Análise: Resident Evil – Condenação

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Lançado como um préquel à história de RE6, Resident Evil – Condenação é uma versão melhor do que Degeneração tentou ser, tanto em história, animação, efeitos sonoros, personagens…bem, tudo.

Ficha Técnica
Nome: Resident Evil: CondenaçãoAno: 2012
Diretor: Makoto KamiyaGênero: Suspense, Ação, Survival Horror.

A história do filme não é tão complicada quanto parece ser. Assim, tudo depende do conhecimento do espectador quanto a política. Entretanto mesmo que seja um zero em geografia, basta prestar bastante atenção nos diálogos que tudo fica bem fácil de entender. Eu, como quase sempre viajo pra outro planeta quando os personagens discutem essas coisas, tive que rever vários diálogos para não me perder. O roteiro é simples, mas eficiente e bem contextualizado. É um conflito tipico da complicada relação de alguns países europeus quanto a questões externas e internas e um cenário perfeito para contar uma história fora dos EUA.

Leon, ainda assim, parece um pouco deslocado do contexto. Considerando a razão de sua presença, me pareceria mais provável uma intervenção da, mencionada ao longo do filme, BSAA e não de um único agente. Todavia tudo acaba encaixando e funcionando bem, ainda que pareça fácil de mais para Leon, que estava sozinho em um país, se envolver diretamente no confronto. Como eu disse, seria mais lógico fosse um esquadrão exatamente com este objetivo.

Com a colaboração da animação, Leon ganha uma personalidade muito mais compatível com o personagem. Ainda que isso prejudique um possível padrão dentro das animações, colabora com a padronização do personagem na franquia. Leon está muito mais próximo do visto em RE4 e depois em RE6, deixando toda a antipatia do longa anterior para trás. A animação tem seus méritos nisso, mas a dublagem e o texto são o maior acerto ao trabalhar o personagem.

Animação

A animação é MUITO, mas MUITO melhor do que o anterior. E fica claro que a Capcom entendeu seus erros. Os cabelos, uma das qualidades da primeira animação, ficam melhores ainda aqui. Os cenários, necessitando mais detalhes são bem trabalhados. O filme consegue cumprir o papel de nos introduzir a um país do Leste Europeu e mesmo os mínimos detalhes chamam a tenção. Fica como defeito as roupas.

Enquanto todo resto soa bastante natural, as roupas destoam bastante, parecendo mais feitas de papelão ou algum metal do que tecidos e prejudicam com isso a movimentação dos personagens, que fica bem mais robótica devido a essa problema. As expressões dos personagens ainda precisam de um trabalho melhor, estão melhores do que em Degeneração, mas há alguns problemas com os olhares e expressões. Todos estão, a todo momento, com cara de deboche e ar de superioridade.

Os inimigos

Chama a atenção também a aparência dos monstros, que melhorou em relação aos zumbis de borracha de Degeneração. Ainda que a Las Plagas não costumasse causar aquela aparência vista no filme, foi bem vinda a adição mais “zumbificada” do vírus, que traz cenas mais equilibradas entre o antigo e novo, sem os exageros vistos em RE5 e que veríamos posteriormente em RE6.

Os Lickers e os Tyrant são um show à parte, graficamente falando, quase perfeitos. Sua movimentação e o pouco medo da direção em mostrar toda violência das cenas em que aparecem, fazem dos monstros linguarudos sem duvidas uma bela volta, já que sofrem um pouco com a comparação com os Hunters. Geralmente os jogos tem um ou outro. Já os Tyrant apesar de bem desenhados, possuem o problema de virem em quantidades exageradas e prejudicarem a qualidade das cenas de luta e a importância que o “boss” deveria ter. Mesmo que seja um filme há sempre a necessidade de manter uma coerência interna e as cenas de luta de Leon contra o Tyrant são meio forçadas.

Personagens secundários

De resto, pouco há a se abordar em relação ao demais fatores. Há um belo fechamento de arco de Buddy, que não era o personagem mais agradável do filme, ainda que suas motivações sejam aceitáveis. Ada (ou Carla) soa meio deslocada e somente parece estar lá pela presença de Leon (e eu posso ter perdido algo, mas sua presença pareceu incoerente no momento que é revelado que o governo tem conhecimentos sobre as BOWS). JD faz o papel de equilíbrio, primeiro como gatilho humorístico e depois dramático para Leon e Buddy.

Para encerrar, os efeitos de ambiente são bem utilizados, assim como a dublagem de todos os personagens. Mas as cenas de ação não chegam a ser muito chamativas nesse critério, o que as prejudica mais ainda, já que o uso excessivo do slow motion – aparentemente aleatório – já estraga muito do que vemos em tela que, em questão de coreografia, é muito bem executado. Chama a atenção a disputa entre Ada e a presidente, que tem neste seu grande momento de mostrar que não é uma personagem tão descartável quanto parecia até aquele momento.

Conclusão

Mostrando uma clara evolução gráfica em comparação com o anterior e uma correção de rumos em relação a Leon, Condenação mostra que há espaço na tela para Resident Evil de uma maneira muito mais palpável para o público em geral do que no anterior, que exigia mais de conhecimento prévio. Ainda que adicione pouco à mitologia da franquia, é um exemplar divertido para todos os públicos, mas com um gostinho especial para quem é fã, com armas biológicas conhecidas, cenas bem elaboradas – como a La Plaga sendo injetada no corpo do soldado – e a relação eternamente mal resolvida de Leon e Ada. Sem dúvida, o melhor exemplar de um filme de Resident Evil.

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ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Animação
Roteiro
Som
Dublagem
Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!

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