Deca-Dence (anime) – Resenha

Tankers e Gear vivem em meio a Deca-Dence no mundo pós-apocalíptico enfrentando os monstros desconhecidos chamados Gadolls.

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Exibição Original: 8 de Julho de 2020 à 23 de Setembro de 2020
Título Original: Deca-Dence
Estúdio: Nut| Nº de Episódios: 12
Avaliação: ★★★★☆

Em setembro chegou ao fim a obra original do estúdio NUT, o anime Deca-Dence. Fizemos anteriormente uma resenha de primeiras impressões sobre e agora iremos falar sobre a obra como um todo. A animação conta com a direção de Yuzuru Tachiwaka, o mesmo de Death Parade e Mob Psycho e possui 12 episódios.

Em resumo, Deca-Dence se passa em um mundo pós-apocalíptico. Anos depois da humanidade quase ser extinta por completo. A explicação que se dá para esta ocorrência é de que a vida na Terra para os humanos ficou insustentável por conta da poluição e degradação do ambiente, sendo assim os humanos que ainda estão vivos moram em uma fortaleza móvel imensa de 3.000 metros chamada Deca-Dence.

Neste espaço, os humanos vivem em uma organização executando diversas tarefas. Uma das mais perigosas é ser um Tanker, que consiste em enfrentar monstros que vivem do lado de fora da fortaleza, os gadolls. Enquanto isso, essa fortaleza móvel é controlada por outros seres vivos chamados Gears, mais precisamente uma empresa chamada Solid Quake, que detém os direitos do ambiente em que a animação passa. Os gears coexistem com os seres humanos e têm o combate dos gadolls como um jogo, sim de acumular experiência e mais um pouco.

A estória do anime de Deca-Dence começa a explorar então os personagens Natsume (uma tankers) e Kaburagi (um gear), que através de uma relação de subordinado e chefe, criam vínculo. Kaburagi está ali para eliminar o que o sistema da Solid Quake designa como “bugs” (gears traidores, defeituosos ou humanos com algum tipo de ameaça para o sistema). Por acaso, Natsume é um destes bugs. Depois de um acidente em que seu pai morre, ela é dada como morta pelo sistema, mas segue vivendo como se nada tivesse acontecendo na cidade móvel.

 A narrativa de Deca-Dence começa a então explorar estes mundos de “não revelação do real” para um mundo e diversão para outo, quase como uma divisão de sistema social. Nos primeiros episódios é difícil compreender rapidamente o raciocínio do universo do anime, mas a dinâmica com que acontecem as decisões e relações entre os personagens passa a explicar e tomar a atenção de quem assiste. Uma coisa curiosa e de certa forma até engraçada é como é jogado para o público os diferentes ambientes. Sem mais nem menos, de uma hora para outra, ou melhor, de um episódio para o outro os universos são mostrados sem inicialmente dizer o que é. As cenas que explicam por si só. Assistindo uma primeira vez dá a entender que os dois episódios não pertencem ao mesmo anime.

Mais para frente, Deca-Dence começa a tornar tudo mais dinâmico. Em certas partes o anime se assemelha a Shingeki no Kyojin por conta das cenas e características de luta e até mesmo o ambiente e elementos que compõem a trama. Os aparelhos de luta, inimigos desconhecidos pelos personagens, o desconhecimento de ambientes, etc. Outra obra em que o anime se parece bastante é Mad Max, também pelo cenário. O mundo pós-apocalíptico e a luta por recursos são muito abordada em Deca-Dence e isso por vezes faz lembrar do filme.

Uma das coisas que Deca-Dence deixou um pouco a desejar foi no aprofundamento ou até mesmo falar um pouco mais sobre os outros personagens para além de Natsume e Kaburagi. O anime mostra que os coadjuvantes têm grande importância, força, potencial e inteligência, mas só os jogam para complementar as cenas. Isso acontece com a Tanker Kurenai, os trigêmeos e os gears Minato, Donatello e Jill.

Pontos bons do anime é que ainda assim a trama conforme torna-se mais dinâmica via interessando ainda mais, as cenas de luta, apesar de não serem tantas, também são muito boas. A mescla do 2D com 3D foram boas saídas para mostrar as lutas entre Deca-Dence e os gadolls maiores.

O anime não explicou muito afundo de fato o que é o sistema e quem está por traz dele, e mesmo tendo um “final feliz”, ainda fica esse espaço aberto para talvez uma segunda temporada. Talvez da forma como se sugeriu a relação entre Natsume e Kaburagi, o aprofundamento dos coadjuvantes e que ambientes são os outros no mundo podem ser terrenos para uma próxima temporada.

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Análise Crítica
Data
Título Original
Deca-Dence
Nota do Autor
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