Esta review Cyberpunk Mercenários 2 avalia a segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners, o anime da Netflix feito pelo estúdio Trigger com a CD Projekt Red. Os dez episódios estrearam em 20 de outubro de 2026 e trocam David Martinez por quatro protagonistas novos. Vale para quem procura animação ousada. Decepciona quem espera o mesmo impacto emocional da primeira leva.
Cyberpunk: Mercenários 2 fica com nota 7,8 de 10 pelos critérios do Meta Galáxia: animação de primeira linha, vozes fortes e um roteiro que se divide em quatro histórias e perde fôlego no meio. A avaliação, publicada em outubro de 2026, se baseia na obra e na recepção da crítica, com as fontes indicadas ao longo do texto.
Para chegar à nota desta review Cyberpunk Mercenários 2, cruzamos o material oficial da temporada (sinopses da página da série na Netflix, equipe e elenco divulgados) com críticas publicadas na semana da estreia. A principal referência é a review de Paul Tassi na Forbes. Cada critério segue a régua da nossa página de critérios de reviews.
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| Critério | Nota | Em uma frase |
|---|---|---|
| Roteiro e Enredo | 6,5 | Quatro tramas boas no papel, costuradas de forma frouxa |
| Direção | 7,5 | Linguagem visual arriscada, ritmo irregular |
| Atuações (Elenco), aqui a dublagem | 8,0 | Clancy Brown e o elenco japonês seguram os dramas |
| Fotografia, aqui animação e direção de arte | 9,0 | Trigger em grande forma, com textura de câmera analógica |
| Trilha Sonora e Áudio | 8,0 | The Cure na abertura e trilha agitada de Tsuneo Imahori |
| Nota geral | 7,8 | Média dos cinco critérios avaliados |
Ficha técnica de Cyberpunk: Mercenários 2
| Título no Brasil | Cyberpunk: Mercenários 2 |
| Título original | Cyberpunk: Edgerunners 2 |
| Estreia | 20 de outubro de 2026, na Netflix |
| Episódios | 10, com 26 a 30 minutos cada |
| Estúdio | Trigger, em parceria com a CD Projekt Red |
| Direção | Kai Ikarashi |
| Roteiro | Bartosz Sztybor, com composição de série de Masahiko Otsuka |
| Design de personagens | Ichigo Kanno |
| Música | Tsuneo Imahori |
| Classificação na Netflix | 16 anos |
Do que trata a 2ª temporada?
A 2ª temporada conta uma história nova em Night City, com quatro protagonistas que se cruzam aos poucos. D é um nômade que busca vingança pelo massacre do seu clã. No caminho, ele encontra Roman Carax, um garoto cinéfilo que prefere filmar a cidade com uma câmera analógica a viver dentro dela.

Do outro lado da cidade está Weak Kingsley, mercenário lendário que perdeu os implantes depois de um surto de ciberpsicose. Ele aceita proteger Talia Yang, uma jovem com o corpo quase todo trocado por cromo e a saúde em declínio. Entre as duas duplas circula Capri, uma inteligência digital poderosa que todo mundo quer controlar.
Quem quer conhecer elenco, equipe e a ligação com o jogo antes de assistir encontra tudo no nosso guia de Cyberpunk Edgerunners 2. Esta review Cyberpunk Mercenários 2 evita revelar o que acontece depois do quarto episódio.
Roteiro: quatro histórias e pouca costura
A decisão de não repetir a trajetória de David é a mais acertada da temporada. O problema está na execução. Em vez de um grupo de mercenários trabalhando junto, como na primeira leva, a série monta uma teia solta de personagens que só às vezes se encontram.
Tassi aponta justamente essa troca como o maior defeito, na Forbes. Para ele, D é a melhor parte da temporada, enquanto Weak passa boa parte dela sem implantes e sem a personalidade que o tornava interessante. Talia, segundo o crítico, fica escanteada por metade dos episódios.

Roman é o elo mais fraco. A crítica da GamesRadar+ o vê mais como ferramenta para ligar as tramas do que como personagem. A mesma análise elogia o arco de Talia, triste e contido, e a forma como Weak amarra o próprio destino ao dela.
O meio da temporada é onde o texto mais escorrega. O Gizmodo nota que montagens e saltos no tempo esticam a narrativa e deixam a escalada final sem foco. O Kotaku vai além e diz que a série parece vários animes separados. Por isso o roteiro fica com 6,5.
Direção e animação: o Trigger em grande forma
A animação é o ponto mais alto de Cyberpunk: Mercenários 2 e leva 9,0 no critério de fotografia. Kai Ikarashi, que assume a direção no lugar de Hiroyuki Imaishi, aposta numa imagem granulada de filmadora antiga, com cores que somem no meio da ação e mudanças de traço nas sequências de lembrança.

Há quase unanimidade aqui. Até o Kotaku, o mais duro entre os veículos consultados, reconhece que as cenas de ação seguem estilosas. A GamesRadar+ considera o trabalho ainda mais criativo do que o da primeira temporada. O Gizmodo vê acenos a Akira e Blade Runner na direção.
A direção perde pontos pelo ritmo, não pela imagem, e fecha em 7,5. Um aviso: a violência é gráfica, com cenas de gore em close. A classificação de 16 anos na Netflix brasileira não é exagero.
Vozes e trilha sonora
Clancy Brown, a voz de Weak em inglês, é o destaque do elenco para o Gizmodo e funciona como âncora emocional da série. No áudio japonês, Kentaro Tone faz Weak, Koki Uchiyama dubla D, Momoka Terasawa é Roman e Akari Kito interpreta Talia. A dublagem leva 8,0.
A trilha também leva 8,0. A abertura troca o tema da primeira temporada por “10:15 Saturday Night”, do The Cure, uma escolha que surpreende num anime futurista. O What’s on Netflix descreve a música de Tsuneo Imahori como frenética, barulhenta e sem medo de trocar de gênero.
Review Cyberpunk Mercenários 2: o que disse a crítica
A recepção ficou dividida entre o entusiasmo e a frustração educada. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), o ponto comum entre os cinco veículos consultados é este: a temporada é bem feita, mas fica abaixo da primeira. O resumo de cada um:
- Forbes (Paul Tassi): boa e divertida, mas longe da primeira temporada; D é o melhor arco.
- GamesRadar+: ambiciosa e visualmente superior; define o resultado como “another nova Night City story”.
- Gizmodo: expansiva e quase sempre tocante, porém maximalista demais para quatro protagonistas.
- Kotaku: não chega a ser ruim, mas não arrisca e não alcança os picos de 2022.
- What’s on Netflix: nota máxima, com elogios à estética de filmadora e à direção de Ikarashi.
Precisa ter visto a primeira temporada?
Não é obrigatório, porque a série adota o formato de antologia, com história fechada e elenco novo. A GamesRadar+ afirma que dá para assistir sem conhecer a primeira leva nem o jogo. O What’s on Netflix pondera que a temporada às vezes supõe familiaridade com o universo.
Para quem quer chegar preparado, vale rever os personagens de Cyberpunk: Edgerunners e a matéria sobre a estreia de Cyberpunk: Mercenários 2 na Netflix.
Vale a pena?
Nota: 7,8/10. A nota final desta review Cyberpunk Mercenários 2 reflete uma temporada acima da média, presa à sombra de uma estreia que virou referência. A primeira temporada venceu Anime do Ano no Crunchyroll Anime Awards de 2023, e repetir esse impacto seria difícil para qualquer sequência.
Vale a pena para quem joga Cyberpunk 2077, para fãs do Trigger e para quem aceita uma narrativa fragmentada em troca de imagens marcantes. Não vale tanto para quem quer outra tragédia concentrada como a de David e Lucy. Nesse caso, rever a primeira temporada continua sendo a melhor porta de entrada.
Perguntas frequentes
Cyberpunk: Mercenários 2 continua a história de David?
Não, a 2ª temporada conta uma história independente, com D, Roman, Talia e Weak como protagonistas. A trama se passa na mesma Night City da primeira temporada e do jogo Cyberpunk 2077. Há referências ao passado, mas nada que exija rever os episódios de 2022.
Quantos episódios tem Cyberpunk: Mercenários 2?
São 10 episódios, com 26 a 30 minutos cada, todos lançados juntos em 20 de outubro de 2026 na Netflix. Somada, a temporada passa um pouco de quatro horas e meia, segundo a duração informada na página da Netflix.
Qual a nota da review Cyberpunk Mercenários 2?
A nota da review Cyberpunk Mercenários 2 é 7,8 de 10, média de cinco critérios. Animação (9,0), dublagem (8,0) e trilha (8,0) puxam a nota para cima. Roteiro (6,5) e direção (7,5) a seguram, por causa do ritmo irregular.
A 2ª temporada é melhor que a primeira?
Para a maior parte da crítica, não: a 2ª temporada é mais ambiciosa, mas menos marcante que a primeira. Forbes, Gizmodo e Kotaku a colocam abaixo da estreia de 2022. Só o What’s on Netflix deu nota máxima.




































