WandaVision Eps. 01 e 02 – Primeiras impressões

Irreverente e intrigante, os primeiros episódios de WandaVision certamente vão despertar sua curiosidade

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Título Original: WandaVision
Ano: 2020
Criação: Jac Schaeffer

Após grande alarde nos últimos meses e apresentada como um dos carros-chefe do novo serviço de assinatura Disney+ (ou Disney Plus), WandaVision enfim fez sua estreia na plataforma, com o lançamento de seus dois primeiros episódios nesta última sexta-feira, 15/01. É a primeira produção que integra a chamada fase quatro do MCU.

E o que vimos – tal como prometiam os trailers e teasers exibidos e amplamente divulgados nas redes sociais recentemente – é uma obra bastante intrigante e ainda repleta de dúvidas, mas certamente muito divertida e bastante empolgante.

WandaVision se ambienta – ao menos até aqui – na década de 50 e nos apresenta ao casal Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elisabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) vivendo uma vida comum, como um casal recém-estabelecido que muda-se do grande centro para a pequena cidade de WestView, no subúrbio. Wanda e Visão precisam se adequar à vida mundana, ocultando seus poderes (e a aparência de Visão) para poderem lidar com os vizinhos e o ambiente de trabalho, por exemplo.

A tentativa de vida cotidiana gera situações absurdas e muito engraçadas para os dois personagens – sempre procurando maneiras de ludibrias pessoas como o chefe de Visão, o sr. Heart; a intrometida vizinha Agnes (Kathryn Hahn) e a ardilosa Dottie (Emma Caulfield), que deseja controlar a vizinhança com mão de ferro.

UMA SITCOM?

Sim, é disto que se trata WandaVision – ao menos até este segundo episódio, que já deixa o espectador com algumas pulgas atrás da orelha. Mas uma ótima sitcom, que tem como inspiração algumas obras de grande sucesso dos anos 50 I Love Lucy, da CBS, The Dick Van Dyke Show e Jeanie É Um Gênio – série que inclusive fez muito sucesso no Brasil e ainda é exibida até os dias de hoje pela Rede Brasil.

Tais sitcoms trazem a clássica ambientação da “família Doriana”, a clássica família tradicional composta por um marido trabalhador, uma esposa dona de casa e, eventualmente, seus filhos, em uma vizinhança suburbana, feliz e pacata. Tais inspirações ajudaram a moldar o universo da série que, até onde podemos perceber, parece se tratar de uma realidade moldada por Wanda. Mas o que de fato está acontecendo na série?

Atenção: o texto abaixo pode conter leves spoilers

AS TEORIAS DE WANDAVISION

Os dois primeiros episódios da série – em especial o segundo e a forma como termina – deixam um zilhão de questões sobre não somente o futuro da série, mas do que de fato ela se trata. Lembramos que Visão acabou morto após perder a Pedra da Alma para Thanos – e ressurge aqui em uma espécie de passado feliz com Wanda, aproveitando uma vida corriqueira e humana ao lado de sua amada, como não tiveram a oportunidade de aproveitar durante a Guerra Infinita.

A teoria mais provável é que estamos presenciando uma realidade alternativa proporcionada por Wanda, a Feiticeira Escarlate – uma das mais poderosas mutantes do universo Marvel, e que já se utilizou deste artifício nos quadrinhos em determinadas sagas. Isso explicaria o porquê dos dois estarem mais mundanamente possíveis e felizes como numa ficção típica, e, sobretudo, em outra época.

Outro argumento válido é que, de fato, Wanda e Visão estejam vivenciando outra realidade, mas não necessariamente operada por ela – os dois episódios mostram, em seu desfecho, uma visão externa, como se alguém estivesse observando, talvez do nosso mundo ou do nosso tempo atual, esta realidade aparentemente ficcional. Outra deixa para isso é a aparição de uma figura alheia à realidade no segundo episódio, que inclusive provoca uma reação de espanto imediato à Wanda.

A grande perspectiva é que os próximos episódios revelem mais sobre a verdadeira situação da Feiticeira Escarlate e mesmo de Visão. E, de certo, podemos esperar mais aparições de personagens do MCU.

FIGURINO, AMBIENTAÇÃO E QUÍMICA SE DESTACAM

Se WandaVision ainda tem muito pra contar e talvez não capte o espectador de imediato por esse mesmo ponto, vale ressaltar suas inúmeras qualidades. O formato quadrado de imagem, aliando-se ao preto e branco para dar a sensação de uma atração de fato diretamente dos anos 50; os figurinos, trilhas e efeitos característicos da época – inclusive os trejeitos, expressões e características dos personagens – e claro, a atuação do casal protagonista.

A química entre Wanda e Visão – Elisabeth Olsen e Paul Bettany – é o ponto alto da produção, com os atores extremamente à vontade em seus papéis recheados de química, nos presenteando com um casal adorável. A as sacadas do texto também são ótimas, brincando, em ótimo timing, com os poderes e limitações (especialmente as de Visão como máquina) sendo subterfúgio das recorrentes piadas.

VALE A PENA?

Ainda é muito cedo para dar qualquer veredicto sobre WandaVision, mas certamente vale conferir os dois primeiros episódios, que divertem bastante e, com certeza, acompanhar o que vem por aí. Uma coisa é certa: WandaVision certamente é (ou será) muito mais do que se apresentou até aqui. Voltaremos com os próximos episódios!

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