Brinquedo Assassino (1988) – Vamos brincar?

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Chucky, o Brinquedo Assassino.
Nem parece que vai matar todo mundo!
Ficha Técnica
Nome: Brinquedo Assassino (Child Play’s)Data de Lançamento: 1988
Diretor: Tom HollandCriador: Dom Mancine
Elenco: Alex Vincent e Brad Dourif.Gênero: Terror

Chucky, o Brinquedo Assassino, é um dos ícones do terror, não atoa, conseguiu manter uma franquia viva durante mais de trinta anos. Isso é para poucos personagens, mesmo que a qualidade, assim como as outros clássicos, jamais atinja a dos originais. Ao longo das décadas, o personagem aterrorizou muitas infâncias e fez muitos adultos caírem na risada. E não é atoa, quer algo mais assustador que um brinquedo, que muitas crianças têm em casa, matando todos à sua volta?

Premissa sobrenatural…quem diria…

O filme possuí uma premissa um pouco bizarra, mas que funciona no momento em que não tenta se justificar demais. Apesar de usar o Voodoo como premissa, o filme jamais tenta atacar a religião como a causa dos males feitos por Chuck, que é o único responsável pelas maldades que faz e usar o que aprendeu é só mais uma dessas maldades. Dai, a importância da cena em que ele procura a pessoa que o ensinou os feitiços.

Morreu porquê?

Um dos problemas do roteiro, é a credibilidade nos assassinatos. Muitos deles não têm razão de existir, como o primeiro, da babá. Não havia razão para o vilão demorar tanto para ir até seu mentor e descobrir como reverter o feitiço. Além disso, os primeiros minutos de filme tentam passar a impressão de que o menino Andy pode estar delirando ao dizer que o boneco se mexe e que é o culpado de todas as ações. Mas, infelizmente, toda essa expectativa é quebrada com a cena inicial do filme que entrega imediatamente o roteiro.

Claro que hoje em dia não é segredo pra ninguém que o boneco tem vida, mas como primeira experiência foi uma falha e que prejudica uma das vertentes mais interessantes e promissoras da obra, que seria a duvida constante da culpa de Andy ou de Chucky, duvida esta que acaba ficando apenas para os personagens do longa.

Outra critica a se fazer, fica sobre as questões técnicas, como a conveniência de algumas mortes e algumas questões técnicas relacionadas as cenas e a falta de figurantes, já que na maior parte do tempo só existem a mãe de Andy e o policial na cidade. Ninguém nota toda a gritaria e os tiros no ato final do filme ou o acidente do detetive após sua pequena luta com Chuck.

Quer ser meu amigo?

O maior mérito do filme talvez seja a relação estabelecida entre Chuck e Andy, que, diferente dos créditos, acabam sendo os verdadeiros protagonistas do filme. Brad Dourif dá vida ao personagem com sua voz marcante e extremamente convincente como o psicopata que é o boneco. Todavia é bastante ajudado pelos efeitos de movimentação que dão um realismo impressionante à Chuck. Aliados aos movimentos de câmera que evitam ângulos que entreguem possíveis falhas de movimentação. Câmeras que ao mesmo tempo ajudam a aumentar a tensão também com a agilidade que o boneco possuí, sua principal vantagem para lutar contra pessoas com o triplo do tamanho dele.

Do outro lado, seu principal rival acaba sendo Andy, interpretado pelo espetacular (pelo menos neste filme) Alex Vincent, que recebe uma dura e, até traumatizante, missão de protagonizar um filme de terror com um brinquedo assassino. O garoto manda bem e dá vida a Andy e consegue convencer também com a naturalidade de sua voz e comportamento que vão mudando ao longo do filme conforme ele vai vivenciando certas situações. Algo difícil para crianças na maioria das vezes e mais complicado ainda com as falas que o garoto recebe, onde deve falar coisas absurdas sem soar robótico. Eu diria que Alex é mais eficiente do que Catherine Hicks quando se trata da atuação com o boneco.

Conclusão sobre Brinquedo Assassino

Com um elenco bom e que convence, alguns erros que não chegam a incomodar, o filme que introduz um dos vilões mais icônicos do terror ainda é o melhor da franquia mesmo após trinta anos e diversas tentativas. Não é uma obra prima, mas funciona em sua premissa e acerta em sua simplicidade e em aceitar seus próprios defeitos. Infelizmente, envelheceu mal em alguns aspectos, mas se mantém atual em outros. Vale a pena ser visto e sem dúvidas ainda não perdeu sua capacidade de tirar o sono de algumas pessoas.

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