Supernatural 15×19: Ué, mas já acabou?

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Faltando ainda mais um episódio para a series finale, Supernatural 15×19 nos trouxe o… fim?! Sim, neste episódio temos o enfrentamento final com Deus, alguns retornos e até alguns flashbacks para causar uma certa comoção. O que resta esperar do último episódio então? Ainda não sei, mas antes, vamos discutir este.

O mundo vazio e a notícia da morte de Castiel

Começamos o episódio com as consequências do que houve no fim do anterior. Dean chega até Sam e conta sobre a morte de Castiel, assim como o causador de tudo aquilo que Sam ainda acreditava ser Billie. Por um momento, imaginei no episódio anterior que Dean daria uma surtada e esta seria a premissa deste episódio, já que não havia muito pra onde correr. Porém, isso não ocorre e rapidamente eles se reunem. A reação de Sam pela morte de Castiel é bem fraquinha e a atuação de Jared não agrada muito.

Logo após,vemos todos os lugares por onde os personagens passam vazios, lembrando até certo ponto a situação que vemos em vingadores Guerra Infinita, apesar de lá ter sido só metade da humanidade apagada. A reação dos personagens ao ocorrido é pouco mostrada, somente com Dean bêbado em uma rápida cena. O episódio da a impressão de que tudo é corrido e não temos tempo de absorver os acontecimentos. Particularmente acreditei que não havia conteúdo pra mais dois episódios, mas as presenças de Miguel e Lúcifer justificariam um episódio inteiro, deixando a conclusão pra o episódio final.

Falando no diabo (literalmente)

Lúcifer e Miguel finalmente têm a luta prometida desde a quinta temporada. Não é lá do nível que se esperava para os personagens e a aparição do Diabo soa meio desconexa e somente um grande fan service trazendo Mark de volta – inclusive, sua aparição foi escondida dos créditos iniciais. Além disso, pode ser um pouco tarde para ainda criticar isso, mas é um banalizador maior ainda da morte destes seres “raros”, como a Morte, que vivem e revivem a rodo.

No fim, a briguinha entre Miguel e Lucifer tem o mesmo tema da quinta temporada, soando mais uma briguinha de dois garotos mimados do que dois seres celestiais. Todavia, se considerarmos a abordagem feita pelo roteiro destes personagens, como o próprio Deus, não soa incoerente, só… clichê – o que não necessariamente é algo ruim.

O confronto com Deus

No fim, Miguel, Jack e os irmãos vão até um local fazer um feitiço que, teoricamente, afetaria Deus. Ali, o feitiço aparentemente não funciona e Chuck aparece para confronta-los. Tudo acontece rápido novamente, aumentando mais ainda a sensação de que tudo poderia ter ocorrido em dois episódios. A traição de Miguel é rapidamente absorvida e ele já é destruído pelo Pai em segundos, assim como a morte do próprio Lúcifer.

A derrota de Deus é bem elaborada e a cena dele batendo em Sam e Dean é bastante emblemática. Considerando tudo que ocorreu ao longo das 15 temporadas anteriores, é legal ver sua resistência em bater nos irmãos, pedindo que eles desistissem. Além disso, a maneira de derrotá-lo foi bem elaborada, fazendo uma boa conexão com a bomba que aparentemente havia sido inútil dois episódios atrás. Temos, claro, que ignorar o fato de Deus ter sua energia sugada e não perceber isso. É conveniente, mas dá pra deixar passar.

Com isso, nosso sádico vilão, criador de tudo e todos, passou a ser só mais um de sua criação e viverá como eles – deveria ter escolhido um corpo mais jovem, pelo jeito não viverá muito rsrs. Jack tem o final que se teorizava, derrotando o Avô e assumindo seu lugar, mas evitando cometer seus erros. A fala do personagem sobre Chuck ter errado em se introduzir na história justifica bem a derrota. Parecia impossível em dado momento derrotá-lo, mas ao querer participar, ele se tornou um personagem como qualquer outro e passível de reviravoltas.

O fim?

A promo do próximo episódio não mostra nenhuma cena inédita e parece que será algum tipo de homenagem, possivelmente com flashbacks e entrevistas. Assim, o fim de Sam e Dean – a se confirmar – não é um fim definitivo e responde pouco. Não sabemos como ficam as caçadas, como eles seguirão suas vidas. É, assim, um futuro aberto a novas possibilidades. Entretanto, o maior drama de ambos nesta caminhada era estar preso, serem parte principal de um capricho divino de um mero escritor. Dar um roteiro para o futuro dos personagens seria o mesmo que mante-los presos ao destino e, se seu grande alívio era estarem livres, nada mais justo do que deixa-los livres ao fim.

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