Guerra de Marineford – A Reunião dos Melhores (One Piece) | Análise

Luffy na Guerra de Marineford

Se separarmos One Piece em Atos, teremos o arco de Loguetown como uma espécie de clímax do primeiro ato. Assim sendo, o segundo ato dividido em dois – representado pela Grand Line, também dividida em duas -, o clímax da primeira parte do segundo ato seria Marineford. Simbolizando bem tudo que foi construído antes e fazendo um esforço danado pra deixar bem claro a mudança de Era, A grande e amada Guerra de Marineford é boa, mas não é tudo isso.

O Lendário Barba Branca

Sem duvidas, começando pelas qualidades, Marineford trás como seu ponto alto Barba Branca. O personagem, por si só, apesar de ter aparecido pouco antes, rouba toda a cena. Fica claro que Oda tentou tratar de demonstrar sua grandeza e importância, para que sua morte fosse capaz de trazer o impacto que autor gostaria de mostrar. Oda foi eficiente em sua tentativa e somos capazes de entender não só o poder, mas a importância do homem mais forte do mundo.


Sinto, porém, que Oda não foi capaz de fazer o mesmo com seu bando. É natural que um bom líder sai na linha de frente e tendo poder pra isso, Barba Branca fica parado por muito tempo. Com isso, temos a oportunidade de assistir seu bando abrindo caminho, mas o que vemos é uma luta quase unilateral, com os piratas do Barba Branca, que deveríamos ver a ofensiva, se defendendo da Marinha. Assim, Marco e cia brilham menos do que poderiam, igualmente como os Shichibukais.

Com isso, a guerra em si, se tratando de personagens, soa como uma grande demonstração de potencial, mas que não se concretiza em momento algum. Não soa como uma verdadeira guerra, onde naturalmente todos iriam com tudo. É obvio que isso seria um grande problema pro Oda administrar, mas é um risco que se corre ao criar uma guerra no meio da história.

Bem estruturado

Luffy e seus amigos entram na Guerra de Marineford

Apesar do seu problema em relação ao comportamento “estranho” dos personagens, a Guerra de Marineford é muito bem escrita. Como eu disse no início, Oda trabalha bem o tempo de tela do Barba Branca. Além disso, temos transições ótimas entre os personagens mais relevantes, ainda que eles em momento algum, na maioria do tempo, façam algo relevante, sumindo de cena sem maiores explicações de repente. É um misto de qualidade e defeito que ocorre durante toda a guerra e resta aceitar.

Em questão de arte, Oda consegue trabalhar melhor o cenário caótico que cria do que em Impel Down, por exemplo. Isso ocorre principalmente pela melhor contextualização, mas também por usar rostos conhecidos, que além de trazer mais importância para os momentos que vemos, chamando mais nossa atenção, ainda contando com mudanças relevantes no cenário da Guerra. Esse jogo de xadrez, apesar de não tão complexo como uma guerra curta e direta assim poderia trazer, é bem feito e fácil de entender.

Conclusão Sobre a Guerra de Marineford

Em suma, a Guerra trabalha grandemente seu protagonista, Barba Branca. Porém, de forma semelhante a Magellan em Impel Down, temos a impressão de que só um é capaz de lidar com tudo sozinho e deixa o estrago ser feito com decisões duvidosas. Oda constrói bem o clima da guerra, mas não é capaz de fazer parecer uma. No geral, vemos uma reunião de grandes personagens que não podem demonstrar todo seu potencial porque ainda não chegou a hora.

Do ponto de vista de reviravoltas, é um arco e tanto. Temos uma grande gama de situações, ainda que certas conveniências possam incomodar. A guerra dos melhores cumpre seu pape de dar um gostinho do que o universo de One Piece é capaz de oferecer. Mas, na hora de temperar, alguém espremeu o limão demais, e o gostinho amargo não passou despercebido.

ANÁLISE CRÍTICA - NOTA
Nota do Arco
8.5
Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!
guerra-de-marineford-one-piece-analise Se separarmos One Piece em Atos, teremos o arco de Loguetown como uma espécie de clímax do primeiro ato. Assim sendo, o segundo ato dividido em dois - representado pela Grand Line, também dividida em duas -, o clímax da primeira parte do segundo...

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