Um Príncipe em Nova York 2 – Resenha (Amazon Prime Video)

30 anos depois da sua visita ao Queens, o príncipe (agora rei) Akeem Joffer volta aos Estados Unidos atrás de um filho desconhecido.

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Ano: 2021
Título Original: Coming 2 America
Dirigido por: Craig Brewer

Um dos filmes mais esperados desde seu anunciamento chegou às telas. Mais precisamente das telas dos dispositivos com Amazon Prime Video. Chegou para os assinantes da plataforma o filme Um Príncipe em Nova York 2. O filme conta com a participação novamente de Eddie Murphy, Arsenio Hall e Shari Headley.

RESUMO

Logo após todos os acontecimentos do primeiro filme, Akeem Joffer (Eddie Murphy) passa por um processo de se tornar o rei de Zamunda. Porém, seu pai Jaffe Joffer (James Earl Jones) diz que ele pode sofrer um golpe e um ataque de uma nação inimiga fronteiriça comandada pelo general Izzi (Wesley Snipes). Isso tudo porque a tradição de Zamunda é que apenas homens possam sentar no trono e comandar como soberanos do país. Akeem tem três filhas com Lisa (Shari Headley): Meeka Joffer (KiKi Layne), Omma Joffer (Bella Murphy) e Tinashe Joffer (Akiley Love).

Quase morrendo, o rei fala para seu filho Akeem que ele tem um filho que nunca conheceu nos Estados Unidos na vez que foi para o Queens. 30 anos depois, respeitando o desejo do pai e tentando manter o reino, Akeem junto a Semmi (Arsenio Hall) vai mais uma vez para a América a fim de encontrar Lavelle (Jermaine Fowler), seu primogênito perdido e transformá-lo no próximo rei de Zamunda.

TRAMA

Mesmo fazendo outra visita ao Estados Unidos, o foco da trama de Um Príncipe em Nova York 2 agora gira em torno das diferenças muito mais dos costumes e tradições versus o mundo moderno. Essa premissa é muito boa de se aprofundar por abordar questões muito atuais como machismo e modelos de governo, porém o filme por vezes pareceu incluir alguns itens sem tanta necessidade, fazendo com que ficassem soltas no meio do filme.

O filme poderia muito bem ser resolvido apenas nas questões de Meeka se mostrar verdadeiramente digna de se tornar uma sucessora do trono. O que Um Príncipe em Nova York 2 pareceu foi introduzir Lavelle como um fator de “emenda” na história para que o contexto do título do filme fizesse mais sentido. Até porque Akeem apenas vai até lá, busca seu filho, e o resto do filme volta a se passar inteiramente em Zamunda. Essa volta para os Estados Unidos com o contexto “filho perdido” pareceu ser muito mais para resgatar o valor nostálgico da obra em si, do que complementar o filme de fato. Tem o seu valor, mas parece um contexto muito solto dentro do filme.

Tirando esse fator, os debates nos filmes foram muito bem conduzidos com o humor único de Eddie Murphy e seus actings na comédia. Aquele humor chavão estadunidense já conhecido volta, com direito a atuação do próprio Eddie Murphy em personagens que os atores originais que faziam já faleceram.

PERSONAGENS

Como já dito, Um Príncipe em Nova York 2 resgata um conflito de culturas, mas agora muito mais focado em Zamunda e suas tradições. O próprio Akeem passa a assumir um personagem agora muito mais conservador por possuir um status maior, sendo constantemente conflitado por seus filhos mais velhos. Enquanto Lavelle debate sobre a modernidade das relações e até do próprio modo de viver dos negros de agora, Meeka e Lisa assumem um grande papel no filme de debater sobre a quebra de costumes muito antigos (relacionados ao conservadorismo), além de falar sobre o machismo e o patriarcado que mais prejudicariam o reino do que ajudariam. E claro, falar sobre a igualdade de gênero dentro do contexto do filme.

Izzi, assume dentro do filme além de um personagem muito caricato costumeiro de filmes de comédia americanos, ele mostra a relação de países menores e seus conflitos de fronteira com outros países. Além de fazer alusão a regimes terroristas. Em um contexto geral, os personagens cumprem um bom papel de atuar a comédia como máscara para todos os conflitos a serem debatidos no filme

TRILHA E FOTOGRAFIA

A trilha escolhida para Um Príncipe em Nova York 2 foi muito bem coletada. O filme mescla cantores da música negra estadunidense atual (desde R&B ao rap), até cantores de afrobeats muito fortes por toda a África. As músicas contam com intérpretes como: Bobby Sessions, Megan Thee Stallion, Teyana Taylor, Jermaine Fowler, Tiwa Savage, Big Sean, Public Enemy, Davido, John Legend e Burna Boy. Confira a trilha aqui.

A ambientação do filme toda em Zamunda consegue trazer um clima muito natural e atrativo. O trabalho com as cores mais fortes, presente nos cenários e roupas africanas, ficou muito bom.

CONSIDERAÇÕES

Lavelle, sua mãe Mary (Leslie Jones) e seu tio Reem (Tracy Morgan) apresentam um papel importante sobre formação familiar importante. Além também da grande importância de atores grandes de comédia dentro do filme. Porém os personagens deles passam a impressão de servirem apenas de contexto básico para que tudo aconteça. Nada de muito agregador para o cenário em si, que poderia ter se resolvido de outra forma. As coisas poderiam ter se desenvolvido apenas com os personagens de Zamunda.

Para além disso, o filme é um grande fan service para quem já assistiu inúmeras vezes nas tardes da Sessão da Tarde e tantos outros canais que se repetiam. Ver de novo personagens com atuações caricatas foi muito confortante e nostálgico. Principalmente por Eddie Murphy e Arsenio Hall. Apesar disso, do contexto conservadorismo vs modernidade, e de enriquecer ainda mais sobre uma questão de cultura africana (principalmente por roupas e cenário), Um Príncipe em Nova York 2 apresenta uma trama mediana para todo o hype esperado.

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Análise Crítica
Data
Título Original
Um Príncipe em Nova York 2
Nota do Autor
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