Banana Fish – Resenha

Adaptação do mangá dos anos 80 acerta em muitas coisas, mas abusa da mesma fórmula e desperdiça oportunidade.

Exibição Original: 06 de Julho 2018 à 21 de dezembro 2018
Título Original:BANANA FISH
Estúdio: MAPPA| Nº de Episódios: 24

Aslan Jade Callenreese, conhecido como “Ash Lynx“, foi um fugitivo retirado das ruas de Nova York e criado pelo infame padrinho da máfia, Dino Golzine. Agora com 17 anos e chefe de sua própria gangue, Ash põe as mãos em uma droga misteriosa chamada “Banana Fish” – as mesmas duas palavras que seu irmão mais velho, Griffin, murmurou desde o seu retorno da Guerra do Iraque. No entanto, sua investigação é dificultada quando Dino envia seus homens para recuperar a droga de Ash em um bar subterrâneo que ele usa como esconderijo.

No bar, Skip, amigo de Ash, o apresenta a Shunichi Ibe e seu assistente, Eiji Okumura, que são fotógrafos japoneses relatando sobre gangues de rua americanas. No entanto, sua conversa é interrompida quando Shorter Wong, um dos aliados de Ash, chama para avisá-lo sobre Dino. Logo, os homens de Dino atacam o bar e no caos que se seguiu, sequestram Skip e Eiji. Agora, Ash deve encontrar uma maneira de resgatá-los e continuar sua investigação sobre o Banana Fish, mas sua história com a máfia o impedirá de ter sucesso?”

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Banana Fish é uma adaptação de um famoso mangá dos anos 80, de autoria de Akimi Yoshida, que o estúdio MAPPA  (que vem fazendo bons trabalhos como Dororo) trouxe na temporada de Verão de 2018 dos animes. Como vimos pela sinopse acima, a obra aborda o submundo do crime organizado, gangues e outros temas relacionados a esse âmbito. Nosso protagonista Ash Lynx, é alguém que passou o inferno na Terra. E isso se deve não apenas ao fato dele ter crescido no mundo do crime, mas sim pela tratativa que recebia de seu pai adotivo e líder supremo da organização, Dino Golzine. Logo o no início de Banana Fish entendemos um pouco das motivações de Ash em se rebelar contra seu tutor. Ash é como um animal selvagem, que não pode ser domesticado. Só sente fúria e quer vingança por conta de seu passado. Até que surge Eiji Okumura, um jovem japonês que, a parir do início da amizade deles, mudaria sua vida. Já que pela primeira vez na vida, ele conheceria um amigo de verdade, que não lhe pediria nada em troca.

Banana Fish - Resenha - 04

O anime de Banana Fish acerta muito em trabalhar essa amizade, já que os dois personagens são totalmente opostos um do outro. Ash é um ser visceral que vive no limite, a ponto de não se importar se vai morrer na próxima esquina. Eiji é uma pessoa calma e de certa forma ingênua, que detesta violência. Ao se encontrarem e começarem essa amizade, um forte laço é criado entre eles, de tal maneira que ambos vão mudando aos poucos. A única coisa que eles tinham em comum no começo, era que ambos não tinham um objetivo em vida, apenas viviam pelo simples fato de estarem ali. Mas sem sonhos ou ambições, ou seja, existências vazias.

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A obra tem muito uma “pegada” de filme de ação dos anos 80. Aquela coisa de “exército de um homem só” que vai dizimando dezenas de inimigos em missões impossíveis. Isso é feito com competência, contando com ótimas cenas de ação, já que a produção do anime está muito bacana. Tanto no quesito de animação, quanto de trilha sonora e dublagem, Banana Fish não decepciona. As músicas são marcantes e grudam na cabeça. O character design também é bem legal, pois apesar de ser um anime do ano passado, ele remete a década da qual o mangá foi concebido, assim dando uma certa sensação de nostalgia, apesar de algumas atualizações de alguns elementos para os dias de hoje. Mas realmente acabamos comprando essa ideia que dá todo um charme a mais para o anime.

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A adaptação de Banana Fish além de todo o clima de ação, máfia e tudo mais, também consegue abordar temas um tanto quanto pesados. O tráfico de drogas, prostituição, abuso sexual são alguns desses que aparecem no decorrer da trama. E aliado a isso, o anime conta com bastante sangue e violência. Apesar de acertar ao discutir esses problemas, o anime também falha nisso e em outras coisas. Todos os elogios que foram citados acima, também acabam por ser os defeitos da obra, ou melhor dizendo, a repetição deles. Banana Fish tem bons personagens, com motivações plausíveis e tudo mais, porém o excesso de repetições de certas discussões e situações tira um pouco da graça da obra. Elas acabam ficando repetitivas e até cansativas em alguns momentos. Por exemplo, perdemos as contas de quantas vezes Eiji é capturado, Ash o salva, toma um tiro e depois o ciclo se repete. Assim como outras discussões. Por várias vezes os personagens podem dar a cartada final e resolver as situações, mas não, vão lá  e enrolam, e com isso a trama perde força.Pois querendo ou não, meio que já nos acostumamos à “fórmula” do anime e fica tudo muito previsível. Assim ficando a sensação de que Banana Fish poderia ter sido bem melhor do que foi.

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Banana Fish é um anime que vale a pena ser visto. Tem bons personagens, um visual e produção acima da média. A apesar das ressalvas, tem bem mais qualidade do que defeitos, resultando assim em um saldo positivo. Aliás, um ponto muito positivo, é o final do anime. Sinceramente, não poderia ter fechado de uma maneira melhor. A última cena em si é linda e emocionante, assim carregando bem a essência da obra, e fechando a jornada dos personagens principais.

Só lembrando que no catálogo da Amazon Prime Video constam todos os episódios de Banana Fish. Então, aproveite! Até mais e forte abraço!!

https://www.youtube.com/watch?v=L7ptGWLX1aE

assinatura_andre

ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Banana Fish - Resenha
André Betioli
Contador formado e atuante de profissão. Grande fã da cultura pop em geral. Amante da cinema, quadrinhos e animes, e através disso tentando entender um pouco mais da realidade através da ficção. Considero Os Cavaleiros do Zodíaco a melhor coisa já feita pela humanidade.
banana-fish-resenhaA adaptação de Banana Fish acerta em vários pontos, porém abusa demais da repetição das situações e com isso perde força. Um bom anime, que poderia ter sido melhor aproveitado.

2 COMENTÁRIOS

  1. […] Como disse, foi um anime muito bem recebido pelos fãs. O anime tenta trabalhar a amizade, já que os dois personagens principais são extremos opostos, o que é interessante de acompanhar. Por conta dessa amizade, Eiji e Ash vão evoluindo e crescendo durante a trama. E o mais interessante também é que Banana Fish é uma história que foi feita nos anos 80, então, se tem uma pegada de filme de ação da época. “Aquela coisa de “exército de um homem só” que vai dizimando dezenas de inimigos em missões… […]

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