Demon Slayer – Mugen Train, é bom!, mas não é tudo isso.

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Demon Slayer- Mugen train

E ae galera, já estava com uma imensa saudade de escrever nesse meu espaço nessa galáxia, e para voltar com tudo como sugere o título do post, e a imagem que precede esse paragrafo, eu vou analisar o filme Demon slayer: Mugen train, vale sempre a pena lembrar que para quem é muito fã de Demon Slayer, ou Kimetsu no Yaiba como queira chamar, temos muito conteúdo a respeito da franquia aqui no meta.
Primeiro eu gostaria de enfatizar que eu não conhecia o arco pelo mangá, aliás eu acompanho Demon Slayer, somente pela animação, porque mangá no Brasil tá caro (rs), então eu não posso traçar um comparativo entre as mídias, principalmente no ponto que mais me incomodou no filme, o ritmo que as coisas acontecem, que eu realmente espero que no mangá seja melhor, e que eu tenho certeza que em uma temporada completa ou 12-15 episódios de uma temporada teriam feito ‘mais sentido’ para mim, mas se nos deram o filme vamos a análise deste filme.

Aviso: O filme se encontra nos cinemas de todo o país, porém devido a pandemia do Covid-19, EU assisti por meios alternativos!
Defenda o mercado oficial, mas preze também pela vida!

SPOILERS A PARTIR DAQUI!!!!!

Demon Slayer- Mugen train: 1° ato

Demon slayer- Mugen train dream

Bom eu separo esse filme por atos, porque claramente é assim que ele se distribui, e nesse 1°ato que eu vou chamar aqui de ‘o mundo dos sonhos’ é onde temos uma muito, muito leve recapitulação do que falam lá no último episódio da primeira sobre a nova missão do quarteto de ‘protagonistas’ que são enviados a ajudar Kyojuro Rengoku, o Hashira do fogo, em uma missão em que pessoas estão desaparecendo aos montes em um misterioso trem. Pronto essa é a premissa inicial do filme, que para quem também se lembra o vilão é o desesperado Enmu, a 1° lua menor dos onis de Muzan, que até tem um plano muito legal que leva nossos caçadores ao mundo dos sonhos para que ficassem presos e eventualmente assassinados pelos enviados de Enmu.

Como eu quero maneirar no spoiler, o 1° ato é para mim importante para definir o que ia ser o grande problema do filme até o fim, o ritmo do filme de Demon Slayer, diferentemente da série, ele é estranho, e nessa primeira parte em que cada um dos 4 humanos ( desculpa Nezuko) está preso em seu sonho, ou pesadelo individual, é que o diretor do filme junto com o roteirista parece lembrar que eles só tem duas horas, para contar tanto uma história que tem que ser ‘fechada’, porque já que está no cinema, alguém que não conhece Demon Slayer pode ter se interessado pelo pôster na parede e foi dar uma olhada, e tem que ser uma continuação da 1°temporada com um gancho para uma segunda para quem é fã da obra; E ai eles se perdem um pouco, com o Tanjiro tendo uma belo sonho do que poderia ter sido sua vida ao lado de sua família, entre outras coisas, e Rengoku o ‘protagonista’ do filme ou seja da história nessa parte, tendo sua origem contada pelo seu sonho, que essas são bem contadas, junto também com o vilão agindo no plano de fundo para mata-los diretamente no mundo dos sonhos, e ai temos Inosuke ( que iria inexplicavelmente brilhar mais para frente) e Zenitsu, (que sinceramente poderia ter ficado fora do filme.) terem tidos seus sonhos contados em sei lá 2 minutos tudo sem pé nem cabeça, só para falar que eles também estão lá.
Sobrando também tempo para o momento da Nezuko que dá a sempre bem vinda ajuda ao Tanjiro para que escapasse do mundo dos sonhos, e pudesse enfim enfrentar Enmu.

Demon Slayer- Mugen train: 2° ato

Demon slayer- Mugen train no trem

O 2° e mais curto ato do filme, porque quando você vê a primeira hora já se foi no mundo dos sonhos, é a batalha entre Tnajiro vs Enmu, e a batalha da ‘party’ contra o ‘trem’ ( claro se você viu o filme, você esta entendendo isso), mas o que esses 15-20 minutos querem realmente mostrar na minha opinião é a clara diferença de poder entre um Hashira, no caso aqui o Rengoku para os nossos protagonistas, não só em questão de força, como em experiência em situações de crise, combate etc, a uma certa passagem que deixa claro que os Hashiras estão simplesmente em outro nível, do que a obra havia mostrado até agora, e ainda iria deixar completamente claro mais para frente.

O momento Inosuke

Demon slayer- Mugen train Inosuke

Acho que a parte que eu menos esperava no filme e por isso foi legal, é o absoluto protagonismo, ou um belo braço direito, que Inosuke ofereçe a Tanjiro na ‘batalha final’ do filme, o seu lado fera, simplesmente aflora e casa muito bem tanto com o poder do vilão de hipnose, quanto com o jeito analítico com o que Tanjiro leva as suas lutas, Inosuke, foi puro instinto o tempo o todo, e pela primeira vez em toda a minha experiência com Demon Slayer, tanto no geral como em Demon Slayer- Mugen train, ele não foi forçado, foi útil, foi estratégico, e foi pelo menos para mim, completamente inesperado, por mais momentos assim para o garoto Javali!.

Demon Slayer- Mugen train: 3° ato

Demon slayer Upper 3

E é na última meia hora mais ou menos, que Demon Slayer- Mugen train, entrega algo que é muito importante quando você fala em cinema, é na realmente batalha final do filme, que ele entrega o momento cinematográfico, aquele que você precisa ver naquela tela grande, com aquele som imersivo, e etc, e quando eu estava vendo Rengoku lutar contra Akaza a 3° lua de nível superior, ou seja um dos mais fortes seguidores de Muzan, foi que eu pensei ‘ ISSO SIM É DIGNO DE CINEMA’ com a empolgação que o caps sugere, e é também durante essa luta que eu percebi, que talvez você percebeu, mas que com certeza, Tanjiro e Inosuke ( esfacelados pela luta com o Enmu) perceberam, que as luas superiores e os harisha, e portanto a ‘luta’ a partir daquele ponto está em um nível completamente diferente do que eles eram capaz de imaginar, ou de até assistir, ( algo que DBZ fez bem quando introduziu os Sayajins, e CDZ mal com os cavaleiros de ouro), essa parte na trama é útil, não só bonita, como é quase tudo nessa franquia no que diz respeito a animação, ela eleva o nível das batalhas, e como em um bom shonen vai fazer os nossos heróis terem que se superar, ainda mais em relação a perda….

Kyojuru Rengoku- Hashira das chamas

hashira

Ah foi maravilhoso como eu disse ai encima, essa última parte do filme. a única ‘pena’ é que Rengoku é utilizado aqui para elevar a trama, como personagem no que diz respeito as mídias animadas se viu muito pouco dele (até aqui?), então é ele aquele cara ‘simples’ ele é o forte que defende o fraco, ele é herói que derrota o vilão, e ele é o pilar no qual a próxima geração deverá se apoiar para crescer, tudo que já vimos nos shones muitas vezes antes, mas que se encaixou muito bem aqui, porque um filme no cinema é um ‘evento’ e a passagem de Rengoku nesse filme, nos dois sentidos, é tão forte para a sequência de Demom Slayer, como quando em salas cheias em cinemas pelo mundo, nos vimos a queda do homem de ferro ou enfim o capitão américa convocar os vingadores, carrega peso para o futuro dos heróis da próxima geração, na questão da continuidade da história, e marca a experiência de quem assistiu, isso carrega um peso que no caso do Rengoku um simples episódio ou conjunto deles não teria tido o mesmo efeito.

Para finalizar sucinto; Demon Slayer- Mugen train, poderia ter sido uma temporada, uma série de OVAS, mas optou pelo formato do cinema para adaptar um arco sequencial da história, teve nisso pontos fracos e fortes, como uma correria desenfreada no roteiro, que não é ruim em Demon slayer, mas é normal, nada mais a menos, mas entregou um ápice digno de cinema, e deixou o obrigatório gancho para segunda temporada.
Na questão gráfica Demon Slayer segue lindo, talvez menos no CG da parte do trem, e muito mais nos confrontos mano a mano que o filme apresenta; teve personagens subaproveitados ( e ai Zenitsu), mas teve surpresas ( opa Inosuke).
Mas no fim o filme me fez continuar o sentimento que eu tenho pela série, eu sei que eu vou gostar do que fim por ai na história de Demon Slayer como um todo, mas essa obra ainda não é o que vai redefinir o gênero dos shonens de combate como já disseram as ‘más línguas’.

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