
Jujutsu Kaisen tem clara referência a Kill Bill no Episódio 4 de terceira temporada de Jujutsu Kaisen, a batalha de Maki contra o clã Zenin é montada como uma homenagem clara e direta a Kill Bill: Volume 1. A ideia não está só “no clima”: ela aparece em escolhas de direção, coreografia, enquadramentos e até em um recurso visual usado para lidar com o gore, o sangue excessivo nas cenas.
A seguir, reunimos as principais semelhanças entre o episódio 4 da terceira temporada de Jujutsu Kaisen e Kill Bill e como essa referência funciona dentro do episódio.
As principais referências a Kill Bill no episódio de Jujutsu Kaisen
1) A morte de Ogi Zenin espelha um duelo marcante do filme
Um dos paralelos mais chamativos está na morte de Ogi Zenin: Maki decep(a) o topo da cabeça dele com um único golpe de espada. O momento ecoa a forma como a Noiva mata O-Ren Ishii no duelo na neve em Kill Bill Vol. 1, com a ênfase na precisão do corte e na finalização “limpa” e definitiva.
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2) O massacre da Unidade Kukuru lembra a Casa das Folhas Azuis
A sequência em que Maki entra no prédio do clã e vai eliminando os integrantes da Unidade Kukuru remete ao massacre na Casa das Folhas Azuis, quando a Noiva enfrenta os Crazy 88.
O que aproxima as duas cenas não é só o “um contra muitos”, mas também a forma de apresentar a ação: mise-en-scène com sensação de arena, enquadramentos mais abertos e corpos caindo por todos os lados enquanto a protagonista avança.
3) Enquadramentos e coreografia reproduzem poses e ideias visuais do cinema
Além dos acontecimentos em si, o episódio acerta nas rimas visuais: ele reforça poses de Maki em guarda, cercada por inimigos, e usa detalhes como o reflexo de oponentes na lâmina. Some a isso movimentos de câmera que lembram planos icônicos do filme, e a referência deixa de ser “interpretação” para virar uma escolha de linguagem.
4) Alternância para preto e branco (para conter o gore), como em Kill Bill
Em trechos da luta, a imagem muda para preto e branco para “segurar” a violência gráfica. É o mesmo tipo de recurso estilístico utilizado em Kill Bill Vol. 1 durante a batalha contra os Crazy 88, quando a estética ajuda a manter o ritmo e o impacto sem depender apenas do excesso de cor.
5) O tom de vingança é o elo narrativo entre Maki e a Noiva
No nível da história, o episódio abraça um tom de vingança: o “dia de fúria” de Maki contra o próprio clã, após o sacrifício de Mai, ecoa o arco da Noiva em sua caçada ao Esquadrão Assassino de Víboras Mortais. A motivação não é só força — é ajuste de contas, e isso muda a energia de cada golpe.
Como a homenagem funciona dentro de Jujutsu Kaisen
A animação do MAPPA estende e re-coreografa o massacre do clã Zenin em relação ao mangá para deixá-lo mais cinematográfico, quase como se estivesse “encenando” Kill Bill em versão JJK, com Maki ocupando o papel de uma anti-heroína no estilo da Noiva.
A combinação de violência estilizada, cortes rápidos, sangue em jatos e enquadramentos amplos cria um clima muito próximo do cinema do Tarantino. Não por acaso, vários veículos comentaram o episódio como um verdadeiro “dia de Kill Bill” dentro de Jujutsu Kaisen.
Se você quiser, dá para ir além: é possível apontar, quadro a quadro, os paralelos mais evidentes (por exemplo: “esta pose da Maki = aquele frame da Noiva”).
Conclusão: referência que vira identidade visual do episódio
O episódio 4 da terceira temporada (“Perfect Preparation”) funciona como uma vitrine de como Jujutsu Kaisen pode dialogar com o cinema: não apenas citando Kill Bill: Volume 1, mas recriando sua sensação de duelo, massacre coreografado e vingança inevitável com uma linguagem própria — e com Maki no centro dessa tempestade.


































