
| Ficha Técnica | |
| Nome: Gold | Data de Lançamento: 26 de Julho de 2016. |
| Duração: 2h | Diretor: Hiroaki Miyamoto |
| Formação do bando: Luffy, Nami, Zoro, Usopp, Sanji, Robin, Franky e Chopper. | Cronologia: Após Dressrosa |
Seguindo uma tradição que se iniciou em Strong World e se tornou muito mais forte em Z, One Piece Gold trás mais uma vez um filme no Novo Mundo, com uma animação incrível e um roteiro mais elaborado. Mas será que isso quer dizer que é bom? Vamos dissecar o Arco de Dressrosa filme Gold a seguir.
Já vi isso antes?

Logo na abertura, o filme mostra sua beleza, suas cores e sua trilha sonora, ao mesmo tempo em que apresenta a cidade em que o filme se passa. É belíssimo do inicio ao fim e, talvez, a melhor abertura dos filmes do anime, diferenciando-se de outras pelo estilo, mas rapidamente cumprindo sua função de gerar curiosidade e apresentar alguns conceitos. Não demora para que vejamos Luffy e seu Bando chegando a Grantesoro. Particularmente, todo o design e a ideia do local são ótimos.
Então a que o título se refere? Simples, a estrutura do filme, segue fielmente tudo que havíamos visto em Dressrosa. Com exceção das motivações do vilão. Não é de se surpreender, considerando o sucesso do arco de Doflamingo, que atraiu muitos a ver o anime. São pequenos detalhes, mas se você prestar atenção, verá a semelhança. Repetir fórmulas não é exatamente interessante, partindo do princípio que os filmes deveriam trazer algo a mais para a obra, algo diferente, visto sua liberdade criativa. Até mesmo fillers como Névoa Arco-iris foram capazes de inovar e serem mais interessantes.
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Claro que isso por si só não anula as demais qualidades do filme, como sua já mencionada arte, mas também é um golpe forte no principal ponto de uma história: O roteiro.
Muito Gold, pouco brilho

Além da motivação clichê envolvendo o vilão que acha que dinheiro resolve tudo, os personagens da história não são lá muito interessantes. Apesar das longas duas horas de duração e protagonistas já conhecidos, a obra insiste em adicionar uma infinidade de personagens que são subutilizados. Tal problema, diferente do que vemos em Stampede, se deve a necessidade de adicionar personagens fora de contexto, como Rob Lucci e Sabo (mais duas referências a Dressrosa). Há pequenas desculpas para a presença da Marinha e Revolucionários, mas ambos somem sem qualquer atuação relevante na história. Assim, é uma grande perda de tempo que incha uma história já pouco interessante.
Como ponto positivo, ficam a Akuma No Mi de Tesoro (juro que lembrava de chaves cada vez que ouvia o nome dele haha) que permite tudo que vemos da cidade (bem construída e detalhada, aliás); e também a Raposa, Carina, uma ladra assim como Nami, que tem um desenvolvimento interessante, tanto pessoal, quanto com a Navegadora. A personagem permitiu reviravoltas interessantes e hilárias. É disparada a única adição interessante ao elenco do filme.
Por fim, as lutas finais, como sempre, são prejudicadas pela correria e toda a conveniência que as envolvem. Fica registrado, no entanto, a ótima dinâmica em grupo do bando contra os inimigos. A exceção é Zoro, que sempre precisa brilhar sozinho pra agradar os fãs.
Em conclusão
Concluindo, Gold é um exemplo de arte e capricho que as animações recebem para o cinema, mas também mostra o descuido com o roteiro. Apresentando algumas premissas interessantes, porém, não capazes de se sustentar ao longo da duração exagerada. Eu diria que o grande lamento é pelo filme ser um desperdício de Carina. A presença de Lucci e Sabo se mostra uma grande inchação, que prejudica o andamento da obra, tornando-o cansativa em diversos momentos.
Não é descartável e nem um lixo completo, serve de passa tempo pra quem quer ver mais de One Piece, mas não colocaria na lista de indispensáveis, como Stamped.




































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