Corpse Party: Tortured Souls (Anime) – Um terror raiz!

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Personagens de Corpsy Party e sua principal vilã.

No Japão, há uma variação gigantesca no terror em comparação a produções ocidentais. Apostando mais em histórias e espíritos, o Japão costuma trazer ótimos mistérios na área, assim como os países asiáticos num geral. Produções cinematográficas, principalmente. Nos animes, no entanto, a coisa já costuma tender mais para o gráfico – sem trocadilho -, com muito sangue e mortes absurdas. Corpse Party não foge a essa violência mais gráfica, mas consegue pegar um pouco daquela aura de tensão dos filmes.

Uma origem diferente

Apesar de eu tratar como anime, Corpse Party é, na verdade, uma série de quatro OVA adaptando um game. Há uma série de mangá e tudo mais. Todavia, não entrarei nos méritos de ser uma adaptação ou não, primeiro, porque não conheço os materiais originais e, segundo, porque não acredito que isso deva influenciar na crítica. Só fica o aviso caso você goste da história e queira se aprofundar, de que há mais material da série.

Foi quando deu tudo errado…

Cena de Corpsy party, que possuí imagens bem escuras.

Corpse Party conta a história de um grupo colegial – comum em animes do gênero. – tentando sobreviver após irem parar em uma antiga escola que deveria estar destruída há anos. Tal lugar possuí criaturas que tentam os atacar a todo momento. É um resumo simples e até injusto, mas não quero dar spoiler.

Primeiramente, há de se elogiar a coragem de Corpse Party. Apesar da história contar com adolescentes, não se prende a isso e os trata como seres humanos. A escolha da idade dos personagens, provavelmente, é devido a sua fragilidade e pouca capacidade de reação que é bem utilizada. Assim sendo, acaba utilizando o lado psicológico a seu favor, talvez até atingindo seu público alvo – que deve ser de adolescentes -, que podem imaginar-se passando por aquela situação.

Corpse Party traz violência gráfica e psicológica

Cena do primeiro episódio.

Podemos dizer que, a história tortura seus personagens sem dó e nem piedade. Acompanhamos a reação de cada um deles aos acontecimentos, enquanto descobrimos as histórias daqueles que os atormentam, algumas mais interessantes, outras nem tanto. O “chefão” da história, é uma escolha corajosa por retratar algo que pouco vemos em roteiros aqui no ocidente, apesar de ser até clichê por lá – vide Sadako, que é até mais velha.

Diferente da maioria dos animes que mostra sangue e vísceras somente a fim de chocar, vemos aqui como um sinônimo da violência e raiva dos espíritos, além de afetar os protagonistas diretamente, num trabalho que podia até render mais, já que alguns dos protagonistas se mostram um pouco inabaláveis demais, Satoshi principalmente. Os desmembramentos, cortes e afins são súbitos, mas intensos, quase dá para sentir o ódio dos vilões. Passamos a entender tal ódio conforme a história vai se desenrolando.

O final, que pode gerar uma certa expectativa, acaba sendo satisfatório, no máximo. Quebrar expectativas nem sempre é algo positivo, pelo menos não quando é algo sem grande construção prévia nas entrelinhas. Além disso, tudo ocorre de maneira simples e corrida, creio que dez minutos a mais, um dialogo aqui e ali e tudo poderia ter se encerrado de maneira incrível. Não apaga os méritos do que veio antes, mas fica aquela sensação de que podia ficar melhor do que foi.

ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Nota do anime
8.5
Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!

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