Arco Whisky Peak – One Piece (análise)

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Famosa cena de Zoro em Whisky Peak

Reverse Mountain (61 ao 63)

Saindo do East Blue, chegamos finalmente ao tão temido mar da Grand Line e para a surpresa do Bando, imediatamente eles dão de cara com uma baleia gigante antes de partir pra Whisky peak. Confesso que achei até que este arco fosse filler logo de cara quando vi na primeira vez. Também que seria esquecida a promessa entre Luffy e Laboon com o tempo, mas isso foi na inocência de não conhecer direito ainda do que Oda era capaz. Não sei de Oda planejou usar este arco desde o inicio em Thiller Bark ou só se aproveitou da brecha que deixou, mas sem dúvidas foi uma grande costurada

As explicações começam a ficar meio exageradas e a complexidade do mundo de One Piece começa a se formar nestes episódios. Como a divisão dos mares e objetos criados pelo próprio Oda. Apesar do didatismo, a coisa fica mais fácil de absorver mesmo é na prática e por isso ficou um pouco exagerado o tempo dado à explicações em tela.

Sem dúvidas, o grande acerto se trata do humor. Crocus é um ótimo personagem neste sentido. Além disso, há a introdução das primeiras necessidades do navio. Mostrando como Oda sempre planejou muita coisa que vemos adiante, como a necessidade de um médico e um carpinteiro.

Whisky Peak (64 ao 67)

O pequeno arco da ilha Whisky Peak serve somente para a introdução da Baroque Works. Pouco acontece e como destaque fica somente a luta entre Zoro e os membros da organização criminosa. Mostrando como o espadachim cumpre bem sua função de proteger a tripulação, assim como a esperteza de Nami. Ainda, dá um destaque nostálgico dando novamente um tempo de tela ao primeiro trio reunido. A cena acontece sem Usopp e Sanji, e posteriormente os demais membros que viriam.

Por fim o arco serve de introdução a Vivi e Alabasta, onde a coisa realmente importa, ainda que demore um pouco o caminho até lá. Não sei no mangá, que deve ter sido bem mais rápido, mas no anime o tempo dado é satisfatório e as explicações são certeiras. Absorvemos rápido tudo que é dito e Vivi possui um ótimo carisma – sei que muitos a odeiam, não gosto muito também, mas não por esse arco e sim pelo que acontece lá em Alabasta -, assim como Carue – este sim eu adoro.

História de capa de Koby (68 e 69)

A caminho de Litlle Garden, o anime faz uma rápida pausa para nos mostrar como anda Koby. Mais um que eu achei que seria esquecido, mas é aqui que começamos a ver o jeito Oda de trabalhar com os personagens. A fuga de Morgan até hoje não trouxe consequências, mas serve de motivação para Helmeppo, o que pode gerar uma conclusão de arco para o personagem lá para o fim da história.

A base da Marinha e Garp são mostrados pela primeira vez. A personalidade de Garp é maravilhosa e seu rosto nunca é mostrado talvez para evitar estragar a surpresa para depois ou foi só uma maneira de Oda não inutilizar o personagem no futuro caso precisasse fazer algo com sua aparência. Como crítica fica somente a menção de Luffy a Garp, aparentemente não o reconhecendo ou seu nome, o que foi, no mínimo, estranho. Outra coisa estranha é que diferente de todo o resto, o espadachim que acompanha Garp simplesmente desaparece da história depois disto e não tem qualquer relevância (se ele aparece em Marineford é tão rápido que eu nem lembro, quando fizer a analise eu menciono caso ele apareça).

A evolução dos personagens é gigante no curto espaço de tempo, uma aula de dinamismo e nisto o anime ganha em muito das histórias de capa, permitindo que entendemos melhor o que está acontecendo e o desenvolvimento. Ou seja, a “enrolação” maior aqui é benéfica aos personagens e sua história, e o próprio Koby, suas dúvidas e certezas, é o melhor exemplo disso.

2 COMENTÁRIOS

  1. Eu ADORO esse arco (já que vc falou das três partes em um artigo), a história da Laboon é linda (e foi bem legal não ser esquecida lá na frente) e aqueles diálogos do Crocus foram muito engraçados kkkkk a ilha de whiskey Peak só gostei da luta do Zoro contra aqueles caras, já o que mais me surpreendeu foi os episódios do Coby e Hellmeppo, nunca imaginei lá no comecinho que iria gostar desse último, e foi bem legal Oda se lembrar deles (outra característica positiva do Oda), e eles tiveram um desenvolvimento excelente (e surpreendente) em dois episódios, e aquela ponta do sobre a marinha (que eles também tem personagens bem interessantes) foi muito bem feita.

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