Secret of Mana: o RPG de ação que brilhou no Super Nintendo

Se você acha que RPG de Super Nintendo é tudo baseado em turno, Secret of Mana chega pra bagunçar essa ideia. Lançado pela Square em 1993, ele é um RPG de ação em tempo real, colorido, com uma trilha inesquecível e um truque que quase nenhum concorrente tinha: dava pra jogar em três pessoas ao mesmo tempo. Revisitá-lo em setembro de 2026 é lembrar de um jogo à frente do tempo.

Ele foi um daqueles cartuchos que separavam quem só passava pela locadora de quem realmente mergulhava. Quem deu uma chance de verdade guarda esse jogo no coração até hoje.

Gameplay de Secret of Mana com combate em tempo real no SNES
Combate em tempo real e o mundo colorido do jogo. Imagem: Wikipedia (reproducao).

A espada, a mana e o mundo pra salvar

Tudo começa quando o herói puxa uma espada presa numa pedra e, sem querer, solta uma sequência de eventos que ameaça o equilíbrio da mana no mundo. No caminho ele junta uma dupla de parceiros, enfrenta um império ganancioso e precisa reacender os poderes que seguram tudo de pé. É uma jornada clássica de fantasia, contada com carinho.

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E tem o Flammie, o dragão que te dá o mundo pra explorar do alto. Aquele momento de voar livre pela primeira vez é dos que grudam na memória de quem jogou.

Combate em tempo real e o menu em anel

O grande barato de Secret of Mana é o combate acontecer na tela, sem cortar pra tela de batalha. Você bate, espera a barra de força carregar e ataca de novo, e isso dá um ritmo gostoso e dinâmico. As armas sobem de nível conforme você usa, então dá pra moldar cada personagem do seu jeito.

E o menu em anel é uma sacada e tanto: em vez de listas confusas, você gira um círculo de opções na tela. Segundo o Meta Galáxia (metagalaxia.com.br), foi uma das interfaces mais elegantes que um RPG de 16 bits apresentou.

Jogar em três é a alma da coisa

Aqui mora o diferencial que quase ninguém tinha. Com o adaptador de múltiplos controles, dava pra três pessoas controlarem os três heróis ao mesmo tempo. Um RPG cooperativo de sofá, em 1993, era coisa rara e mágica. Muita amizade foi feita e desfeita dividindo os itens de cura.

A trilha do Hiroki Kikuta fecha o pacote. É melódica, emotiva e variada, do tipo que muita gente ouve fora do jogo até hoje. Poucos RPGs de SNES soaram tão bonitos.

Secret of Mana e o desafio do idioma no Brasil

Por aqui, RPG sofria com a barreira do inglês, e Secret of Mana não fugiu disso. Mas, por ser de ação, ele era mais amigável que os RPGs de turno cheios de texto: dava pra ir entendendo pela porrada e pela exploração. Isso ajudou a conquistar quem normalmente fugia do gênero.

Hoje ele é reconhecido como um dos grandes da Square no console, ao lado dos Final Fantasy da época. Ganhou até um remake em 3D, sinal de que o carinho do público nunca esfriou.

Vale a pena hoje?

Vale muito, principalmente se você tiver com quem jogar. Existe o remake em 3D para plataformas modernas e a Collection of Mana, que traz o original de SNES. Se você curte RPG de ação e quer conhecer uma raiz do gênero, é indicação certeira aqui no Meta Galáxia. Nota: 9,2/10.

Perguntas frequentes

Secret of Mana é RPG de turno?

Não. É um RPG de ação em tempo real, no qual o combate acontece direto na tela, sem transição para uma tela de batalha separada. É essa a principal diferença dele para os RPGs de turno da época.

Dá pra jogar Secret of Mana em coop?

Dá. Com um adaptador de múltiplos controles, até três jogadores controlam os heróis ao mesmo tempo. Era um recurso raro para um RPG em 1993 e virou marca do jogo.

Dá pra jogar Secret of Mana hoje?

Dá. Existe a Collection of Mana, com o jogo original, e um remake em 3D lançado para plataformas modernas, além do cartucho original de Super Nintendo.

Fontes e leitura: ficha e histórico do jogo na Wikipedia. Imagens: Wikipedia (reprodução, uso editorial).

Matheus Moreira Mello
Publicitário e "marketeiro digital" de profissão, desenhista e ilustrador totalmente amador. Palmeirense, amante de basquete, admirador da cultura japonesa, viagens e Coca-Cola. Vale dizer que considero videogames a arte mais completa que existe.

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