Arco Davy Back Fight – One Piece | Análise

O arco do lendário Afro Luffy

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One Piece é uma das obras mais bem sucedidas do mundo. Não é fácil construir um público e mantê-lo ativamente durante décadas, enquanto conquista novos fãs. Dragon Ball, Star Wars e algumas franquias de games são alguns exemplos deste sucesso. Porém, nada é unanimidade no mundo e nem mesmo dentro destas franquias. Em Star Wars, por exemplo, há a eterna briga sobre a Trilogia Prequel, há quem ame e há quem odeie. Em One Piece, há um alvo de amor de ódio também e ele possuí nome: Davy Back Fight!

Davy Back Fight e o lendário Afro Luffy

Em contrapartida ao o ódio do pessoal pelo arco, há seus méritos nele. Para começar, a ideia de um jogo pirata valoriza uma coisa que ironicamente estava sendo deixada meio de lado que é exatamente a pirataria. Assim como o fim de Skypea valorizava um pouco esse lado com Luffy fugindo com o ouro da ilha – ainda que não fosse necessário fugir. Oda parece ter tentado resgatar esse lado de sua obra e funcionou muito bem. Outro detalhe é que o arco Davy Back Fight é hilário e suas piadas são bem boladas e aplicadas, com um ótimo timing vindo tanto dos inimigos quanto dos protagonistas. O anime sofre um pouco com esse lado do humor devido a extensão do arco em comparação com o manga, que é bem menor, não dando tempo de as piadas cansarem.

A diferença entre os dois, é, aliás, a grande motivação do ódio pelo arco. Garanto que quem somente leu o mangá passou pelo Arco Davy Back Fight como mais um arco e rapidamente voltou a sensação de continuidade com a aparição de Aokiji. Porém, no anime, há um esticamento das disputas com dois rounds a mais e uma aposta entre Nami e Foxy. Agora, alie um arco despretensioso a fillers em sequência e uma sensação de inércia que já vinha desde o início de Skypea. Pronto, ódio explicado. Desde de Alabasta, onde Luffy enfrentou um Shichibukai e havia toda a novidade da Grand Line, é como se o bando estivesse andando para os lados e criar um arco irrelevante não ajuda em nada.

Em Conclusão

Como arco em si a disputa com Foxy tem a diversão e momentos interessantes, mas peca na sua contextualização. O impacto no anime é muito maior e cada episódio se torna desgastante ao extremo. Para piorar, há um Foxy muito menos divertido e mais charlatão no anime, o que não permite nem mesmo algum simpatia pelo personagem. Fica clara a homenagem de Oda a Dick Vigarista e ficou bem feita, até nostálgica, além da ótima homenagem a lutas – e lutadores – de boxy com a batalha final.

Não há como ignorar, no entanto, a falta de sensibilidade em localizar o arco em um momento diferente, talvez ainda no East Blue, ou logo na saída de Alabasta. Como todos os arcos fazem parte da obra como um todo, o contexto é relevante e pesa negativamente. Salvo um pouco no mangá pela utilização de Aokiji que prepara o terreno para o que viria a ocorrer em Water Seven.

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