One Piece Episódio 1000 – Uma homenagem ao bando | Análise

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Muita expectativa foi criada em cima de One Piece episódio 1000. Porém, diferentemente do que ocorreu no mangá, o anime estava mais limitado no que poderia fazer, pois deveria seguir o mangá e, portanto, escolher um momento para tornar grande neste episódio. O “evento” escolhido foi a reunião do bando antes do início das batalhas finais, que foi um grande momento no mangá.

Enquanto Oda tinha liberdade para escolher o que fazer em seu capítulo 1000, o anime reciclou este momento e tentou tornar em algo grandioso. Confesso, já adiantando minha posição, que não achei nada muito espetacular, mas as opções eram bem limitadas. Além disso, para prestar tal homenagem, o anime enrolou bastante nos últimos episódios. Há, inclusive, incoerências gritantes no comportamento dos personagens de maneira a enrolar para que a reunião ocorresse neste episódio. Enfim, o roteiro foi bastante sacrificado, assim como o ritmo do anime para este evento.

Muita nostalgia, mas muita enrolação.

Admito que o episódio começou da maneira mais perfeita que poderia. Tocar a introdução original, com a abertura original “We Are!” a essa altura do campeonato e atualizar as imagens, foi uma jogada simples, mas eficiente. Tal escolha deixou bem claro desde o início que, diferente do mangá em que o capítulo mil é uma homenagem a Luffy – que deve ocorrer no anime também -, aqui a homenagem seria ao bando.

Sobre a atualização da abertura, não gostei muito da escolha de alguns personagens que aparecem, acho que faltou ou aumentá-la e adicionar mais gente, ou focar em quem está em Wano. A escolha das imagens deixou a impressão de que tinha gente faltando nela. Mas, quando se propôs a homenagear a original, dentro do possível, mandou bem. Ainda sobre “We Are!”, já no fim do episódio, ouvimos mais uma vez sua melodia alterada, relembrando outros grandes momentos do anime.

Ainda sobre o mangá mil, ele foi, como homenagem ao seu protagonista, totalmente focado nele. Já no anime, há desvios, enrolações, repetições de propostas. Tal atitude prova o que ficava claro pra quem estava acompanhando os últimos episódios: não dava pra enrolar mais. Tanto não tinha mais o que enrolar, que nem no próprio episódio foi possível criar algo minimamente dinâmico antes de chegar ao momento em que a homenagem aos personagens começa.

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Bonito, mas pouco criativo

Defendo, de novo, que haviam poucas opções para um grande evento em One Piece episódio 1000. Porém, fica a impressão de que havia possibilidade de, dentro da proposta escolhida, fazer algo mais eficiente. O episódio aposta na nostalgia, mas é incapaz de se aprofundar muito nela. Tenta, ainda, trabalhar um entrosamento no bando, mas que tem diálogos tão expositivos e forçados que não causa a sensação desejada.

Enfim, as cenas finais, com a apresentação de cada membro do bando – em uma ordem bizarra e que não segue qualquer lógica -, poderiam ter ocupado mais tempo do episódio, o que aprofundaria a sensação de nostalgia e excluiria muita coisa desnecessária que vemos antes. É a melhor parte do episódio, mas que dura só dez minutos e não justifica toda o prejuízo que o anime sofreu nos seus últimos dez episódios para que ele acontecesse.

Já falando de coisa boa, quando tentou homenagear o que veio antes, o anime mandou bem. Passamos pelos inimigos derrotados por Luffy, vemos Gear Second sendo usado de novo com o Jet Gatling Gun que derrotou Rob Lucci. Só senti falta do Gomu Gomu no Bazooka. Mas nada é perfeito, não é?!

Em Conclusão

Em suma, o episódio mil tentou uma proposta parecida com a do capítulo mil, apostando em uma fórmula simples e que tinha pouca chance de dar errado. Porém, a montagem e a escolha de diálogos e cenas não justificou a grandiosidade do evento. Não havia como ter um acontecimento diferente, mas a maneira como a reunião dos mugiwaras foi abordada é equivocada e ineficiente. Uma animação linda, escolha sonora perfeita e nostalgia, mas inconsistente. Uma pena, pois de hoje em diante, todos que assistirem One Piece sempre chegarão ansiosos neste episódio com alguma expectativa e podem acabar se decepcionando um pouco.

Por fim, o episódio não é tão ruim quanto eu dei a entender. O problema é que, parece um aglomerado de boa intenção, que falha em sua proposta e que talvez gostasse de ser diferente, mas que ficou preso a única possibilidade que tinha. Valeu a nostalgia, todavia é só mais um episódio em que tocou “We Are!”. Poderia mais!

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