Brinquedo Assassino 3 (1991) – Adivinha quem voltou?

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Chucky e seu novo objetivo em Brinquedo Assassino 3
Ficha Técnica
Nome: Brinquedo Assassino 3 (Child’s Play 3)Data de Lançamento: 1991
Diretor: Jack BenderCriador: Dom Mancini
Elenco: Justin Whalin, Perrey Reeves e Brad Dourif.Gênero: Terror

Eis o patinho feio da trilogia original de Don Mancini. O criador de Chucky foi obrigado a criar o roteiro de Brinquedo Assassino 3 quase em cima do segundo, o que gerou um continuação menos de um ano depois. Era difícil imaginar que algo desse certo, ainda mais se considerarmos que a história de Chuck não tinha muito mais para onde caminhar. E, é o que acontece, quase nada funciona no filme que demonstra a cada segundo que jamais deveria ter existido.

Ele voltou…de novo…

Todas as premissas e escolhas do filme são erradas e absurdas. O renascimento de Chucky consegue ser ainda mais ridículo que o do segundo filme. É bizarro imaginar que uma fábrica ficaria oito anos EXATAMENTE da mesma maneira. Houve um assassinato lá no segundo filme, haviam máquinas. Mesmo que os bonecos não fossem mais fabricados, outra coisa seria e a fabrica voltaria a funcionar. Apesar da escolha ridícula e sem sentido, a cena de “renascimento” de Chucky é bem executada e dá um tom de suspense interessante.

Para piorar, o primeiro a ser morto é o presidente da empresa (único ator a retornar). A cena de sua morte é criativa, mas exige um desconhecimento do público em relação ao vilão para que seja completamente absorvida. Imagino que poucos assistam Brinquedo Assassino 3 sem saber quem era o vilão.

Só Chucky na causa

Perdendo o ar de novidade, há pouco o que fazer com o personagem e o roteiro pelo menos não se dá mais ao trabalho de criar tanto suspense. Porém, como a história não agrada, Chucky acaba sendo a única coisa interessante ao longo de 1h30min. Todavia, o tempo parece durar uma eternidade devido as cenas em que o boneco não está presente.

O problema é que Chucky deveria ser o vilão, mas acaba sendo o protagonista da história. Ainda mais com a troca do ator de Andy, que acaba prejudicando o personagem um pouco. Além disso, os personagens coadjuvantes não são interessantes e soam extremamente clichês e até chatos, principalmente Tyler.

Quando criança era suspeito. Agora não mais???

A ambientação do filme foi uma escolha equivocada, se já era difícil aceitar um boneco matando pessoas em uma casa, onde ele tinha que se desdobrar para se esconder de duas, no máximo três pessoas, é quase impossível aceitar que ele anda livremente por uma escola militar. E o pior: mesmo quase adulto, Andy jamais é acusado dos assassinatos, apesar de morrer gente por onde ele passa.

Um clímax que parece ser de outro filme

De divertido mesmo, só as cenas envolvendo o vilão e suas mortes, que são, na maior parte do tempo, totalmente descartáveis no que se refere a roteiro e relevância. Mas acabam sendo criativas e a única coisa legal da obra. O clímax, como sempre, conta com todos os personagens saindo felizes, sem qualquer sacrifício de personagens relevantes e, mais uma vez, com a “morte” do boneco.

Falando no clímax, é o único ato interessante do filme, já que foge do surreal cenário militar que ficava mais forçado a cada segundo de tela. Apesar disso, a mudança para o parque de diversões é brusca e o fato dele estar no meio de uma floresta não facilita em nada as coisas. Ignorando mais essa incoerência, o ambiente escolhido é perfeito para tornar as coisas mais assustadoras, apesar de eu achar o clímax corrido e barulhento, em um local que poderia gerar cenas mais tensas e criativas.

Enfim…

Brinquedo Assassino 3 é a conclusão de um processo natural na maior parte do tempo no que se refere a trilogias, já que na maioria das vezes vão perdendo a qualidade ao não saberem se reinventar. Se por um lado o Brinquedo Assassino 2 parece quase uma cópia do primeiro, só que um pouco pior, Brinquedo Assassino 3 inventou e mudou as coisas demais, alterando suas premissas conforme a conveniência e desafia demais a descrença do telespectador. A única atração do filme é o vilão, o que pode não valer o sofrimento das cenas em que ele não está presente.

ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Nota do filme
4.5
Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!

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