Em 19 de março de 1964, meio milhão de pessoas tomaram o centro de São Paulo na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. O medo que moveu aquela multidão tinha nome: comunismo. Doze dias depois veio o golpe, e com ele 21 anos de ditadura. Entender a demonização da esquerda no Brasil e no mundo passa por entender como aquele medo foi fabricado, financiado e repetido, de 1964 até os grupos de WhatsApp de hoje. Esta análise, publicada em outubro de 2026, percorre essa história e indica os filmes, nacionais e estrangeiros, que ajudam a desmontá-la.
A demonização da esquerda no Brasil e no mundo acontece porque, durante a Guerra Fria, Estados Unidos e elites locais trataram qualquer projeto de reforma social como ameaça e investiram em propaganda, golpes e perseguição para associá-la ao caos. Documentos desclassificados da CIA, do Departamento de Estado e do FBI comprovam operações no Brasil, no Chile, na Indonésia e dentro dos próprios Estados Unidos. O cinema registrou esse processo em filmes como Ainda Estou Aqui, Z, Missing e Judas e o Messias Negro.
| Filme | Ano | País | O que desmascara |
|---|---|---|---|
| Cabra Marcado para Morrer | 1984 | Brasil | A perseguição a camponeses e a um filme inteiro em 1964 |
| O Que É Isso, Companheiro? | 1997 | Brasil | A luta armada como resposta ao fechamento do regime |
| Marighella | 2019 | Brasil | A construção do “inimigo público número um” |
| Democracia em Vertigem | 2019 | Brasil | Os bastidores do impeachment de 2016 |
| Ainda Estou Aqui | 2024 | Brasil | O desaparecimento de Rubens Paiva e a mentira oficial |
| O Agente Secreto | 2025 | Brasil | A violência de Estado no cotidiano de 1977 |
| Z | 1969 | França e Argélia | O assassinato de um deputado de esquerda na Grécia |
| Missing (Desaparecido) | 1982 | Estados Unidos | O envolvimento americano no golpe chileno |
| No | 2012 | Chile | A propaganda como arma contra e a favor da democracia |
| O Ato de Matar | 2012 | Dinamarca e Indonésia | O massacre de comunistas na Indonésia contado pelos assassinos |
| Trumbo | 2015 | Estados Unidos | A lista negra de Hollywood no macarthismo |
| Os 7 de Chicago | 2020 | Estados Unidos | O julgamento político de ativistas em 1969 |
| Judas e o Messias Negro | 2021 | Estados Unidos | O FBI contra os Panteras Negras |
| Argentina, 1985 | 2022 | Argentina | O julgamento das juntas militares |
Demonização da esquerda: uma estratégia com data de nascimento
A demonização da esquerda não nasceu espontaneamente na opinião pública. Ela foi organizada como política de Estado a partir do fim da Segunda Guerra, quando os Estados Unidos passaram a tratar qualquer governo que mexesse na propriedade da terra, nos lucros de empresas estrangeiras ou no alinhamento diplomático como peça de um tabuleiro soviético. Reforma agrária virou sinônimo de Moscou. Sindicato virou célula. Padre que falava de pobreza virou subversivo.
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Isso não é interpretação: está em papel timbrado. No Brasil, documentos do Departamento de Estado e da CIA levantados pelo historiador Carlos Fico, da UFRJ, mostram que o embaixador Lincoln Gordon acompanhava a conspiração contra João Goulart e que Washington montou a Operação Brother Sam, uma força naval com armas, combustível e porta-aviões a caminho de Santos para apoiar os golpistas caso houvesse resistência. Um telegrama “top secret” da CIA de 30 de março de 1964, véspera do golpe, mostra os americanos informados e articulados com os conspiradores. A frota não precisou agir porque não houve resistência, mas a intenção ficou registrada.
No Chile, o National Security Archive, da Universidade George Washington, reúne os documentos desclassificados da CIA, do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional sobre a campanha contra Salvador Allende, antes e depois do golpe de 1973, e sobre a Operação Condor, a rede de ditaduras do Cone Sul que trocava presos e assassinava opositores fora de suas fronteiras.
O Método Jacarta: quando a demonização vira extermínio
O jornalista Vincent Bevins, correspondente que viveu no Brasil, deu nome ao padrão no livro O Método Jacarta. Ele sustenta que o golpe brasileiro de 1964 e o massacre de comunistas na Indonésia em 1965, com apoio americano, foram as duas vitórias decisivas dos Estados Unidos na Guerra Fria, e que a partir delas se formou uma rede internacional de extermínio de esquerdistas. “Jacarta” virou código. Em Santiago, antes do golpe de 1973, apareceram pichações com a frase “Jakarta viene”, “Jacarta está chegando”, como aviso aos apoiadores de Allende.
A demonização da esquerda é a etapa que antecede a violência. Antes de prender, torturar ou matar, é preciso convencer a sociedade de que o alvo não é um adversário, mas um monstro. Foi assim que a Marcha da Família preparou o terreno para o golpe, e foi assim que, décadas depois, a palavra “comunista” voltou a ser usada contra professores, artistas e jornalistas que nunca leram Marx.
Dentro dos Estados Unidos: macarthismo e COINTELPRO
A máquina também funcionou em casa. Nos anos 1940 e 1950, o Comitê de Atividades Antiamericanas intimou roteiristas, diretores e atores de Hollywood a delatar colegas. Dalton Trumbo e outros nove profissionais se recusaram, foram condenados por desacato ao Congresso, presos e colocados numa lista negra que os impediu de trabalhar com o próprio nome. Trumbo venceu dois Oscars escrevendo sob pseudônimo.
Nos anos 1960, o FBI criou o COINTELPRO para, nas palavras do próprio programa, “desestabilizar e neutralizar” organizações que classificava como “grupos de ódio nacionalistas negros”. O Comitê Church, do Senado americano, documentou em 1976 que os Panteras Negras viraram o foco principal do programa, alvo de 233 ações autorizadas. Fred Hampton, líder do partido em Chicago, foi morto aos 21 anos, enquanto dormia, numa operação policial de dezembro de 1969. Depois de 13 anos de litígio, as famílias provaram na Justiça que a operação fazia parte do COINTELPRO.
Como a demonização da esquerda funciona no Brasil de hoje
O roteiro da demonização da esquerda mudou de mídia, não de lógica. Nos anos 1960 a mensagem vinha de panfletos e do rádio; hoje vem de disparos em massa. Mas a estrutura é a mesma: tomar uma pauta social (cotas, direitos trabalhistas, demarcação de terras, programas de renda) e convertê-la em ameaça moral, de preferência ligada a religião, família e crianças. A esquerda deixa de ser uma posição política e vira um perigo existencial.
O ponto de chegada da demonização da esquerda ficou documentado em um processo judicial. Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Sete aliados, entre eles três generais e um almirante, foram condenados pelos mesmos crimes. O processo transitou em julgado em novembro de 2025. A trama golpista, segundo a acusação acolhida pelo tribunal, foi alimentada por anos de discurso que apresentava o adversário como inimigo a ser eliminado.
Nesta análise, a tese do Meta Galáxia é direta: a demonização da esquerda nunca foi sobre a esquerda. Foi sobre impedir mudanças na distribuição de poder e de riqueza, e o cinema é um dos poucos lugares onde essa engrenagem aparece inteira, com nome, data e documento.
Filmes brasileiros que desmascaram a demonização da esquerda
Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho

Nenhum filme mostra melhor o que 1964 fez com a esquerda brasileira, porque o golpe aconteceu no meio das filmagens. Em 1964, Coutinho rodava na Paraíba uma ficção sobre João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas assassinado em 1962, com os próprios camponeses no elenco. Os militares invadiram o set, prenderam parte da equipe e confiscaram o material. Dezessete anos depois, em 1981, o diretor voltou para procurar os sobreviventes. O documentário que resultou, lançado em 1984, reencontra a viúva Elizabeth Teixeira, que viveu escondida sob outro nome, e os filhos espalhados pelo país. É a prova em imagens de como funcionava a demonização da esquerda: o “comunista” perseguido era um lavrador pedindo terra.
O Que É Isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto

Baseado no livro de Fernando Gabeira, o filme reconstitui o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969, por militantes do MR-8 e da ALN. Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, foi criticado por ex-militantes por suavizar a tortura e por retratar os guerrilheiros como jovens atrapalhados. Mesmo com esses limites, cumpre uma função: mostra que a luta armada veio depois do AI-5, não antes, e que os “terroristas” da propaganda oficial eram estudantes e jornalistas respondendo ao fechamento total do regime.
Marighella (2019), de Wagner Moura

A trajetória do próprio filme é um capítulo da história que ele conta. Com Seu Jorge no papel de Carlos Marighella, o baiano que a ditadura chamou de “inimigo público número um”, a estreia de Marighella no Festival de Berlim foi em 2019, mas o lançamento no Brasil só aconteceu em novembro de 2021, depois de três adiamentos. A produtora atribuiu os atrasos a exigências da Ancine; Wagner Moura chamou o episódio de censura. Independentemente de quem tem razão, o fato é que uma biografia de guerrilheiro levou quase três anos para chegar às salas do país onde ele viveu.
Democracia em Vertigem (2019), de Petra Costa

Indicado ao Oscar de melhor documentário em 2020, o filme acompanha de dentro o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula, misturando a história política com a história da família da diretora. A reação à indicação, com políticos pedindo boicote, mostrou que a disputa sobre 2016 ainda estava aberta. Petra Costa voltou ao tema em Apocalipse nos Trópicos, sobre a união entre religião e poder, já analisado em crítica própria aqui no site.
Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles

Primeiro filme brasileiro a vencer o Oscar de melhor filme internacional, em março de 2025, Ainda Estou Aqui conta a história real de Eunice Paiva, mulher do deputado Rubens Paiva, levado de casa pelos militares em 1971 e nunca devolvido. Durante décadas, a versão oficial dizia que ele havia fugido. O filme desmonta essa mentira com a serenidade de Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro pelo papel, e mostra o mecanismo em escala doméstica: um homem é transformado em suspeito, some, e a família é que precisa provar que ele existiu.
O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho

Ambientado no Recife de 1977, com Wagner Moura como um professor que tenta escapar de um passado perigoso, o filme rendeu os prêmios de melhor direção e melhor ator em Cannes e quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo melhor filme, e fez de Moura o primeiro brasileiro indicado a melhor ator. Saiu sem estatuetas, mas o que importa aqui é o retrato: a violência do regime não aparece em porões, e sim no cotidiano, nos cartórios, nos negócios de quem lucrava com o medo. Para quem gosta do diretor, vale ler também a resenha de Bacurau, alegoria do mesmo tema no presente.
Filmes internacionais sobre a demonização da esquerda
Z (1969), de Costa-Gavras

O thriller político que definiu o gênero. Inspirado no assassinato do deputado grego Grigoris Lambrakis, agredido depois de um comício pacifista em 1963 e morto cinco dias depois, o filme se passa num país sem nome, mas avisa na abertura que qualquer semelhança com fatos reais “não é acidental”. Venceu dois Oscars em 1970, de filme estrangeiro e montagem. Z mostra o passo a passo da demonização da esquerda: a polícia que finge investigar, a imprensa que chama a vítima de agitador, e os militares que, no fim, tomam o poder, como aconteceu de fato na Grécia em 1967.
Missing, ou Desaparecido (1982), de Costa-Gavras

Jack Lemmon interpreta Ed Horman, um empresário americano conservador que vai ao Chile procurar o filho, o jornalista Charles Horman, desaparecido nos dias seguintes ao golpe de Pinochet. Aos poucos, ele descobre que o próprio governo dos Estados Unidos sabia do que estava acontecendo. Palma de Ouro em Cannes e Oscar de roteiro adaptado, o filme foi atacado pelo Departamento de Estado por sugerir que Horman morreu por saber demais sobre o envolvimento americano. Documentos desclassificados anos depois deram razão ao filme em mais pontos do que seus críticos gostariam.
No (2012), de Pablo Larraín

Primeiro filme chileno indicado ao Oscar de filme estrangeiro, No acompanha o publicitário René Saavedra, vivido por Gael García Bernal, contratado pela oposição para a campanha do plebiscito de 1988 que decidiria se Pinochet continuava no poder. O filme é sobre propaganda: a ditadura vendia medo e ordem; a oposição descobriu que precisava vender alegria. Venceu o “No”, e Pinochet entregou o governo em 1990. É a demonstração, pelo avesso, de que a narrativa que demoniza também pode ser derrotada por outra narrativa.
O Ato de Matar (2012), de Joshua Oppenheimer

O documentário mais perturbador da lista. Oppenheimer convida Anwar Congo e outros membros dos esquadrões que mataram supostos comunistas na Indonésia a partir de 1965 a reencenar seus crimes no estilo dos filmes de Hollywood que admiram. Eles aceitam com orgulho, porque no país nunca houve punição e os assassinos ainda são tratados como heróis. Indicado ao Oscar de documentário em 2014, o filme mostra o que acontece quando a demonização da esquerda é levada até o fim: o massacre vira motivo de festa, e a vítima some até da memória.
Trumbo (2015), de Jay Roach

Bryan Cranston vive Dalton Trumbo, o roteirista mais bem pago de Hollywood até se recusar a delatar colegas ao Comitê de Atividades Antiamericanas. Preso e proibido de trabalhar, ele escreveu sob pseudônimos e venceu dois Oscars sem poder recebê-los, por A Princesa e o Plebeu e Arenas Sangrentas. O filme mostra a lista negra pelo que foi: demonização da esquerda em escala industrial, uma operação para calar quem pensava diferente, aplaudida por parte da própria indústria. Ao mesmo tempo, Hollywood produzia em série filmes de “invasão vermelha” que fixaram no imaginário mundial a figura do comunista como traidor infiltrado.
Os 7 de Chicago (2020), de Aaron Sorkin

Em 1969, o governo Nixon levou a julgamento os organizadores dos protestos contra a Guerra do Vietnã na convenção democrata de Chicago. Sorkin transforma o processo num tribunal de retórica, com Sacha Baron Cohen como Abbie Hoffman, mas a cena mais importante é a de Bobby Seale, líder dos Panteras Negras, amordaçado e acorrentado na cadeira do réu por ordem do juiz. O filme deixa claro que o objetivo do julgamento não era apurar um crime, mas transformar manifestantes em criminosos diante do país.
Judas e o Messias Negro (2021), de Shaka King

Daniel Kaluuya venceu o Oscar de ator coadjuvante como Fred Hampton, o líder dos Panteras Negras em Chicago, e LaKeith Stanfield vive William O’Neal, o informante do FBI que o entregou. O filme mostra o COINTELPRO em ação: a infiltração, a construção do dossiê, a decisão de eliminar um homem cujo crime era organizar café da manhã gratuito para crianças e alianças entre pobres de todas as cores. Hampton tinha 21 anos quando foi morto. O irmão dele exigiu que Kaluuya visitasse o West Side de Chicago antes de aceitar o papel.
Argentina, 1985 (2022), de Santiago Mitre

Ricardo Darín interpreta o promotor Julio Strassera no Julgamento das Juntas, quando a Argentina recém-democratizada sentou no banco dos réus os comandantes da ditadura de 1976 a 1983. O filme mostra o esforço de reunir provas sobre os desaparecidos, estimados em 30 mil pelas organizações de direitos humanos, num país em que boa parte da elite ainda defendia os militares. Indicado ao Oscar de filme internacional, é o contraponto que o Brasil nunca teve: aqui, a Lei da Anistia de 1979 impediu julgamentos, e a Comissão Nacional da Verdade só entregou seu relatório em 2014.
O que esses filmes têm em comum
Três padrões da demonização da esquerda se repetem de Atenas a Jacarta, de Chicago ao Recife. Primeiro, o alvo é sempre apresentado como algo além de um adversário: terrorista, traidor, agente estrangeiro. Segundo, o Estado e a imprensa alinhada agem juntos, um prendendo e o outro justificando. Terceiro, a verdade chega tarde, por documento desclassificado, por processo judicial ou por um cineasta teimoso o bastante para voltar ao lugar do crime 17 anos depois.
Há também um padrão de reação. Quase todos esses filmes foram acusados de parcialidade quando lançados. Missing foi atacado pelo Departamento de Estado, Democracia em Vertigem sofreu pedidos de boicote, Marighella demorou três anos para estrear. A acusação de “doutrinação” faz parte do mesmo ciclo: desqualificar quem conta a história é a forma de manter a versão original em pé.
Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), a melhor forma de assistir a essa lista é em pares: um filme brasileiro e um estrangeiro sobre o mesmo mecanismo. Cabra Marcado para Morrer com O Ato de Matar, para ver o que acontece com quem é apagado; Ainda Estou Aqui com Missing, para ver a família diante da mentira oficial; Marighella com Judas e o Messias Negro, para ver como se fabrica um inimigo público. Quem quiser ampliar o repertório encontra mais títulos na nossa seleção de séries e filmes para assistir antes da eleição de 2026 e na lista dos 20 filmes imperdíveis do cinema brasileiro.
Perguntas frequentes
Por que a esquerda é demonizada no Brasil?
A demonização da esquerda no Brasil acontece porque, desde a Guerra Fria, elites econômicas e governos alinhados aos Estados Unidos trataram reformas sociais como ameaça comunista e investiram em propaganda e repressão para fixar essa imagem. O golpe de 1964 nasceu desse medo, e a mesma lógica reaparece hoje nas redes sociais, com pautas sociais apresentadas como perigo moral.
Os Estados Unidos apoiaram o golpe de 1964?
Sim. Documentos desclassificados do Departamento de Estado e da CIA mostram que Washington acompanhou a conspiração e preparou a Operação Brother Sam, uma força naval enviada em direção ao Brasil para apoiar os golpistas caso houvesse resistência. Ela não precisou agir porque não houve reação armada ao golpe.
Qual o melhor filme brasileiro sobre a ditadura?
Ainda Estou Aqui é o mais premiado, com o Oscar de melhor filme internacional de 2025, e o mais acessível para quem está começando. Para um mergulho mais profundo, Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, é considerado por críticos um dos maiores documentários já feitos no país.
O que foi o COINTELPRO?
COINTELPRO foi um programa secreto do FBI, entre 1956 e 1971, criado para vigiar, infiltrar e desestabilizar organizações políticas nos Estados Unidos, com foco nos Panteras Negras a partir de 1967. O Comitê Church, do Senado americano, expôs o programa em 1976. Os filmes Judas e o Messias Negro e Os 7 de Chicago retratam esse período.
Onde assistir a esses filmes?
Ainda Estou Aqui e Bacurau estão no Globoplay; O Agente Secreto, na Netflix; Democracia em Vertigem e Os 7 de Chicago são produções Netflix; Judas e o Messias Negro está na HBO Max. Os títulos mais antigos, como Z, Missing e Cabra Marcado para Morrer, aparecem em plataformas de aluguel e em mostras. A disponibilidade muda com frequência, então vale conferir no JustWatch antes de assistir.




































