Aquaman (DC) – Resenha

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Aquaman – Resenha do filme do DC Universe

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Título Original: Aquaman
Ano: 2018
Direção: James Wan
Avaliação: ★★★★ (Ótimo)

Bendito seja o homem-peixe! Ao que parece, a DC encontrou um ótimo caminho de se firmar com os filmes solo de seus heróis. Após o sucesso de Mulher Maravilha, Aquaman mostra que é sim digno de um longa próprio e muito bem trabalhado.

Esqueça possíveis más impressões deixadas por Liga da Justiça. Enquanto o filme que uniu o grupo de heróis mostrou-se claramente apressado em criar situações sem maior aprofundamento e, deste modo, incapaz de gerar empatia pelos personagens, Aquaman nos dá a oportunidade de conhecer um Arthur em sua melhor essência.

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O longa é essencialmente baseado numa das melhores (se não a melhor) saga de Aquaman já produzida para as HQs: seu arco dentro dos Novos 52que apresenta os principais aspectos encontrados no filme, desde sua origem, começando pelo romance dos pais, às lutas com o Arraia Negra e o surgimento de Mera à introdução de Atlântida.

A trama bebe ainda na saga da luta pelo trono de Atlântida, também dos Novos 52, mas que foi desenvolvida nas revistas da Liga da Justiça. Vale ressaltar que o arco do personagem nesta fase dos quadrinhos é assinado pelo roteirista Geoff Johns, que trabalhou diretamente com Wan no longa, o que é notório na narrativa da produção (e um ponto altamente positivo e diferencial).

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Há, ainda, algumas leves referências visuais quanto à caracterização e cenários retiradas das versões animadas da Liga da Justiça (uma das melhores coisas já feitas pela DC, diga-se de passagem). Ou seja, o filme se baseia no que foi feito de melhor para o personagem da DC Comics até hoje, parte da mudança de posicionamento pela qual o herói marinho vem positivamente passando no século XXI.

Logo, neste filme de Aquaman somos apresentados a um Arthur Curry que não é levado a sério como herói pelos humanos, mas que vem efetivamente lutando contra ameaças submarinas à tiracolo e despertando atenção dos noticiários. Por outro lado, o denominado Aquaman é temido pelos piratas submarinos e, especialmente, pela maioria dos atlantes, que estão ao lado do Rei Orm.

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O protagonista é bem desenvolvido, e aqui o perfil que Jason Momoa transmite bate muito bem com a personalidade de Arthur: o personagem possui um estilo debochado, às vezes tentando passar um ar de superioridade, mas que guarda em si uma enorme insegurança e conflito quanto ao fato de pertencer a dois mundos e não ter uma identidade resolvida. E este ponto-chave no roteiro é muito bem explorado.

A trama se mostra encaixada e bem resolvida, evolutiva; Mera (Amber Heard) tem papel fundamental na evolução de Arthur, assim como ele também a influencia. O Rei Orm (Patrick Wilson, parceiro constante de James Wan em seus filmes), meio-irmão de Aquaman e seu antagonista, também é um vilão convincente, trazendo toda soberba pela qual é famoso nas HQs e animações.

O elenco ainda conta com as presenças de peso de Nicole Kidman (Rainha Atlanna), Willem Dafoe (Vulko) e Dolph Lundgren (Rei Nereus), que ficaram incríveis em seus respectivos papéis. Destaque também para Yahya Abdul-Mateen II (da série The Get Down, da Netflix) como Arraia Negra, principal inimigo do heróis nos quadrinhos, cujo papel é inserido de forma muito inteligente na estória.

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Aquaman também é incrível em aspectos técnicos de produção. A ambientação de Atlântida é fascinante; um universo de cores vívidas, criaturas fantásticas e suas próprias regras naturais, dando margem à um infinito imaginário de possibilidades. Todo o conceito de sete mares/sete reinos também é fantástico, aprofundando a mitologia acerca do personagem.

Os efeitos visuais e caracterizações não deixam a desejar em momento algum (a experiência em 3D, no entanto, é descartável). A direção de Wan também acerta em cheio nas batalhas, que são simplesmente épicas, especialmente as que ocorrem debaixo d’água. É impossível não vibrar nos embates.

Um dos poucos defeitos do filme é ser bastante previsível em determinados momentos. Não se pode dizer que o roteiro é surpreendente e inovador; ele segue uma cartilha bastante conhecida na jornada do herói. Entretanto, o faz de forma muito contundente e assertiva, o que nem sempre acontece com as obras do gênero.

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A DC pode se orgulhar: Aquaman é um filmão de super-herói, certamente um dos melhores entre suas produções solo e, acreditamos e torcemos, uma franquia que tem tudo para render pelo menos mais um ou dois filmes incríveis. E, ainda, colabora para firmar o atlante como um dos personagens mais legais da editora (em todas as mídias). Vida longa ao Rei de Atlântida!

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ASSINATURA

Análise Crítica
Data
Título Original
Aquaman (2018)
Nota do Autor
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