Super Metroid: o clássico de SNES que inventou o metroidvania

Tem jogo que explica um gênero inteiro, e Super Metroid é um desses. Lançado no Super Nintendo em 1994, ele é tão bem construído que até hoje a gente usa o nome dele misturado com Castlevania pra batizar um estilo: metroidvania. Voltar a Zebes em setembro de 2026 é lembrar que atmosfera e level design bem-feitos não têm data de validade.

O mais impressionante é como ele conta tudo quase sem texto. Você entende a história pela imagem, pelo silêncio e por aquele clima de solidão num planeta hostil. Poucos jogos, de qualquer época, confiam tanto assim na inteligência de quem está com o controle na mão.

Samus usando o Grapple Beam em Super Metroid no SNES
O Grapple Beam abrindo caminho em Zebes. Imagem: Wikipedia (reproducao).

A caçadora, o bebê Metroid e o planeta Zebes

Você é a Samus Aran, caçadora de recompensas, e a missão é recuperar o último filhote de Metroid, roubado pelos Piratas Espaciais e levado de volta a Zebes. Lá no fundo está a Mother Brain, e todo mundo que jogou lembra do final, um dos mais marcantes que o SNES produziu. Não vou estragar pra quem nunca chegou lá.

Publi: Conheça Personal Organizer em São Paulo

Publi: Consultoria de CRM por Matheus Mello, Diretor de CRM na WPP

A graça é que ninguém te explica isso com cutscene longa. O jogo abre, te solta e confia que você vai entender o mundo explorando. É uma aula de como respeitar o jogador sem enrolação.

Explorar, travar, voltar mais forte

O coração de Super Metroid é o mapa interligado. Você anda até uma porta que não abre ou um teto alto demais, guarda aquilo na cabeça e segue. Lá na frente aparece a Morph Ball, o Grapple Beam, o Space Jump, e de repente aquele beco sem saída vira caminho. É o loop de progressão que centenas de jogos copiaram depois.

E ele foi generoso com quem gosta de dominar o sistema. O wall jump, o Speed Booster e os truques de movimento renderam uma cena de speedrun viva até hoje. Dá pra terminar do jeito casual ou virar obcecado por rota rápida, e o jogo aguenta os dois.

Clima e trilha que grudam

A trilha do Kenji Yamamoto não é feita pra você sair assobiando, é feita pra te deixar tenso. Cada área de Zebes tem seu tema, e a música trabalha junto com o cenário pra passar a sensação de que você está sozinho num lugar que quer te matar. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), é um dos melhores usos de som ambiente da geração 16 bits.

Visualmente, o jogo caprichou nos detalhes: o vidro que racha, a lava que sobe, o bicho que reage à sua presença. Nada disso é enfeite, tudo ajuda a te situar. É bonito de um jeito funcional.

Super Metroid e a turma do SNES no Brasil

Por aqui, na era da Playtronic, Metroid era um nome menos popular que Mario ou Zelda, e isso tem explicação: é um jogo mais adulto, mais solitário, sem aquele apelo colorido imediato. Quem alugava esperando algo fácil às vezes estranhava, e quem dava uma chance de verdade acabava fisgado.

Hoje, com a fama do estilo metroidvania consolidada, ficou fácil entender o tamanho dele. Muito indie brasileiro e mundial que a gente joga agora nasceu da lição que Super Metroid deu lá em 1994.

Vale a pena hoje?

Vale demais, e é um dos mais fáceis de recomendar da biblioteca. Está disponível no catálogo de Super Nintendo do Nintendo Switch Online e no SNES Classic Edition. Se você joga metroidvania moderno e nunca encarou o que inventou o formato, essa é a hora. É leitura obrigatória do gênero na nossa lista aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,8/10.

Perguntas frequentes

Super Metroid é o primeiro Metroid?

Não. É o terceiro da série e o único lançado no Super Nintendo, em 1994. Ele expandiu as ideias do jogo original do NES e do Metroid II de Game Boy.

Por que Super Metroid é chamado de metroidvania?

Porque o termo mistura Metroid e Castlevania para descrever jogos de mapa interligado com exploração e retorno a áreas antigas usando novas habilidades. Super Metroid é o maior exemplo desse desenho.

Dá pra jogar Super Metroid hoje?

Dá, de forma oficial, pelo catálogo de Super Nintendo do Nintendo Switch Online e no SNES Classic Edition. É um dos títulos mais presentes nas coletâneas da Nintendo.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here