Análise: Mob Psycho 100 I (2016)

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Mob psycho 100 I
Nome: Mob Psycho 100Ano: 2016
Diretor: Yuzuru Tachikawa Criador: One
Estúdio: BonesDuração: 12 Ep (~24 min p/e)
Gênero: Ação, Comédia e Sobrenatural

Sinopse

A história de Mob Psycho 100 aborda Shigeo, um adolescente com podere psíquicos que vive sua vida como estudante e possui sonhos comuns. Tentando melhorar sua personalidade e ganhar confiança, Mob passa por alguns processos como entrar num clube para malhar. Mas sua intenção de não usar seus poderes não funciona quando ele acaba sendo perseguido por pessoas que querem se aproveitar deles.


Mob

Shigeo Kageyama, conhecido por todos como Mob, é um garoto estranho, de vários modos. Tanto por ser um daqueles excluídos típicos de histórias japonesas, como pelos seus poderes que fogem a qualquer nível de comparação. Entretanto ele tenta ser normal sem precisar deles.

Mob Psycho é chamativo, em todos os sentidos. Seus personagens possuem personalidades extravagantes, poderes absurdos. A animação e os efeitos sonoros passam bem essa sensação, algo que provavelmente o autor devia fazer bem com seu mangá. Infelizmente ainda não tive tempo de ler.

Mas, no final das contas o que chama a atenção é a simplicidade, da maneira com que tudo flui, da reação nada filosófica dos personagens a situações cotianas. O que fica até estranha de tanto que estamos acostumados a reflexões sobre tudo em histórias recentes. E ao traço dos personagens, que se diferenciam muito pouco. Igualmente é simples a maneira com que muitas coisas são resolvidas e isso entra como defeito.

Personagens de Mob Psycho 100 I

Mob, como eu mencionei na introdução, é um garoto bem ingenuo. Ainda que confuso com o mundo, é excepcional aos olhos de qualquer um que conheça seus poderes. Todavia não se gaba deles e tenta ser excepcional da sua maneira. A busca de Mob por coisas que parecem comuns a nós no dia a dia é o que carrega a história e as lutas e comédia ajudam a gente a acompanhar essa jornada de Kageyama sem soar algo chato ou cansativo.

Os demais personagens da obra demonstram os sentimentos que Mob não consegue ou não quer expressar e guarda dentro de si. Seu irmão Ritsu, completamente o contrário de Mob, é tudo que ele gostaria de ser, mas não possui poderes, o que leva ele a ser comum aos próprios olhos. Teru, um garoto que possui poderes e se utiliza disso para ser excepcional, se aproveitando das habilidades para levar vantagem contra os outros, assim sendo outro nêmesis do protagonista nesse quesito. E por último Reigen, um charlatão comum que acaba virando mestre de Mob.

Mestre

O comportamento de Reigen, se aproveitando dos poderes de Mob, pode parecer estranho, mas é só mais uma coisa simples que não merece análises filosóficas. Ele é só um cara comum que ganha a vida como pode e encontrou alguém diferente, que confia nele e o pediu ajuda. Mob é mais um serviço de Reigen e o “aproveitamento” dele nada mais é que um pagamento involuntário que Mob faz a seu mestre, que o deu alguém para conversar sobre seus poderes e expor parte dos seus sentimentos, algo que é complicado para o protagonista.

Reigen também acaba mantendo Mob por perto e se aproveita da confiança do garoto para evitar que ele vire uma ameaça para os outros, direcionando seus poderes somente a ajudar pessoas e lutar contra espíritos, é a relação perfeita. A luta final da temporada aborda bem essa questão e a expõe de maneira mais clara, o objetivo de Mob é ser alguém normal e Reigen consegue tirar toda a responsabilidade que o garoto começou a achar que deveria assumir e isso poderia ser um fardo que a personalidade do protagonista poderia não aguentar. Sobretudo Mob tem como objetivo algo que Reigen também tem: se encontrar.

Rival e Irmão

Teru é o exemplo de como Mob seria se utiliza seus poderes para atingir seus objetivos e a quebra de expectativas a todo momento por parte dele demonstra o quanto todo mundo é comum. Mesmo que seja bom em algo, alguém pode ser melhor nisso do que você em algum lugar e toda a sensação de superioridade vira uma gigantesca decepção. Se você se acha superior de alguma maneira e considera aqueles abaixo como lixo, ao ser superado o lixo passa a ser você.

Ritsu é a inspiração de Mob, que não contente com todas as habilidades que possui, ainda tem inveja dos poderes do irmão, que tem inveja de suas habilidades sociais. A abordagem de Ritsu perde um pouco o foco quando ele vira um Teru 2.0 e passa pelo mesmo processo. Igualmente sofrendo menos consequências, o que torna questionável a utilidade do personagem nessa primeira temporada (além dele servir como gancho para o enfrentamento com a garra, que já seria suficiente só pela aparência igual a de Mob).

Inimigos

Os vilões sofrem com o tempo pequeno em tela e possuem resumos básicos sobre seus poderes, sofrendo também o processo de serem subjugados e verem o quanto são comuns comparados ao protagonista. Sendo assim essa claramente é a temática da temporada e soa um pouco repetitiva e explica a correria com a história, o que disfarça um pouco essa repetição.

A seita religiosa é a prova de que no final das contas a busca mesmo é pela felicidade e as vezes pensar ser alguém especial é a maneira que alguns encontram de se enganarem e ser felizes. Enquanto que aqueles que buscam algo a mais pra se sentir completo ou simplesmente não possuem alguma habilidade acabam sofrendo por esses sentimentos de angústia. Se tornando frágeis ao não se apoiarem em coisas banais. A seita de Covinhas é a prova que nem nessa questão Mob é especial.

O humor chama a atenção e salva muitos momentos que acabam falhando em ser sérios ou passar o peso que deveriam. Preenchendo o espaço da falta de tempo que a história recebe para ser desenvolvida, precisando de mais uns 3 episódios para que fosse bem fechada. E isso não é pelo inicio com ar de histórias semanais. Isso é comum em apresentação de animes, mas pelas ponto que o enredo iniciou em alguns momentos e abandonou.

Inegavelmente, nenhum defeito tira o aproveitamento de Mob Psycho 100 I, que vale muito a pena e da para aproveitar bem uma maratona destes 12 episódios. Sem cansar e assistindo ainda a abertura, que é um show à parte.

Indo assistir a segunda temporada? Temos critica dela também. Basta clicar aqui!

ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Animação
Roteiro
Dublagem
Direção
Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!

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