Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar – Resenha

Segundo longa de Evangelion leva obra ao ápice!

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Título Original: Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance / Rebuild of Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance, Evangelion 2.22 / ヱヴァンゲリヲン新劇場版:破
Lançamento Original: 27 de julho de 2009
Direção: Hideaki Anno
Duração: 112 minutos
Disponível em: Amazon Prime Vídeo

Sinopse Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar

Quando a ameaça dos anjos aumenta, a força de defesa da humanidade é levada ao seu limite, com Nerv na vanguarda da luta. Shinji Ikari e sua parceira Rei Ayanami são auxiliados por dois novos pilotos: a impetuosa Asuka Langley Shikinami e a misteriosa Mari Ilustre Makinami.

Com a ajuda de suas unidades EVA’a, equipadas com armas perfeitas para enfrentar seus oponentes monstruosos, as quatro jovens almas lutam desesperadamente para proteger seus entes queridos e evitar um apocalipse iminente. Mas quando segredos surpreendentes forem revelados, o maior desafio dos heróis será os monstros / anjos … ou a própria humanidade?

O pontapé inicial de Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, é a continuação direta dos eventos mostrados no longa anterior: Evangelion: 1.0 – Você (Não) Está Sozinho. Lidando com os fatos apresentados antes, neste segundo longa temos diferenças mais gritantes em relação a série original. Novos personagens e novos rumos começam a pavimentar o desenrolar do épico de Hideaki Anno.

MUDANÇAS

Diferente do longa anterior, o segundo filme do Rebuild de Evangelion não depende tanto da série original. Isso já fica claro bem no início quando vemos uma personagem totalmente nova: Mari Ilustre Makinami. Esta novidade é muito positiva, pois quando vimos o 1.0 nos sentimos mais “seguros”. E aqui no 2.0 aos poucos somos convidados por Hideaki Anno a ver realmente o objetivo dessa revisita de sua obra. Pois logo que a personagem Mari aparece, já começamos a nos perguntar quem ela é? Que papel ela vai desempenhar na trama? Outras mudanças que ocorrem , estão relacionadas a uma das personagens mais queridas da série. E que faz a sua estreia aqui: Asuka Langley Shikinami.

Outra mudança que podemos notar em Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar é o seu ritmo. No 1.0 já havíamos dito que, pelo tempo de tela, as coisas tem que acontecer mais rápido. Afinal, é um filme que tem que fisgar seu público, e no 2.0 isso fica ainda mais evidente. Há bem menos tempo para mostrar o lado mais melancólico de seus personagens. É uma mudança que dá pra sentir bastante, já que a série foca bastante nisso, nesses momentos mais intimistas. Porém, isso de maneira alguma empobrece a obra no seu sentido e significado. Pois esses momentos de drama, ainda existem.

VISCERAL E SINGELO

Em Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, é simplesmente visceral e singelo. E por que afirmar isso? Durante o longa veremos cenas de batalha impressionantes e brutais. Isso tanto pela parte técnica que é simplesmente impecável, com uma animação de encher os olhos. Mas também pelos fatos em si. Toda aquelas cenas brutais de batalha envolvendo os Anjos e EVA’s aqui é potencializada pelo grande salto na qualidade da animação. Ou seja, as batalhas estão incríveis. Mas e os dramas? Um característica tão marcante de toda a série? Calma, vamos lá.

Os dramas são apresentados em momentos mais pontuais, e quando aparecem, tem um grande impacto. (Se é que vocês me entendem rs). A frente destas situações, estão as crianças/pilotos (principalmente o Shinji) tem que superar barreiras que estão além das lutas contra Anjos. E geralmente esses dilemas (medo, solidão, insegurança, ansiedade) acabam sendo confrontados ali no meio do campo de batalha. É como se essa superação (ou amadurecimento) fosse um gatilho não apenas para esse problema em si, mas para a resolução da(s) batalha(s).

É impressionante como Anno sabe dosar bem esse equilíbrio e transitar com propriedade entre o visceral e o singelo. Em um desses momentos, podemos ver Shinji simplesmente decidindo por si só o que quer fazer, e por meio disso toda uma consequência brutal. Mas que vem acompanhada de uma linda melodia. Um total contraponto. São os opostos contracenando e nos entregando uma das cenas mais lindas do filme, ao mostrar a beleza em meio ao caos.

VOCÊ (NÃO) PODE AVANÇAR

Os títulos dos filmes dos Rebuilds de Evangelion são muito chamativos. E assim como o longa anterior, o título desta vez também se encaixa perfeitamente com a sua essência. Pois há uma uma evolução dos personagens em relação ao longa anterior. Não que eles superaram totalmente seus dramas, mas eles se sentem mais seguros e convictos de seus sentimentos. Mesmo sem a certeza de que eles os levarão ao caminho certo.

Ou seja, em Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, os personagens sentem que realmente podem ir adiante. Podem dar um passo e sair um pouco da situação em que se encontram. Shinji, Rei, Asuka sentem que podem se permitir a experimentar novos sentimentos, por mais complicado que isso seja. Sendo eles movidos por sentimentos de amor, amizade ou um simples sorriso, os personagens tentam seguir em frente, tentam avançar.

Mas ao mesmo tempo em que o fazem, isso é o certo? Essa questão fica ainda mais potencializada pela sequência final do longa, que é derivada de uma escolha. Um sentimento que muda tudo.

Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar , vale a pena?

O primeiro longa havia sido ótimo. Trouxe uma nova roupagem (animação) para uma obra tão aclamada quanto Evangelion e (re)apresentou a franquia. Mas em Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, podemos dizer que há um grande salto nessa proposta de Rebuild. Pois com uma base já consolidada pelo filme anterior, Hideaki Anno dá o tom que queria e assim faz mudanças mais significativas. E estas levam a trama da obra para caminhos muito interessantes e desafiadores.

Praticamente impecável, Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, é um dos grandes marcos de filmes em anime. Talvez se fosse ter uma “ressalva”, poderíamos citar que faltaram alguns momentos a mais de drama / pessoal acerca das motivações de Asuka. (Claro, na série isso é mostrado com bem mais tempo de tela, mas no longa, poderia ter tido uma cena a mais que estava de bom tamanho).

Se você tinha dúvida se vale ou não a pena ver Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, pode ir sem medo algum. É um filme muito bem estruturado e que sabe muito bem onde quer chegar. Carrega e sintetiza a essência da série, saber ser violento (e até animalesco) em certos momentos, e já em outros beira a poesia existencial. Ou seja, é Evangelion em seu ápice.


E aí meu caro(a) leitor(a) do Meta Galáxia, espero que vocês tenham gostado da resenha. Evangelion: 2.0 – Você (Não) Pode Avançar, é um filmaço. Não tem outro termo, é realmente uma obra-prima. Então, fique ligado aqui no site, pois vão sair as resenhas dos demais filmes da Tetralogia de Hideaki Anno. Até o próximo post e forte abraço!

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