Power (Netflix) – Resenha

A Netflix traz uma produção cheia de ação e superpoderes sobre a cidade de Nova Orleans em meio a uma nova substância, a Power.

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Ano: 2020
Título Original: Project Power
Escrito: Mattson Tomlin
Dirigido por: Henry Joost e Ariel Schulman

O longa de ação e ficção misturado com um toque de super-heróis é um dos lançamentos que a Netflix trouxe para a plataforma. Project Power é escrito por Mattson Tomlin (co-esctritor do filme do Batman previsto para 2021) e estrelado por Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e Dominique Fishback. Há também a importante aparição do brasileiro Rodrigo Santoro no filme. Dirigido também pelos diretores de Atividade Paranormal 3 e 4, Henry Joost e Ariel Schulman.

A ação acontece em um futuro próximo na cidade de Nova Orleans, onde um misterioso e distinto distribuidor, Biggie (Rodrigo Santoro) passa a, gratuitamente, entregar algumas pílulas que concedem superpoderes por cinco minutos a quem tomasse. A droga se chama Power. Essa primeira distribuição começa por um grupo de traficantes da área para que eles possam distribuir de uma forma “mais estratégica”.

Biggie em demonstração sobre a power

Depois de algumas semanas do negócio feito, a droga começa a ficar famosa na cidade inteira. Robin (Dominique Fishback), prima de um dos traficantes, passa a vender também para ajudar sua mãe doente. Além disso, ela não vê muito futuro na escola e decide em paralelo seguir este caminho. Um de seus “clientes” é o oficial da polícia de Nova Orleans, Frank (Joseph Gordon-Levitt). Ele consome a power para desempenhar melhor seu trabalho na polícia.

É no meio dessa trama toda que somos apresentados a Art (Jamie Foxx), também conhecido como The Major, por conta de seu passado no exército. Art tem forte ligação com a criação da droga power e aparece no filme atrás das pessoas que criaram a mesma e também atrás de sua filha raptada. É com ele também que se explica melhor sobre o que necessariamente seria a power. A droga seria uma tentativa não só de dar mais poderes para os humanos, mas também de dar poder a alguns Governos e controlar algumas atividades social e militarmente.

Art e Frank em busca de Tracy

É nessa busca por Biggie e sua filha Tracy (Kyanna Simone Simpson) que Art acaba conhecendo Art e Frank e tendo certa relação com eles, tendo cada um uma mútua ajuda em seus propósitos.

A ação do filme é bem coreografada, principalmente quando envolve as cenas de luta que Jamie Foxx faz parte. A premissa da droga power passa muito a sensação de “dejavu”, algo que já vimos em tantos outros lugares. Um exemplo que vem em mente é o próprio desenho das Tartarugas Ninjas. Em uma das demonstrações do Project Power, Biggie explica que aquilo é uma “próxima evolução da espécie humana”, já que os poderes dados pela pílula são derivados de diversas habilidades de sobrevivência de animais. Porém cada ser humano tem a sua própria reação a ela. Isso lembra muito as experiências de Bebop e Rocksteady em Tartarugas Ninjas, mesmo em grau e duração menor.

Frank sendo atingido enquanto esta sob efeito da power

Apesar disso, Project Power consegue trazer à tona e intrínseco a todas as complexidades da ação, sobre o preconceito que os jovens negros passam frente a oportunidades da vida. Um desses temas é a entrada do jovem para o mundo do tráfico versus os estudos. Essas conversas são entre Art e Robin, onde o ex-militar fala sobre ela seguir o que a faz bem e o que faz de melhor. Essas conversas entre os personagens, ambos negros, mostra uma grande sensibilidade nos momentos em que é tratado, os dois acabam até criando uma relação mais próxima.

A participação de Frank em muitos momentos parece ser bem avulsa na série. Diversos assuntos poderiam ser bem resolvidos apenas se Art fizesse as coisas. Mas em alguns momentos, há certa crítica à corrupção dentro da polícia, daí sim Frank entra para fazer esse papel. Porém, ele é meio que passado por cima em algumas outras discussões.

Robin em busca de Tracy

Robin também, apesar de ser um dos pilares para o filme, em muitos momentos pode se questionar a participação dela em toda a ação e pensar se realmente seria necessário ela naquele momento. Além de ser um pouco de alivio cômico por conta de sua interação com outros personagens, sua participação parece ser fundamentalmente para falar da vulnerabilidade dos negros frente a um sistema opressor.

Apesar de Project Power parecer beber de diversas fontes para ao final fazer um produto só, a trama acaba prendendo muito, principalmente nas cenas onde novos personagens tomam as pílulas, ficando a curiosidade de que habilidade aquela pessoa possuíra agora. As cenas de ação alinhadas a premissa do filme também atraem muito, sem contar os freestyles de rap de Robin. Ao final, mesmo sendo muito bom, da pra sentir que o filme poderia ter feito muito mais.

Art em falando sobre a power enquanto mantem-se aprisionado

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Análise Crítica
Data
Título Original
Power
Nota do Autor
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