqui no Meta Galáxia. Nota: 8,8/10.

Perguntas frequentes

F-Zero tem multiplayer?

Não. O F-Zero original de Super Nintendo é um jogo apenas para um jogador. O modo multiplayer só chegou à série em jogos posteriores, como o F-Zero X, de Nintendo 64.

O que é o Mode 7 usado em F-Zero?

É um recurso gráfico do Super Nintendo que permite girar e escalar uma camada de cenário, criando uma falsa perspectiva 3D. Em F-Zero, ele cria a sensação de uma pista correndo embaixo da nave.

Dá pra jogar F-Zero hoje?

Dá, de forma oficial, pelo catálogo de Super Nintendo do Nintendo Switch Online, além do cartucho original. A série também ganhou o F-Zero 99, uma versão online moderna do clássico.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here