O estúdio indonésio Glory Jam e a editora Soft Source Publishing confirmaram que Grim Trials chega em 20 de agosto para PC via Steam, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. O jogo é um roguelike de ação com estética heavy metal, ambientado em uma versão sombria da vida após a morte.
A história acompanha Avelin, uma jovem recrutada logo após sua morte para se tornar uma Ceifadora. A personagem enfrenta arenas hexagonais infinitas povoadas por monstros, armadilhas e sete chefes descritos pela produção como “sacrílegos”. Para sobreviver, ela combina foices, bestas personalizáveis e Bênçãos concedidas por diferentes divindades da morte ao redor do mundo.
Combate com foice e besta em duas mãos
O sistema de combate de Grim Trials aposta no uso simultâneo de duas armas de longo e curto alcance. A foice cobre o corpo a corpo, enquanto a besta lida com inimigos à distância, e o jogo recompensa quem alterna entre as duas conforme a situação de cada confronto. Essa combinação separa o título de outros roguelikes de ação, que costumam concentrar o combate em uma única arma principal.
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A cada derrota, o jogador mantém experiência e recursos acumulados. Esse formato, comum ao gênero roguelike, permite reconstruir a build aos poucos em vez de recomeçar do zero a cada tentativa. Ao longo das corridas, Avelin também expande uma árvore de habilidades extensa, combinada às Bênçãos aleatórias recebidas durante cada partida — decisões que moldam o estilo de jogo de cada run.
A diferença entre roguelike e roguelite costuma gerar confusão fora do público mais familiarizado com o gênero. Jogos roguelike clássicos apagam todo o progresso a cada morte, enquanto roguelites — categoria em que a Glory Jam enquadra Grim Trials em outros materiais de divulgação — preservam parte do avanço entre tentativas. Na prática, isso significa que cada nova investida nas arenas hexagonais parte de uma base um pouco mais forte que a anterior, mesmo quando o combate termina em derrota.
Criação de equipamentos e a Academia como base
Fora das arenas de combate, os jogadores administram a Academia, espaço dedicado ao treinamento dos Ceifadores da Morte. Ali é possível buscar orientação de mentores, aceitar missões que aprofundam relacionamentos com outros personagens e reunir materiais coletados em batalha para forjar armas, armaduras e consumíveis mais poderosos.
Essa camada de progressão persistente conecta as corridas roguelike a um sistema de criação de equipamentos tradicional, no qual os espólios recolhidos nas arenas se transformam em melhorias permanentes de personagem. A narrativa também avança por esse hub: interagir com os habitantes da Academia revela fragmentos da história de Avelin, incluindo a busca pelo amor que ela deixou para trás antes de morrer.
Suporte a modo portátil em consoles híbridos
A Glory Jam afirma ter otimizado Grim Trials para uso em telas portáteis, citando especificamente Nintendo Switch, Switch 2, Steam Deck e a versão portátil do Xbox. O estúdio destaca feedback tátil como parte da experiência de combate, um detalhe relevante para um jogo de ação que depende de leitura rápida de padrões de ataque em arenas cheias de inimigos.
O lançamento simultâneo em seis plataformas — PC, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S, Switch e Switch 2 — é incomum para um estúdio independente de pequeno porte. A Glory Jam, sediada na Indonésia, já lançou os títulos indie Rage In Peace, What Comes After e Hello Goodboy antes de iniciar o desenvolvimento de Grim Trials. Esse histórico de lançamentos multiplataforma sugere que o estúdio já tinha estrutura de portabilidade testada antes de assumir um projeto do porte de Grim Trials, o que ajuda a explicar a coordenação entre seis versões distintas para uma única data de estreia.
A distribuição do jogo fica a cargo da Soft Source Publishing, editora sediada em Singapura especializada em levar conteúdo localizado de estúdios internacionais a jogadores asiáticos. A parceria entre as duas empresas indica um esforço de alcançar mercados fora do eixo tradicional de lançamentos ocidentais, algo que a Meta Galáxia tem acompanhado com atenção em outros lançamentos recentes de estúdios asiáticos.
A temática heavy metal aparece tanto na trilha sonora quanto na direção de arte do jogo, com arenas hexagonais que remetem a rituais e iconografia associada ao gênero musical. Esse recorte estético coloca Grim Trials ao lado de outros roguelikes recentes que usam referências culturais fortes para se diferenciar em um mercado saturado de jogos com estrutura de “morra e recomece”. A Meta Galáxia seguirá cobrindo novos detalhes de Grim Trials à medida que a data de lançamento em 20 de agosto se aproxima.
Grim Trials ainda não tem preço de lançamento confirmado nas lojas digitais das seis plataformas anunciadas. A expectativa é que informações sobre valor e eventuais edições especiais sejam divulgadas nas semanas que antecedem a estreia do jogo, marcada para 20 de agosto em todas as plataformas simultaneamente.




































