Brinquedo Assassino: A trajetória de Chucky

As duas versões de Chucky, o Brinquedo Assassino

Há décadas atrás, surgiu no cinema mundial um dos personagens mais incônicos do cinema. Um vilão criativo e novo, que segue até hoje tendo seu filmes lançados, através de reboots e continuações. Causando terror em diversas famílias e estragando algumas infâncias, o Brinquedo Assassino, ou só Chucky, continua vivo. Afinal, ele sempre volta e sempre voltará.

Nome do filmeData
Brinquedo Assassino1988
Brinquedo Assassino 21990
Brinquedo Assassino 31991
A Noiva de Chucky1999
O Filho de Chucky2004
A Maldição de Chucky2013
O Culto de Chucky2017
Brinquedo Assassino (reboot)2019
Lista de filmes do Brinquedo Assassino até hoje

História

O assassino Charles Lee Ray é perseguido pela policia. Durante a perseguição, leva um tiro e antes de falecer, coloca sua alma no corpo de um boneco Good Guy. Agora, preso no corpo do objeto, Chucky, como é conhecido, precisa passar sua alma de volta para um corpo humano e seu principal alvo é o pequeno Andy Barclay.

Problemas no terceiro filme

Ao longo dos dois primeiros filmes, Andy Barclay é o protagonista, tendo o boneco como seu perseguidor. Porém, a partir do terceiro longa, Chucky assume o protagonismo da franquia e Andy se torna coadjuvante já no terceiro longa, último em que é perseguido pelo boneco. Esse fenômeno ocorre graças a pressa da produtora em lançar o terceiro filme, que sai apenas um ano após o segundo, cansando um pouco a imagem da franquia e causando sérias incoerências de roteiro para que se tivesse história para contar.

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A mudança de tom

Após os problemas ao fim da trilogia original, Don Mancini deixou Chucky descansar e reinventou o personagem com o lançamento de A noiva de Chucky. Abandonando de vez o terror, o criador do personagem decidiu dar uma nova roupagem e um estilo diferente para o filme, além de trazer, como diz no título, uma companhia extremamente bem vinda ao boneco. Individualmente, o filme teria sido uma bem vinda e justificável continuação, apesar das incoerências da franquia, mas em pról de uma possível continuação, o final trouxe uma cena extremamente bizarra e que estraga a proposta.

O estrago feito

Não satisfeito com o final do ruim do “primeiro longa”, Mancini entrega de vez a franquia à bizarrice com o filho do Chucky, que é facilmente o pior filme de todos. A crítica fraca e o pedido pelo retorno as raízes, fizeram com que o personagem fosse novamente deixado em paz, para que decidissem o que fazer.

O retorno às raízes

Abandonando o protagonismo de Chucky e até apresentando o personagem para uma nova geração, A Maldição de Chucky trouxe o clima de suspense e terror de volta. Sem praticamente vermos o personagem em ação e acompanhando tudo do ponto de vista da protagonista, ao invés do boneco, a franquia ganha um ar. O roteiro, trazendo novidades e um novo objetivo além de simplesmente sair do corpo do boneco, com desenvolvimento nunca visto antes do vilão.

Infelizmente, assim como em “A Noiva de Chucky” a coisa tinha funcionado e poderia ter sido deixado como tava. A maldição de Chucky podia ter sido o fim da nova temática, mas Mancini insistiu e se entregou de novo ao bizarro. Com O Culto de Chucky, entregou um filme fraco e sem qualquer razão de existir, neste, que é, até o momento, o último filme da franquia original, que promete continuar. Resta saber como.

O reinicio

Com o criador e demais produtores originais de fora, a franquia retornou aos cinemas através de um reboot, que não se limitou somente a atualizar o personagem de Chucky, mas todos os elementos da franquia. Abandonando o vodoo, Chucky agora é resultado de um programador frustado e maltratado, que após desconfigurar todos os protocolos de segurança do boneco, se suicida.

Com isso, o Brinquedo Assassino agora é um robô sem protocolos de segurança e possui uma aparência mais perturbadora. Além disso, ele é de uma empresa que possuí outros diversos eletrônicos e serve como um computador central que controla todos os demais eletrônicos, aumentando em muito o poder e possibilidades do boneco. Diversos elementos são parecidos com o original, mas a personalidade de Chucky é a principal mudança, o que justifica a existência do reboot por trazer uma nova visão da mesma história.

Diferente, porém parecido em diversos elementos, o filme também trás seus defeitos ao tentar revisitar o passado e seus méritos ao atualizar o personagem, sendo tão bom quanto o primeiro longa.

O futuro

Com o fim do remake, a franquia reboot deu a entender que teríamos uma continuação. O próprio novo dublador do personagem, Mark Hammil, disse que voltaria a dublar Chucky. Ainda sem informações, tudo dá a entender que teremos novidades em breve.

Na franquia original, Mancini disse que tinha muitas ideias ainda para novos filmes e mesmo lançando somente em DVD/BlueRay, devemos ter continuações ainda. Além disto, foi prometido uma série de TV sobre a franquia encomendada pela Syfy, pouco foi revelado, então não se sabe se a série seria a continuação direta dos filmes ou uma terceira abordagem.

Wesley Medeiros
Trabalho na área de TI. Escritor nas horas vagas. Eterno estudante!

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