Supernatural 15×20 – Carry On | Series Finale (Análise)

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Me surpreendendo totalmente, Supernatural 15×20 trouxe um episódio de verdade e não flashbacks ou um mini documentário como eu cogitei na análise do episódio anterior. Mas, isso não quer dizer que tenha sido uma surpresa boa, afinal, olhando de alguns pontos, era mais interessante que a história tivesse se encerrado ali. Claro, fazer finais nem sempre é algo fácil, encerrar uma história de maneira satisfatória, sem cair em clichês e ainda surpreender, com certeza é complicado. Mas as vezes o melhor final é saber a hora de parar.

Fim da estrada

Sem um inimigo fixo para enfrentar, os irmãos Winchester pareciam se divertir e seguir sua vida de forma mais leve, mas rapidamente percebemos que algo iria acontecer. Afinal, se fosse só pra mostrar eles felizes, alguns minutos a mais no episódio anterior seriam suficientes. Com isso temos uma investigação e relembrando tempos mais simples, uma caçada vampírica e a morte de Dean. A cena da morte do personagem em si foi fraca, tanto em atuação, quando em contexto. Dean merecia uma morte mais épica do que ser morto por uma barra de ferro de quinze centímetros – alô Neji!. Para piorar a questão da atuação ruim, a cena se estende demais e o efeito dramático acaba diminuindo.

Após, vemos a vida que Sam leva e Dean dirigindo Baby até que Sam apareça. O final é bonito e do tipo que agrada a todos, de maneira extremamente conveniente. Dean já havia vivido uma vida quando Sam foi para o inferno na sexta temporada. Desta vez, o caçula viveu sua vida normalmente e Dean o esperou, por pouco tempo. Pra mim foi o tipo de final que tenta agradar a todos, um final ‘perfeito’ pra todos os personagens. Particularmente, acredito que o fim do episódio anterior era muito mais simbólico pelo personagens finalmente se verem livres de um roteiro. Sem duvidas, esticar por mais um episódio inteiro o final de ambos não foi uma boa decisão, causando o efeito contrário do episódio 19 que foi corrido.

Existiam muitas opções, algumas mais agridoces, como seria a morte dos irmãos enfrentando seu inimigo final. Alguns mais simbólicos, como seria o do episódio 19 e alguns finais felizes e perfeitinhos, como o que tivemos. No fim, o que vale em séries como Supernatural, onde temos diferentes histórias ao longo das temporadas, é a experiência, a viagem, a estrada até aqui. Chegamos ao fim de longos quinze anos, muitos personagens, alguns interessantes, outros bem irritantes; temporadas enroladas, muitos lobisomens e vampiros mortos; mas, principalmente acompanhamos os Winchesters em todas suas dores, perdas e conquistas e também seu eterno descanso.

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