O jogo perdido do Mickey Mouse para o NES

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As parcerias que a Disney fez com a Capcom e a Sega na era 16-Bits trouxe incontáveis clássicos, que sempre figuram os rankings mais altos entre qualquer lista de jogos pela internet. Alguns dessa parceria com a Capcom também geraram bons jogos para Nintendinho, como os jogos do Duck Tales e do Darkiwing Duck. Outro titulo bastante conhecido é o Mickey Mousecapede lançado em parceria com a Hudson Soft. Jogos que talvez um dia eu até venha a falar, porém hoje nós vamos falar de um game que ficou “exclusivo” no Japão. Mickey Mouse III : Yume Fuusen, lançado em parceria com a Kemco.

História

O aniversário da Minnie estava chegando e pra comprar um presente o Mickey começou a trabalhar como vendedor de balões. Até que em algum momento o Pluto vem até ele desesperado, pois algo tinha acontecido com a Minnie, e o Mickey vai até a casa dela, entender o que aconteceu.


Ao chegar lá, eles percebem que a Minnie caiu em um sono profundo e não acorda independente do que eles façam. Percebendo que ela está tendo vários sonhos estranhos o Mickey resolve entrar nos sonhos da Minnie e descobrir o que está causando isso.


Gameplay

Não é dos melhores jogos do Mickey que existe, preciso concordar, mas vale a pena dar uma olhada, afinal não é um jogo muito curto ou difícil, tendo pouco apenas 7 fases. Sobre a jogabilidade, é bastante simples, direcionais para se movimentar. O botão A faz pular e o botão B faz o Mickey encher balões e ao soltar o Mickey os joga.

Os balões são a principal mecânica deste jogo, você usa para jogar nos inimigos, ou em alguns caso, pulando em cima dos balões pode usar para dar pulos mais altos. Algo bem interessante é que o jogo tem uma fase introdutória, entre a Cutscene que o Mickey está no parque até chegar a casa da Minnie, algo que não se vê com tanta frequência nos jogos de plataforma do NES.

Ao encarar essa fase introdutória, vamos a tela de fases que mostra as seis fases que o jogo possui, a decepção para alguns é que as fases não são selecionáveis, como é em Megaman. Você apenas segue a ordem pré-definida pelo jogo.

Falando em Megaman, o jogo é realmente bem parecido, uma fase cheia de obstáculos com um chefe no final, só não tem o ponto de ganhar uma nova habilidade ao derrotar cada chefe (na fase do gelo, inclusive tem uma parte muito semelhante a fase do Crash Man do Megaman 2). Ao todo são 7 chefes, tirando foram as incontáveis formas finais do último chefe. Cada chefe morre com no máximo 5 golpes. Ao importante a se fazer durante as fases é coletar o máximo de morangos que aparecem ao redor delas, eles são contados na barra inferior da tela onde está o nome Chips.

Ao final de cada fase, se inicia um minigame de tiro ao alvo, no qual dependendo de quantos morangos você conseguiu na fase eles se tornam balões que você pode usar para acertar os itens. Entre os que aparecem na tela, o mais importante é o coração grande, pois ele aumenta sua barra de life, permitindo tomar mais danos sem morrer. Isso permite aumentar sua barra de life de 3 para 5 corações.

O jogo conta com uma certa variedade de fases, cada uma com seu estilo e inimigos próprios. A floresta, o loja de brinquedos, o pé de feijão, a montanha de neve e a confeitaria. Graficamente não é dos jogos mais bonitos do NES, para um jogo de 1992 (época que o Super Nintendo já estava no mercado a um bom tempo) sendo a maioria dos cenários formados por cores chapadas, e alguns poucos elementos para dar um pequeno enfeite, mas no geral nada extremamente impressionante.

Graficamente algo interessante que o jogo mostra é a presença de vários inimigos enormes, uma engenharia bastante interessante com o NES, que vale uma explicação. Essa técnica de criar inimigos enormes foi amplamente usada em vários jogos no final da vida do NES. Ao invés de recorrer apenas uso de tiles (pequenos blocos gráficos que unidos foram o sprite) para formar o inimigo gigante, eles transferiam parte da composição do inimigo para o background, enquanto apenas algumas partes eram formadas por tiles para mostrar o movimento.

O uso dessa técnica limitava os backgrounds onde esses inimigos aparecem para cores chapadas e também limitava o uso de cores, mas criava um efeito visual bastante impressionante para um hardware como o do NES.

Ao fim das 5 fases iniciais, o Mickey consegue finalmente fazer com que a Minnie acorde. Depois de explicar o que houve, ele ganha um beijo na bochecha e nesse momento surge um vulto misterioso dizendo que não tinha acabado ainda. Afirmando que não poderia haver bondade no mundo e toda a bondade do Mickey era uma farsa. Pra provar seu ponto ele convoca o Mickey a ir para seu castelo e lutar contra ele.

Não vou me aprofundar mais para deixar o gostinho do resto do jogo para quem quiser testar. Como disse não é dos jogos mais incríveis do Mickey, mas vale a pena experimentar. Antes de acabar, ainda tem algo que preciso mencionar…

“Hum… Interessante… Se vai ser assim, então o convido para uma batalha! Estarei aguardando sua chegada em meu castelo”

KID KLOW IN NIGHT MAYOR WORLD

Na verdade eu menti sobre o fato do jogo ser exclusivo do Japão. Até mesmo pelo fato de que se eu botasse o nome Kid Klown no artigo ninguém ia clicar e ler. O que? Estamos na internet precisamos de algum clickbait as vezes…


O jogo foi sim lançado no ano seguinte na America, só que algumas pequenas mudanças no estilo do Super Mario Bros. 2. Por algum motivo que realmente eu não encontrei pela internet, mas suspeito ser problemas com licenciamento, o protagonista do jogo foi trocado.


Dessa vez não apenas o Sprite do protagonista foram alterados, mas também as Cutscenes e a história, assim como os chefes finais, porém esses eu também vou deixar para que vocês joguem e tirem a própria conclusão.


Sobre o Kid Klown eu não encontrei muitas informações, porém ele aparenta ser criação da própria Kemco, sendo esse o primeiro jogo que ele apareceu. Acredito que a aparição mais famosa do Kid Klown foi no Super Nintendo, com o jogo Kid Klown in Crazy Chase.

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