A gente se vê ontem (Netflix) – Resenha

Resenha do filme See You Yesterday de Stefon Bristol, com produção de Spike Lee.

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Ano: 2019
Título Original: See You Yesterday
Dirigido por: Stefon Bristol | Produzido por: Spike Lee
Avaliação: ★★★★☆ (Ótimo)

A adaptado do curta de mesmo nome e diretor, a Netflix lançou recentemente o filme “A gente se vê ontem” (See You Yesterday), com a direção de Stefon Bristol e produção de Spike Lee. A estória gira em torno de jovens negros do gueto e viagem no tempo.

C.J. Walker (Eden Duncan-Smith) e Sebastian Thomas (Danté Crichlow) são melhores amigos e estudantes prodígios vivendo no gueto de Nova Iorque. Depois várias tentativas de construir algo inovador, os dois têm a ideia de bolar uma máquina do tempo. Após vários testes falhos, os jovens conseguem um resultado expressivo do experimento.

Seria algo muito simples se o filme parasse simplesmente aí, com o alcance dos objetivos dos jovens, porém há a reviravolta quando o irmão mais velho de C.J., Calvin (Brian “Stro” Bradaley) é assassinado pela polícia ao de ser confundido com assaltantes e puxar o celular do bolso.

É aí que a narrativa de A gente se vê ontem começa a tomar forma. Sendo assolados por uma morte cruel e injusta de outro jovem negro do bairro, C.J. e Sebastian ficam desolados pelo acontecimento. E é então, influenciado pelo o que ouvira da mãe, C.J. tem a ideia de usar a recém máquina do tempo para salvar o irmão mais velho do acontecido.

Os jovens decidem então melhorar a máquina e voltar no tempo. Várias referências são soltadas durante a criação desta invenção, como por exemplo “De volta para o futuro”, quando os personagens começam a falar sobre interferências futuras nos acontecimentos do passado.

Passando por algumas experiências de viagens no tempo, C.J. começa a ficar uma pessoa mais dura. Uma mensagem que A gente se vê ontem passa com as constantes viagens é sobre o racismo empregado na sociedade. Mesmo vivendo em uma comunidade majoritariamente negra e com algumas minorias estrangeiras onde vive, ainda assim há uma força opressora sobre eles.

Evitando spoilers, há algumas alterações na linha do tempo que evidenciam esses questionamentos e pensamentos. A visão que tanto Stefon, quando Spike Lee passa são de formas fortes. O plot twist do filme é de se questionar as ações dos personagens.

Os constantes fatores no decorrer da estória demonstram também o quanto aquilo é recorrente para quem vive a margem da sociedade, quase como aquilo não fosse tão sentido pelos personagens.

A trilha sonora presente no filme traz a variedade presente nos guetos de Nova Iorque. Tanto o rap, quanto o raggae e raggaeton estão presentes em diversas cenas dos personagens. Além disso tudo, A gente se vê ontem também exibe em diversas cenas de C.J. o quanto o machismo está presente em diversos âmbitos do cotidiano, quase como um acontecimento sem descanso para C.J.

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Análise Crítica
Data
Título Original
A gente se vê ontem
Nota do Autor
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