Home Séries Kingdom (Netflix) – 1° e 2° temporadas | Análise

Kingdom (Netflix) – 1° e 2° temporadas | Análise

256

O gênero do horror possui diversos sub-gêneros, entre eles, o Slash, filmes de fantasmas, zumbis e outros monstros. Porém, há décadas todos são explorados em cada brecha possível. Não tem quase nada novo e poucas obras hoje em dia se salvam. Invocação do Mal trouxe um respiro para o gênero, assim como Halloween (2018) para os assassinos em série. Um monstro bastante abordado em diferentes mídias e gêneros, é o zumbi. Há um fascínio incrível por este tipo de criatura, que gerou abordagens em todas as mídias possíveis, o que, naturalmente, acarretou num desgaste absurdo. Kingdom, uma série da Netflix, pode ser considerada o respiro do sub-gênero zumbi e vou contar o porquê.

Uma Game of Thrones Coreana

Obviamente não posso reduzir Kingdom a “GOT Coreana”, porém, quem gosta de referências, é a melhor possível. A série segue uma estrutura muito parecida, inclusive, utilizando elementos sociais e, consequentemente, críticas semelhantes. Kingdom aborda o reino de Joseon (não entendo nada de geografia, não sei dizer se é fictício ou não) e sua atual geografia após o suposto falecimento do rei.

A primeira coisa a se elogiar na série, principalmente em comparação a GOT, é a eficiente contextualização. O roteiro toma todo cuidado para que você absorva as informações no tempo certo, se prestar atenção, dificilmente ficará perdido, apesar dos nomes complicados de decorar. Feita a devida introdução aos personagens, o roteiro é capaz de evoluir num ritmo agrdável durante suas duas temporadas.

A impressão que fica ao final do 12° episódio, é que a duração da série seria precisamente aquela, não fosse o gancho para uma terceira. Se a decisão de continuar a série foi boa ou não, devemos esperar a terceira temporada sair, mas era um fechamento perfeito, difícil de ver em histórias que abordam zumbis.

Assim como a já mencionada série da HBO, Kingdom se divide entre o plot zumbi e o sócio-político. Há, porém, uma inversão, a série da Netflix é mais eficiente em abordar as criaturas e um pouco menos na questão política. Entra aí a grande vantagem de Kingdom: a série encaminha bem seus roteiros. Em determinado momento de GOT, ficava a impressão de que a série se fragmentava mais e mais desnecessariamente, o mesmo não ocorre aqui. Outro ponto interessante e que melhora muito na segunda temporada é a fusão dos dois núcleos, encaixando e tornando um dependente do outro com maestria, sem jamais perder a mão da sensação de urgência ou da situação política do reino.

Nada disso funcionária, no entanto, sem um elenco capaz. O roteiro trabalha bem a capacidade de seus personagens, seja em momentos de tensão, terror e até mesmo comédia. Há um pouco de desperdício de alguns personagens em favor do protagonista, porém, esse sacrifício ocorre em nome da dinâmica do enredo, então o saldo é sempre positivo.

Em conclusão

A montagem dos episódios muitas vezes tenta nos enganar – sem jamais soar confusa -, mas não é muito eficiente na maioria das vezes. A câmera permite um bom entendimento das ótimas e sufocantes cenas de ação, sem jamais ter medo de mostrar demais, confiando nas maquiagens, na coreografia e efeitos especiais. Em séries deste tipo, até pelo orçamento, é muito comum o uso da escuridão como forma de camuflagem para eventuais defeitos, mas o uso constante do fogo permite um contraste e focos horripilantes no rosto dos monstros. Tudo funciona bem no núcleo zumbi da série, sendo a melhor série sobre zumbi que já vi e uma das melhores no geral.

Gosta de GOT? Kingdom consegue ser tudo que a série da HBO se propôs. Gosta de séries? Kingdom é uma ótima. Gosta de série de época? Bom, acho que já deu pra entender…

Abaixo deixaria uma galeria de imagens da série, caso ainda não tenha a assistido.

1 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here