Análise: Mob Psycho 100 II (2019)

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Print da abertura de Mob Psycho II
Ficha Técnica
Nome: Mob Psycho 100 IIAno: 2019
Diretor: Yuzuru TachikawaCriador: One
Estúdio: BonesDuração: 13 episódios (~22 minutos cada)
Gênero: Ação, comédia, Shounen.

O final da primeira temporada deixava bem claro até onde a história iria, com o QG da garra provavelmente sendo a última ameaça a Mob. Entretanto, logo no inicio, ficamos um bom tempo sem qualquer menção e relação a um inimigo para a temporada. O tempo é gasto então no desenvolvimento dos personagens, em episódio dinâmicos e bem escritos dando espaço suficiente para a abordagem da garra nos episódios finais. Este que, inegavelmente, possuem um dinamismo ainda mais incrível e entregam tudo que faltou de luta ao longo da temporada. Sem esquecer, claro, dos ótimos diálogos, principalmente envolvendo o protagonista.

Mob Psycho 100 II

A estrutura, segue a da primeira temporada, com desenvolvimento dos outros em paralelo ao de Mob. Porém, arriscando um pouco mais, a história entra em planos mais sérios, abordando definitivamente a evolução de Mob, que não caberia mais ignorar certas coisas e é ai que entra Reigen. O mestre de Shigeo é, talvez, o personagem mais complexo da obra, ou o mais realista. Ele mente, ele falha, ele acerta e faz tudo ao mesmo tempo ou em ordens diferentes. É mais interessante ainda a não necessidade do roteiro de “corrigir” o personagem e como a resposta de Mob é importante para notarmos como Reigen é crível.

Ademais, a motivação do vilão final também é bem aceitável, um clichê daqueles que não soam preguiçosos. Os Super cinco são interessantes em suas habilidades e rendem ótimas lutas – extremamente bem coreografadas e animadas. – enquanto o chefe da Garra rende bons diálogos com Shigeo. Como qualquer bom vilão, ele é o contraponto perfeito do protagonista. Iguais na essência, mas que seguiram caminhos diferentes, é como ver o outro caminho que Mob poderia ter seguido. Este caminho alternativo, aliás, é abordado também no episódio de Mogami, um paranormal que se deixou levar pela maldade do mundo, enquanto que o chefe da Garra se deixou levar pelos seus poderes.

Clichê ou não, ambas abordagens são necessárias para a conclusão do anime, que nunca foi sobre derrotar o mais poderosos dos inimigos. E sim, acima de tudo, sobre a evolução e amadurecimento de Mob. E desde a primeira temporada isso é feito de maneira natural e constante – ainda que as vezes o texto exponha isso desnecessariamente.

Animação

A animação segue bela, como era na temporada anterior, sendo bem mais exigida em diversos momentos – até pelas habilidades mais especificas dos Super 5. – e entregando um trabalho finalizado. Lutas ótimas visualmente não são boas sem uma boa trilha sonora e, por mais que soe repetitivo, assim como na primeira, esta acerta e muito. A intercalação dos diálogos e porradaria durante as lutas, de maneira que elas não soem cansativas ou mesmo que quebre o fluxo, é perfeita.

Não podia deixar de falar sobre a abertura, que ganhou o prêmio de melhor abertura de 2019 e com razão: expõe sobre tudo que é o anime, extravagante e simples ao mesmo tempo e a letra deixa claro. Não é só um Shonen, é a história de um garoto triste querendo ser especial da sua maneira.

Conclusão

Sabendo repetir bem todos os elementos e com melhores personagens do que a já ótima primeira temporada para trabalhar, Mob Psycho 100 II encerra incrivelmente bem a história de Shigeo, Reigen e Covinhas. É provável que seguirão com suas aventuras e possíveis romances. Decerto, ótima escolha não encerrar esta questão, afinal ele é só um adolescente e seria desnecessário encerrar sua história com um romance, belo acerto do autor.

Mob está feliz, bem acompanhado e enquanto seguir assim, o mundo estará a salvo.

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