A Morte Te Dá Parabéns – Resenha

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Resenha do filme A Morte Te Dá Parabéns

Ano: 2017
Título Original: Happy Death Day
Dirigido por: Christopher B. Landon
Avaliação: ★★★☆☆ (Bom)

A Morte Te Dá Parabéns recebeu este estranho nome na tradução brasileira e, a princípio, pode soar apenas como um dos incontáveis filmes B de terror que são produzidos anualmente e costumam passar despercebidos do grande público. Mas, diferentemente dessa possível primeira impressão, é mais interessante do que aparenta.

Dos produtores de Corra! e Uma Noite de Crime, filmes de horror psicológico que receberam bastante destaque por inovarem em sua proposta, A Morte Te Dá Parabéns também traz uma ideia bastante interessante a ser explorada, embora possua um viés menos filosófico que os exemplos supracitados. Quem assina o roteiro é o quadrinista Scott Lobdell, conhecido especialmente por seus trabalhos para a Marvel nos anos 90 com X-Men, Geração X e Tropa Alfa.

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Logo, o filme possui uma certa pitada de narrativa de quadrinhos. Na trama, Tree Gelbman (Jessica Rothe) é uma universitária arrogante e egoísta que passou a odiar seu aniversário após a morte da mãe, que celebrava a data junto com ela. Em um de seus aniversários, a jovem é assassinada cruelmente por um sujeito encapuzado com a máscara de um bebê (o mascote de uma das fraternidades da universidade) mas, surpreendentemente, acorda ilesa.

O problema é que Tree acorda no mesmo dia – seu aniversário – e todos os fatos se repetem. Ao morrer novamente, a garota percebe que está presa em uma espécie de “dia da marmota”, ou seja, todos os acontecimentos do dia vão se repetir e sua morte é inevitável. Logo, Tree acredita que a única forma de romper o looping de aniversários e mortes em que se encontra é descobrir quem é seu assassino e, consequentemente, dar fim a ele.

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Diferente de outros do gênero, o filme surpreende por possuir um tom leve e menos assustador, com um humor bem dosado e que não soa repetitivo. Tree, por exemplo, brinca com o fato de conhecer todos os acontecimentos do dia infinito e passa a interferir em algumas situações, o que rende boas piadas. No entanto, em alguns momentos, a forma que a personagem age destoa do esperado em uma situação desesperadora como a que ela se encontra.

O longa possui clara referência ao clássico Feitiço do Tempo, de Bill Murray – o que é mencionado em determinada cena, inclusive – trazendo a reflexão “o que você faria se pudesse viver o mesmo dia novamente?”, o que implica em questionamentos de mudança de caráter. Também faz honras a clássicos de terror como Pânico, com a premissa básica de “quem é o assassino?”, o que é bem trabalhado na estória, sendo suficiente para fazer a trama funcionar por completo. Embora tenha algumas atuações bem rasas, os personagens centrais funcionam bem, e as cenas de ação também são bem executadas.

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A Morte Te Dá Parabéns não soa como clássico do horror ou algo do tipo, mas, da mesma forma, também não parece ter essa pretensão. É um filme “pipoca”, descomprometido, divertido e inteligente, que bebe da fonte dos clássicos sem soar clichê, podendo render uma boa franquia cinematográfica.

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