
Há sempre aquela série, anime ou filme que nos são recomendados por aquele amigo chato. Todavia, nos assustamos ao olhar o número de episódios, ou mesmo temporadas. Portanto o medo bate e ficamos na dúvida se vale a pena começar algo que levará tanto tempo para ser concluído. Nosso objetivo é ajudar você a decidir. Após ler este artigo, você talvez tenha a resposta. Vale a pena assistir HIMYM?
| Ficha da série | |
|---|---|
| Nome: How I Met Your Mother | Data de exibição: 2005 – 2014 |
| Duração: 9 Temporadas – 208 Episódios | Criador: Carter Bays, Craig Thomas. |
| Emissora Original: CBS | Gênero: Comédia, Drama. |
| Onde Assistir? – Amazon |
How I Met Your Mother parte de uma pergunta simples: como eu conheci sua mãe? É isso que Ted Mosby decide responder para seus filhos… mas do jeito mais complicado possível.
Pra isso, ele resolve contar absolutamente tudo. Sim, tudo mesmo.
Publi: Conheça Personal Organizer em São Paulo
Foram 9 temporadas construindo esse mistério sobre quem é a “mãe” e como esse encontro aconteceu. Só que, com o tempo, isso vai ficando em segundo plano. Quando você percebe, já tá muito mais envolvido com o presente dos personagens do que com o tal futuro prometido.
Quer saber se vale a pena assistir? Tá no lugar certo.
A ideia aqui não é dizer se a série é boa ou ruim, mas te mostrar como ela funciona: estilo, personagens e a forma como tudo isso se mistura. Até porque descrição fria você encontra em qualquer lugar… aqui a ideia é outra.
Sobre o que é a série?
A história começa no ano de 2030, quando Ted resolve contar aos filhos como conheceu a mãe deles. A partir daí, ele volta para 2005 e começa a reconstruir essa jornada.
É nesse ponto que entram os personagens que realmente carregam a série.
Temos Robin Scherbatsky, uma jornalista que entra na vida de Ted e, mesmo com idas e vindas, acaba se tornando parte essencial do grupo.
Também temos Marshall Eriksen e Lily Aldrin, casal clássico que divide apartamento com Ted e traz uma dinâmica mais estável (ou quase isso).
E, claro, Barney Stinson, que basicamente é o completo oposto de tudo isso — e talvez o personagem mais marcante da série.
Humor e Drama
Hoje em dia é comum ver sitcom tentando puxar mais pro drama pra dar profundidade aos personagens. Nem sempre funciona. Mas HIMYM faz isso de um jeito diferente.
Aqui, o drama não parece um “extra” — ele faz parte da estrutura.
A série alterna muito bem entre episódios focados só em comédia e outros que deixam o humor mais de lado pra explorar temas como relacionamento, amizade, carreira e até frustrações pessoais. E, inevitavelmente, você acaba se identificando com alguma dessas situações.
O equilíbrio é o grande trunfo. Raramente a série apela pra humor gratuito, e quando precisa levar algo a sério, ela realmente leva.
Outro ponto que ajuda muito é a narração do Ted do futuro. Isso abre espaço pra várias brincadeiras com memória, exagero e até versões diferentes da mesma história.
Como ele está contando tudo para os filhos, rolam algumas “censuras” e adaptações que acabam virando piadas por si só — e funcionam muito bem.
Personagens
Ted Mosby (Josh Radnor/ Narração de Bob Saget)

Como protagonista, Ted Mosby é naturalmente o personagem mais desenvolvido da série.
Ele passa por diversos relacionamentos ao longo das temporadas, sempre tentando tirar algum aprendizado de cada um. É um cara extremamente romântico, que sonha com estabilidade: casamento, filhos, casa… o pacote completo. E, claro, odeia estar solteiro.
Essa busca pela “mulher ideal” move a narrativa por boa parte da série. A gente sabe que ele não vai terminar com nenhuma das namoradas que aparecem no caminho (afinal, existe a tal mãe), mas o interessante é como cada relacionamento contribui pra jornada.
Ao mesmo tempo, existe um certo ciclo: Ted aprende, reflete… mas raramente muda de fato. Principalmente quando o assunto envolve Robin Scherbatsky.
No humor, ele não é o destaque. Mas no drama, carrega boa parte da série nas costas. É fácil se identificar com ele, principalmente pelos questionamentos constantes sobre amor, escolhas e futuro. Em vários momentos, os monólogos dele acabam funcionando quase como conselhos pra quem tá assistindo.
Marshall Eriksen (Jason Segel)

Marshall Eriksen é o melhor amigo de Ted desde a faculdade e divide apartamento com ele no início da série.
Advogado, ele sonha em trabalhar com causas ambientais e “salvar o mundo”, mas vive em conflito entre esse ideal e a necessidade de ganhar dinheiro pra sustentar sua vida. Esse dilema acompanha o personagem ao longo da série e gera bons momentos, tanto no drama quanto na comédia.
Seu humor vem muito do jeito leve, amigável e até inocente de enxergar o mundo.
Além disso, ele vive um relacionamento estável com Lily Aldrin desde cedo, o que abre espaço pra discussões interessantes sobre escolhas de vida, sonhos e o impacto de crescer junto com outra pessoa.
Lily Aldrin (Alyson Hannigan)

Lily Aldrin talvez seja a personagem mais “real” da série — e isso divide bastante o público.
Melhor amiga de Ted e namorada (depois esposa) do Marshall, ela faz parte do núcleo principal desde o início. Diferente dos outros, Lily costuma ter reações mais pé no chão, questionando decisões e pensando nas consequências.
Por isso, muita gente acaba enxergando ela como egoísta em alguns momentos. Mas, na prática, ela só não segue o caminho mais óbvio sem pensar.
No humor, ela não é o maior destaque, mas no drama funciona muito bem. Quando a série entra em conflitos mais sérios, é onde a personagem mais brilha.
Barney Stinson (Neil Patrick Harris)

Barney Stinson é aquele personagem que começa como alívio cômico… e, quando você vê, já virou um dos favoritos.
Carismático, exagerado e completamente fora da curva, ele vive em função de conquistar mulheres e evitar qualquer tipo de compromisso. Tudo isso com suas estratégias, cantadas e, claro, seu terno.
Ele funciona como o oposto do Ted, e esse contraste é parte do que faz os dois funcionarem tão bem juntos.
Com o tempo, a série também explora lados mais profundos do personagem, mostrando que existe mais por trás do comportamento dele. E acompanhar essa evolução é uma das partes mais interessantes da série.
Robin Scherbatsky (Cobie Smulders)

Por fim, Robin Scherbatsky.
Ela entra como interesse amoroso do Ted, mas rapidamente se torna muito mais do que isso. Independente, focada na carreira e com uma personalidade forte, Robin não segue o padrão clássico de personagem romântica.
Muito disso vem da criação dela, marcada por um pai que a tratava como se fosse um filho homem. Isso molda tanto seu comportamento quanto sua forma de enxergar relacionamentos.
Assim como Lily, ela também divide opiniões. Principalmente por não abrir mão dos próprios objetivos em nome de um romance.
No humor, tem um estilo mais seco e direto. No drama, carrega conflitos bem interessantes, principalmente quando precisa equilibrar vida profissional e pessoal.
Em geral, todos os personagens transitam entre comédia e drama, mas com pesos diferentes:
- Ted e Lily puxam mais pro drama
- Barney e Marshall dominam o humor
- Robin fica bem equilibrada entre os dois
E é justamente essa mistura que faz a dinâmica do grupo funcionar tão bem.Contudo Lily e Ted são mais do drama e Barney e Marshall os mais engraçados, enquanto Robin é bem equilibrada nos dois quesitos.
Ainda não decidiu se vale a pena assistir HIMYM?
Depois de toda essa apresentação — história, estrutura, personagens — ainda ficou na dúvida?
Se tu já acha que deu pra ter uma boa ideia, perfeito. Esse já era o objetivo. Agora, se ainda tá indeciso e quer uma opinião mais direta, segue comigo. Mas se prefere tirar suas próprias conclusões, talvez esse seja o momento de parar por aqui e simplesmente dar uma chance pra série (ou não, se nada te chamou atenção).
Opinião pessoal
Eu já deixei escapar algumas opiniões ao longo do texto, principalmente quando falei dos personagens. E é justamente aí que How I Met Your Mother se diferencia.
Os personagens são humanos. E isso parece óbvio… mas não é tão comum assim.
Aquela lógica de sitcom onde alguém faz algo errado e, no episódio seguinte, tá tudo resolvido como se nada tivesse acontecido não funciona aqui. As decisões têm peso. Às vezes, consequências. E, principalmente, geram incômodo.
Em vários momentos, os personagens tomam atitudes egoístas, questionáveis ou até frustrantes — e isso é intencional. A série não tenta transformar todo mundo em exemplo.
Claro, isso não é regra o tempo todo. Ainda é uma comédia. Tem episódios leves, situações absurdas e momentos puramente engraçados. Mas quando a série decide aprofundar algo, ela vai até o fim.
E isso gera algo interessante: a interpretação fica muito pessoal.
Dependendo de quem assiste, um personagem pode parecer completamente compreensível… ou insuportável. E o mesmo vale para decisões específicas ao longo da série. É difícil falar de HIMYM sem, em algum nível, puxar pra uma visão pessoal.
Mas isso também é um dos maiores méritos. Não são personagens simples de definir.
E então, vale a pena assistir HIMYM?
Sendo bem direto: vale sim.
Mas depende do que tu espera.
Se a ideia é ver uma comédia leve, só pra rir sem pensar muito, talvez não seja a melhor escolha. A série tem momentos muito engraçados, mas não vive só disso.
Agora, se tu gosta de histórias com personagens que evoluem (e às vezes erram feio), relações que mudam com o tempo e situações que misturam humor com momentos mais reais… aí sim, ela funciona muito bem.
É uma série que pode te fazer rir, se identificar, se irritar e até discordar bastante do que tá acontecendo — e tudo isso faz parte da experiência.
Sobre o final… sem entrar em detalhes: ele segue essa linha mais realista da série. Divide opiniões, e não é difícil entender o porquê. Dá pra gostar ou não da execução, mas ele tenta respeitar o que a história construiu.
No fim das contas, HIMYM é uma série que funciona muito mais pela jornada do que pela resposta final.
E, sinceramente, o melhor jeito de saber se ela funciona pra você… é assistindo.
E aí, depois disso tudo: vale a pena assistir?



































[…] Especial: Vale a pena assistir HIMYM? […]
[…] Especial: Vale a pena assistir HIMYM? […]