Modern Family: Vale a Pena Assistir a Série?

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Ficha da série
Nome: Modern FamilyAno: 2009
Duração: 11 Temporadas Criador: Christopher Lloyd
Emissora Original: ABCGênero: Comédia, Sitcon, pseudodocumentário.
Onde assistir?
Globoplay
Amazon Prime
Netflix

A dinâmica familiar é uma das coisas mais relevantes no desenvolvimento do ser humano. Você pode ser criado pela sua mãe somente, pelo seu pai, pelos dois, por dois pais, duas mães, ou pelos avós – meu caso. Tal criação, ainda tem como ser agregado pela família que o cerca. A família costuma se reunir nos feriados? Dindos costumam ficar ao seu redor? Tudo compõe sua personalidade. Modern Family é sobre a dinâmica da família Pritchett e suas peculiaridades. Mas, antes de qualquer coisa, devemos chegar a uma conclusão do que é uma família moderna.

Nem tão moderna mais…

O conceito da série se baseia em um casal gay criando uma criança vietnamita – adotada, obvio – além do patriarca da família casando com uma latina muito mais nova. A terceira família, de Claire, é a clássica família americana clichê. Logo no primeiro episódio, fica clara a intenção do nome do seriado. Porém, a série possui 11 temporadas e ao longo do tempo o conceito de ‘moderno’, naturalmente, foi se atualizando. Assim, há de saber-se que a série pode não ser tão moderna assim aos seus olhos. Pode ser que aos olhos americanos, por exemplo, o casamento entre o patriarca Jay e a colombiana Glória ainda seja mal vista, mas com certeza é muito mais comum do que era no início da série. O casa gay, ainda assim, possuí bastante relevância ainda hoje, principalmente pela questão da adoção.

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A história

A história conta o dia a dia da família Pritchett a partir de três membros. Temos Jay, um homem bem sucedido, dono do seu próprio negócio e de idade mais avançada. Ele é recém casado com glória, uma mulher muito mais nova e que veio da Colômbia, junto com seu filho, Many. Jay possuí dois filhos, Claire, casada com Phill e que possuí três filhos e Mitchell, que é casado com Cam e adotou a pequena Lily. Num geral, por tratar-se de uma sitcon, Modern Family não possui muita história. No entanto, já que possuí um elenco principal grande, a dinâmica entre eles é o suficiente para gerar uma grande quantidade de histórias.

O humor da série se dá pelas diferenças entre as novas pessoas da famíia e suas características únicas. Naturalmente, do jeito delicado que uma sitcon exige, Modern Family aborda os preconceitos enfrentados por cada família e o problema de relação entre as famílias tradicionais e modernas. Outro atrativo, é podermos observar o crescimento das crianças. Temos cinco jovens no elenco, que vão crescendo, passando de crianças inocentes, a adolescentes chatos, para então chegar na faculdade e enfim a vida adulta. Observamos casa um deles passar por tais fases e como lidam com elas, de acordo com suas individualidades. Destaque para Lily, que vemos crescer desde seu primeiro ano.

Por serem muitos personagens, diferente do que fiz nos textos sobre outras séries, não falarei sobre cada um, mas sim sobre cada família.

Jay, Glória e Many

Jay (Ed O’Neill) é o mais velho da família. Por ai, você já imagina que ele é, também, o mais ‘tradicional’ que temos na série. O personagem é o contraponto para diversos assuntos, e gera muitas discussões relevantes, tanto do ponto de vista de seu filho gay, quanto de sua própria criação. É exposto, ao longo das temporadas, a criação que Jay teve e a forma com que ela contrasta com o mundo moderno. A série aborda muito seus conflitos, evoluindo o personagem sem perder sua essência.

Glória Delgado (Sophia Vergara) é uma colombiana que foi para os EUA junto com seu filho Manuel Delgado (Rico Rodriguez). A mulher viveu na vida todos os problemas que um estrangeiro passa ao entrar no pais e vemos várias passagens sobre isso na história. A personagem é a típica latina gostosa e durante muito tempo se limita a isso – um defeito da série que, como eu disse, foi se atualizando. Já seu filho, Many, é um garoto doce e romântico, mimado e superprotegido por Glória. As característica de Many, naturalmente, se tornam um problema no dia a dia do personagem conforma ele entra na adolescência e geram muitos questionamentos do conservador padrasto.

Mitchell, Cam e Lily

Mitchell (Jesse Tyler Ferguson) é o filho mais novo de Jay, é advogado e… gay. Baseado no que contei de Jay, é de esperar que a criação de Mitchell não tenha sido das mais fáceis, não é? O personagem possuí muitos complexos, assim como seu pai e irmã. Neste caso, é muito mais difícil definir o personagem e suas características. Deixarei para quando você decidir assistir.

Já Cameron (Eric Stonestreet), é o estereótipo do gay padrão. Extremamente afeminado, ele também é do interior, então possuí diversas características comuns a este tipo de personagem – lembrando um pouco Dwight, de The Office. Dá pra ter uma boa noção do personagem com esta definição, já que, provavelmente, se trata do maior estereótipo da série, tanto da pessoa do interior, como do gay afeminado em um só.

Não mencionarei Lily, afinal a personagem só começa a ter personalidade após algumas temporadas, então não tem muito o que falar. Resumidamente, é o foco da vida de Mitchell e Cam, que estão aprendendo a ser pais, ainda que a série aborde poucas vezes o preconceito por eles criarem uma criança.

Claire, Phil, Haley, Alex e Luke

Por último, o terceiro Pritchett que une a grande família, é Claire Dunphy (Julie Bowen), filha mais velha de Jay. Se você gosta de um protagonista definido, provavelmente se trata dela e de sua família. A personagem não foge muito da dona de casa moderna (há mais de 10 anos atrás, claro) e lida com problemas cotidianos de uma. Filhos rebeldes em crescimento e um marido que ajuda pouco, esta dinâmica escancara os problemas modernos das famílias tradicionais. Sempre extremamente sobrecarregada, Claire pode soar um pouco antipática, ainda mais em uma série de comédia.

Claire é casada com Phil Dunphy (Ty Burrell), um personagem bastante infantilizado, o nerd apaixonado por mágica e que ta sempre de bem com a vida. A personalidade de Phil vem muito de seu pai e é, provavelmente, o personagem favorito da maioria dos fãs da série. Phil é divertido, inocente e tenta sempre ser melhor. O personagem envolve, assim como Claire, problemas moderno do pai tradicional, tanto na criação de seus filhos quanto na dinâmica com sua esposa.

Por fim, temos o trio de filhos do casal. Os três completam a família tradicional da série, com o garotinho burro; a filha do meio certinha e nerd; e a mais velha rebelde e rabugenta que não larga o celular. Com exceção de Luke, o mais novo, as duas filhas do casal são as personagens mais problemáticas da série. Extremamente mal desenvolvidas e subaproveitadas em diversos momentos. Luke ganha um desenvolvimento muito mais próprio, ainda que também tenha pouco tempo de tela. Falarei mais disso a seguir, na minha avaliação sobre a série.

Uma rápida análise

Se você já se interessou por Modern Family, talvez não queira ler o que escreverei a seguir, mas, se quiser algo mais, vem comigo.

Modern Family começa com uma premissa extremamente interessante, nos prendendo logo no primeiro episódio. Aquela família, cheia de individualidades, gera curiosidade e empatia. Com o passar do tempo, no entanto, nos acostumamos e cada vez mais vamos nos apegando, sentindo-se quase como parte desta família moderna. Considero a dinâmica entre os personagens como grande ponto positivo. A série aproveita bastante estas variações de possibilidades no início. Mas, automaticamente, passa a exagerar na repetição das dinâmicas que funcionam melhor.

Outra crítica a se fazer, é o subaproveitamento do elenco mirim. Com exceção de Haley – a atriz já era adulta, então da no mesmo – os demais se limitam a suas idas para a faculdade. Nada além disso acontece e muitos ficam vários episódios sem sequer aparecer. Assim, os casais são os únicos a sempre estarem presentes, cansando um pouco suas imagens pelo excesso de exposição. Tal situação seria evitável se o rodízio ocorresse entre eles também e o elenco mirim tivesse mais tempo de tela.

Além disso, por mais incoerente que soe, falta um pouco de ousadia em diversos momentos do seriado. A impressão que fica é de que os produtores ficaram satisfeitos com a ousadia da premissa e se acomodaram nisso. Temos mais seis crianças e nenhuma delas possui nada de ‘moderno’ em sua evolução. Seus relacionamentos, suas vidas, são todos padrões de series americanas. Os personagens não enfrentam nenhuma dificuldade moderna – Alex sofre muita pressão para ser bem sucedida, mas esta questão é mal abordada pelo roteiro.

Em conclusão

Por fim, Modern Family possui uma premissa imediatamente chamativa, que sabe abordar assuntos delicados de maneira bastante leve e sabe se levar a sério quando necessário. Não peca como série de comédia, mas sabe utilizar o drama a seu favor. Erra no mal aproveitamento e pouca diversidade de conteúdo em seu elenco mirim – que já é adulto ao fim da série. Não tenho medo de dizer, no entanto, que tais problemas não estragam a grande experiência que é acompanhar o dia a dia desta família. No fim, você quase se sentirá parte dela!

AH! O fim está longe de ser perfeito, variando pra cada personagem, mas garanto que não estragara em nada a experiência. Já vimos finais piores, não é, GOT e SNK?!

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Espero que tenha trazido informações o suficiente para você decidir se vale ou não acompanhar a série. A decisão, claro é sempre sua, mas se decidir acompanhar, volte aqui aos comentários e diga o que achou!

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