Análise de Immortals Fenyx Rising (PS4)

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Fenyx Cover art
Fenyx, um grande jogo, em todos os sentidos.

Eu sou um grande fã de mitologia grega desde que assisti pela primeira de muitas vezes Cavaleiros de Zodíaco e Hércules no inicio dos anos 2000, e até agora 20 anos depois esse interesse segue forte passando por horas a fio em God of War e mais CDZ, e agora no fim desse 2020 me foi oferecido a possibilidade de jogar Fenyx Rising, uma nova Ip da Ubisoft ( que aliás esta com tudo nesse fim de ano, lançou Assassin’s Creed e Watch Dogs a pouquissímo tempo atrás), que tenta trazer uma leveza, e francamente talvez uma mentira ou uma liberdade criativa ou outra nas histórias de deuses gregos que tanto conhecemos.

Como tantas outras histórias de mitologia, em Fenyx Rising, nós controlamos Fenyx, (uma personagem altamente customizável realmente o primeiro ponto muito bom do jogo, você pode mudar cor do cabelo, da pele, do olho, se quer ser homem ou mulher, o tipo de voz que quer ter, realmente muitas coisas), que como nas outras histórias será um peão em mais uma guerra de deuses, dessa vez contra o poderoso Tifão, um titã que conseguiu desfigurar o Olimpo e todo o panteão dos deuses, e cabe a nós, bom na verdade cabe a Zeus derrota-lo, (mas como o fanfarrão que é nesta encarnação no Game), realmente ai sobrou para a pobre Fenyx.

Sem Spoilers por aqui!, na medida do possível.

Fenyx: A narrativa é um show a parte

Ah! Se todas as histórias fossem contadas dessa maneira, eu jogaria mais jogos de “história”, aqui é o pico mais alto do jogo, sua grande qualidade e sendo bem sincero é também sua única GRANDE fonte de originalidade do jogo, mas não vamos confundir narrativa com enredo; O enredo é comum um guerreiro normal tem algo a acertar com os deuses, e evolui bastante no processo, mas nesse caso estamos ajudando a restabelecer Olimpo, não tentado destrui-lo como em GOW ou em Dante´s Inferno e provavelmente algum outro jogo que estou esquecendo; A história é meio batida? Sim, porém o jeito como é contada é incrível, com um tom cômico na medida certa ( já levando em consideração que o jogo começa com uma aposta entre Zeus e Prometeu), muitas informações sobre a mitologia tantos as mais conhecidas, como perólas de de sabedoria sobre deuses menores, como por exemplo Éros, o cupido da mitologia grega( vale mais um parentesês para parabenizar o fato de que a Ubisoft soube aproveitar muito bem o conhecimento Grego de outros jogos e aplicar numa nova roupagem), e nessa tragi-comédia muito bem escrita seguimos nosso caminho entre câmaras, enigmas, quebras cabeça, minoutaros, centauros, ursos e mestres mais fortes, seguimos nosso longo caminho para limpar a bagunça olimpiana.

Fenyx: Faltou originalidade na jogabilidade e no feeling.

Se na narrativa os roteiristas deram um show a parte, o resto do jogo pode ser visto como uma meio cópia meio homenagem de jogos como o já citado Gow ( em que o sistema de combate é muito parecido, e o de baús de loot também), Zelda, porque toda a vibe desse jogo é meio Nintendista e Zeldista, bom para mim, nunca joguei tantos jogos assim da Nintendo, porém você que curti um zelda, ou qualquer jogo de aventura da empresa Japonesa, vai ver ai algo mais de que uma referência, e tem também o proprío jeito também no combate de que apesar de lembrar mais God of war tem também sua boa dose de inspiraçao em AC ( ai é bem normal), e eu pude usar nesse jogo uma tática que eu não usava desde o último assassins que joguei, escalar a parede porque a resposta esta sempre no topo de alguma coisa.

Olha é compreensível que você se inspire em outros jogos e beba da fonte deles, porque tá difícil criar coisa 100% nova, mas cuidado para não se embebedar na fonte.

Um ciclope vermelho só não é mais perigoso que sua cópia azul. ( e isso serve para qualquer variação de monstros, fujam dos azuis.)

Tem muita, muita coisa para fazer

Fenyx Rising é um jogo que eu gosto de dizer que é um mundo semi-aberto, o objetivo ta lá, no norte da sua bussola, dourado para você ver, em qualquer que seja a área do deus em que você esta seu objetivo principal do momento (porque o jogo não segue uma linha reta), esta destacado, porém entre você e esses digamos mil metros. existem por baixo umas vinte coisas no mapa para te “distrair” seja horda de inimigos, seja mais enigmas ou itens de forja para você upar sua Fenyx no maior estilo RPG ( o que eu aconselho que você faça um pouco, porque lá na frente se seu personagem não estiver muito upado, sua habilidade terá que ser absurda), porém apesar de ter uma variedade nesses desafios, para um jogo que quer que você o passe jogando cerca de 30 horas, fica meio repetitivo rápido demais, e as vezes cansa, não é que ele seja uma aventura muito complicada, mesmo jogando nas dificuldades mais altas, mas poderia ser mais enxuto, qunatidade as vezes não reflete qualidade, com menos desafios porém se esses fossem mais desafiadores a aventura seria melhor.

Belos gráficos, cenários com personalidade.

Olha o jogo é muito bonito!. Em um jogo de mundo aberto em que você voa ou cavalga ai por muito tempo, ele tem cenários agradáveis, com bons detalhes, tanto na parte em que a gente tá andando pensando para qual objetivo partiremos, ou nas câmaras e hall de deuses e inimigos, realmente tudo muito vivo e colorido a distância porém quando se vê mais de perto, quando por exemplo estamos escalando uma das muitas montanhas que vamos subir, vemos que ainda havia espaço a ser melhorado, apesar de ter sido feito um bom trabalho.

Já em questão de cenários especifícos de cada deus. ai temos algo bem legal no jogo, com o contraste de por exemplo do ar de cdz que encontramos na área de Athena, o jardim de Afrodite, ou a zona de guerra de Áries, é um toque legal do jogo que tenta trazer alguma originalidade, embora os cenários em si sejam parecidos, a Ubisoft novamente fez um bom trabalho na aplicação dessas “Skins”.

+Jogabilidade e um pequeno bug

Fenyx como eu já disse não é um jogo difícil nem nada disso, e no que diz respeito a comando responde muito bem no ps4, o que deve ter ficado melhor ainda na nova geração, meus unicos problemas com os comandos, é que por ter essa pegada meio Rpg de muito comando, e que normalmente em Fenyx tudo se resolvia nos gatilhos L1 R1, as vezes você acaba se confundindo, você quer mover uma pedra e acaba invocando uma montaria ou usa um poder ao invés do outro, mas essas também são coisas que eu sofro com outros jogos e que infelizmente em Fenyx, ainda acontece, e outro problema e que realmente se abusa muito dos triggers superiores e não é bom para o controle nem para o seu dedo.
Já o único Bug que eu identifiquei comigo na minha gameplay é que as vezes você esta escalando e o Fenyx entra em um buraco dessa montanha e não sai não importando o que você faça, e isso aconteceu comigo, em momento em que eu estava quase “resolvendo” uma das câmaras dos deuses ( uma das partes mais importantes do jogo) e me fez perder cerca de 30 minutos de gameplay ( o que na hora me deixou bem bravo).

Concluindo

A Ubi veio com uma proposta diferente do que ela normalmente faz, e não foi um Jackpot, mas foi um belo tiro na direção certa, Fenyx rising é divertido, e apesar de um tropeços pelo caminho esse jogo ainda mostra que dá para se ter uma bela aventura em um jogo, em que tudo não é tão pesado com um enredo denso o que é basicamente tudo que temos visto nos últimos anos; Fenyx faz uma mescla competente de um jogo tanto de ação em que você passar pela a história principal, mas é também um RPG um tanto robusto, com muitas side quests e muitas melhorias in game e modificações cosméticas para fazer.

Immortals Fenyx Rising não é o jogo do ano ( também pelo fato de que saiu muita coisa boa esse ano), mas pode sim ser a surpresa positiva desse ano, apesar dos já citados tropeços é um jogaço!.

Agradecimentos a Ubisoft pelo código de acesso.

Análise Crítica
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