Tenho Fé: Documentário contra o racismo religioso estreia nos cinemas dia 23 de novembro

O documentário destaca artistas que celebram os Orixás e a ancestralidade em suas obras

Documentário Tenho Fé / Foto de AlexRibeiro
Documentário Tenho Fé / Foto de AlexRibeiro

Tenho Fé: Documentário contra o racismo religioso estreia nos cinemas dia 23 de novembro

A imensa influência da presença afro-brasileira no cenário artístico nacional ganha destaque e celebração no envolvente documentário “Tenho Fé”, dirigido por Rian Córdova, cuja estreia está marcada para o dia 23 de novembro, coincidindo com o Mês da Consciência Negra. Este projeto cinematográfico, fruto da colaboração entre a Pixys Produções e a Lira Filmes, produtora aclamada pelo premiado “Levante”, emerge como uma obra que transcende fronteiras e foi apresentada na prestigiosa 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

A narrativa do documentário desvenda a jornada inspiradora de diversos artistas dedicados à celebração dos orixás e da ancestralidade em suas obras, propiciando uma profunda reflexão sobre o vasto universo das culturas afro-diaspóricas. Nesse contexto, os temas abordados atravessam a fronteira entre o sagrado e o ancestral, emergindo como elementos essenciais no enfrentamento cotidiano contra o racismo e a intolerância religiosa. A produção, caracterizada por uma linguagem direta e acessível, se revela como uma experiência enriquecedora destinada a todos os públicos, independentemente de suas crenças individuais.

Do ponto de vista das encruzilhadas artísticas, o documentário mergulha em um amplo panorama da denominada “arte afro-brasileira”, destacando figuras que vão desde antropólogos do carnaval até sacerdotes. Com a participação notável de uma diversidade de criadores e estudiosos, o filme apresenta nomes como o historiador Luiz Antônio Simas, os carnavalescos da GRES Grande Rio Leonardo Bora e Gabriel Haddad, a renomada cantora Rita Benneditto, o diretor Amir Haddad, o dramaturgo Rodrigo França, o autor de quadrinhos Hugo Canuto, a talentosa coreógrafa Valéria Monã, o estilista Beto Neves, o antropólogo e Babalorixá Rodney William, os professores Babalawò Ivanir dos Santos e Helena Theodoro, o inspirador pastor Henrique Vieira e a experiente chef de cozinha Dadá.

As câmeras do documentário conduzem os espectadores por variados palcos, desde teatros e shows até desfiles de moda, convenções de quadrinhos e festividades populares, como as veneradas celebrações de São Jorge e Iemanjá. O objetivo intrínseco é desvendar de maneira descomplicada a mitologia dos Orixás e, acima de tudo, compreender as questões que nos motivam, angustiam e impulsionam.

Quanto ao talentoso diretor, roteirista e produtor executivo Rian Córdova, seu interesse singular em projetos voltados para a representatividade e os direitos humanos é notório. Seu portfólio inclui a direção e o roteiro de obras impactantes como “Luana Muniz – Filha da Lua”, premiado como Melhor Filme pelo voto popular no Mix Brasil 2017, Melhor Longa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2017 e Melhor Longa para Documentário no DIGO 2018 (Goiás). Além disso, destacamos “Lorna Washington – Sobrevivendo a Supostas Perdas”, agraciado com Menção Honrosa no Festival de Gênero e Sexualidade do Rio no Cinema 2016, e selecionado para representar o Brasil como melhor documentário no Festival Internacional de Viña Del Mar 2017.

Documentário Tenho Fé

Ficha Técnica

Produção: Lira Filmes
Coprodução: Pixys Produções
Distribuição: Lira Filmes
Codistribuição: Spcine
Patrocínio: Ancine, BRDE, GOVERNO DO ESTADO – SECRETARIA DA CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA – PROAC
Faixa Indicativa: 12 anos
Duração: 80min
Produção Executiva: Juliana Lira, Rian Córdova e Roberto Gonçalves de Lima
Direção: Rian Córdova
Roteiro: Rian Córdova
Montagem: Luísa Breda
Direção de Fotografia: Alan Motta
Coordenação de Conteúdo e Produção: Conceição Gomes
Motion Arts: Moreno Muniz

Sinopse Resumida

O documentário, que foi selecionado para a 47º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, apresenta a jornada de artistas que celebram os orixás e a ancestralidade em suas obras. As histórias se cruzam, permeadas por música, teatro, artes visuais, moda e dança. E trazem reflexões sobre representatividade negra, diversidade e arte, sob análises de artistas, acadêmicos e religiosos. 

Trailer

Fonte: Correspondência por e-mail

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