As três versões de Ocarina of Time: do N64 ao Switch 2

Poucos jogos foram relançados tantas vezes quanto The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Com o remake que chega ao Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026, o clássico de 1998 completa três encarnações oficiais em três gerações de hardware bem diferentes. Este guia, publicado em setembro de 2026, compara as três versões de Ocarina of Time, o que cada uma mudou e o que se ganhou (e se perdeu) no caminho do Nintendo 64 até o Switch 2.

1998: o original de Nintendo 64 que definiu o 3D

Arte oficial de 1998 do Link adulto em Ocarina of Time para Nintendo 64
A arte oficial de Link no original de 1998, cara da era Nintendo 64. Imagem: Nintendo, via Zelda Wiki

Lançado em novembro de 1998, Ocarina of Time foi o primeiro Zelda em três dimensões e é citado até hoje como um dos jogos mais influentes já feitos. Ele criou soluções que viraram padrão no gênero de ação e aventura, como a trava de mira no inimigo (o Z-targeting) e os comandos de contexto, em que um mesmo botão muda de função conforme a situação.

Rodava a 320×240 de resolução, com cerca de 20 quadros por segundo e no cartucho de 32 MB do Nintendo 64. As limitações da época definiram sua estética: cenários de baixa contagem de polígonos, texturas repetidas e a icônica câmera com salto automático, já que o console tinha botões de menos para um pulo manual. Mesmo assim, a ambientação de Hyrule e a trilha de Koji Kondo tornaram tudo memorável.

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2011: a remasterização 3D do Nintendo 3DS

Screenshot do Patio do Castelo em Ocarina of Time 3D para Nintendo 3DS
O Patio do Castelo na versao 3D de 2011: texturas refeitas sobre a mesma estrutura. Imagem: Nintendo / Grezzo (divulgação)

Treze anos depois, a Grezzo assumiu a primeira grande repaginada com Ocarina of Time 3D, no Nintendo 3DS. Foi uma remasterização, não um remake do zero: os modelos e texturas foram refeitos em alta definição para a época, com iluminação melhorada e o efeito 3D estereoscópico da tela do portátil, mas a estrutura do jogo permaneceu idêntica.

As mudanças mais úteis foram de conforto. A tela de toque passou a gerenciar itens e mapas, o giroscópio permitiu mirar movendo o console, e o modo Master Quest, com masmorras espelhadas e mais difíceis, chegou junto. Uma novidade que dividiu opiniões foram as Pedras Sheikah, que mostravam vídeos de dica quando o jogador travava, um alívio para novatos e um facilitador para os veteranos.

2026: o remake completo do Switch 2

Screenshot promocional do remake de Ocarina of Time para Nintendo Switch 2 com Link
O remake de 2026: reconstruido do zero para o Switch 2. Imagem: Nintendo, via Zelda Wiki (captura promocional)

A versão de 2026 é a mais ambiciosa das três: um remake reconstruído do zero, e não apenas uma limpeza de texturas. As três versões de Ocarina of Time compartilham a mesma história e a mesma progressão de masmorras, mas a do Switch 2 muda como se joga. Link agora pula com um botão dedicado, ganha uma investida após a rolagem, nada e mergulha atrás de tesouros, e a Vila Castelo deixou de ter câmera fixa para ser explorada livremente.

A interface também foi modernizada, com roda de itens e mira no estilo de Breath of the Wild, e o elenco de apoio ganhou dublagem completa. A grande sacada de hardware é a ocarina: o microfone do Switch 2 reconhece o jogador cantarolando as melodias, e Link as toca no jogo. O Meta Galáxia detalhou essas novidades no guia sobre todas as mudanças confirmadas do remake.

Tabela comparativa das três versões de Ocarina of Time

AspectoN64 (1998)3DS (2011)Switch 2 (2026)
TipoOriginalRemasterizaçãoRemake completo
DesenvolvedoraNintendo EADGrezzoNintendo / Grezzo
PuloAutomáticoAutomáticoManual, com investida
Controle de itensBotões CTela de toqueRoda de itens
DublagemNenhumaNenhumaElenco de apoio
OcarinaBotõesBotões / giroscópioMicrofone (cantarolar)
ExtrasMaster Quest (GameCube)Master Quest, Pedras SheikahApp Zelda Notes, Threads of Time

Qual versão jogar em 2026?

Para quem tem um Switch 2, o remake de 2026 é a porta de entrada mais completa e confortável, resolvendo queixas antigas como o pulo automático sem alterar a essência da aventura. A versão de 3DS continua ótima para quem prefere portátil puro e curte o modo Master Quest, mas está presa a um console descontinuado. Já o original de N64 é uma peça histórica: vale pela curiosidade e pela emoção de ver de onde tudo veio, disponível para assinantes do Nintendo Switch Online. A ficha oficial do jogo está na página da Nintendo.

Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), a existência das três versões de Ocarina of Time em três décadas diz muito sobre por que este jogo é tão reverenciado: cada geração da Nintendo sentiu a necessidade de reapresentá-lo a um público novo. Para os detalhes de preço e edições da nova versão, veja o guia de quando lança e onde comprar Ocarina of Time no Brasil.

Perguntas frequentes

Quantas versões de Ocarina of Time existem?

Três versões oficiais principais: o original de Nintendo 64 (1998), a remasterização de Nintendo 3DS (2011) e o remake completo de Nintendo Switch 2 (2026). O jogo também esteve em coletâneas de GameCube e no serviço Nintendo Switch Online.

O remake de Switch 2 é igual à versão de 3DS?

Não. A versão de 3DS foi uma remasterização que manteve a jogabilidade original. O remake de Switch 2 foi reconstruído do zero e muda mecânicas, como o pulo manual, a natação e a roda de itens.

Dá para jogar o Ocarina of Time original hoje?

Sim. O original de Nintendo 64 está disponível para assinantes do pacote Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão, além dos cartuchos e coletâneas antigas no mercado de usados.

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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