Zou – One Piece (análise) – O inicio do fim!

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O elefante Zunisha, que carrega em suas costas a ilha de Zou

Primeiramente, é difícil falar sobre Zou por se tratar muito mais de uma transição entre Dressrosa e Whole Cake do que efetivamente um arco fechado. E mais do que isso, ele serve ainda com a fixação de uma ameaça. Kaido, é o alvo após ter atacado a ilha de Zou. A ilha lembra, aliás, lembra Skypiea sobbretudo por suas peculiaridades no povo que viveu isolado do resto do mundo.

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Jack e o poder de um Yonkou

Mas, apesar de ser “transição” e ser um arco consideravelmente pequeno, muita coisa aconteceu na ilha dos Minks. Me ficou a impressão de que talvez o tamanho exagerado de Dressrosa tenha diminuindo o tempo que Oda reservou para a ilha, e que a ameaça de Jack na verdade seria algo maior. Todavia acabou que ela se resumiu a flashbacks, que deixam claro o nível de poder dos Minks e de um comandante de Yonkou, rapidamente nos fazendo ignorar a evolução de Luffy ao derrotar Doflamingo.

Por falar no melhor personagem do anime, o arco conta com sua participação. Doffy estava preso num navio que sofreu uma tentativa de invasão, num ataque suicida de Jack, visto que os membros da tripulação do navio da marinha eram casca-grossa. O que pra mim deixa quase injustificável sua sobrevivência, já que sua fruta é um Zoan terrestre, além de pesado. Ou seja, Jack é quase inútil numa batalha em alto mar.

Zunisha

No fim, Jack sobreviveu, como quase todo mundo na obra (Ace é quase o Tio Ben de One Piece, o único que morre e permanece morto). Ele então retorna para Zou e ai rola a parte mais estranha e legal do arco, a participação do elefante Zunisha. É extremamente interessante a abordagem do elefante sofrer uma punição e ficar por mais de 1000 anos com a ilha nas costas. Não fica claro qual a razão da punição, mas aqui entramos em algo importante e que talvez nos introduza a mais uma fonte de poder do protagonista: o fato de Luffy poder conversar com Zunisha.

 Notando o altíssimo nível de poder destrutivo do animal mesmo com seu milênio de idade, fica claro que a “entidade” que foi capaz de puni-lo era extremamente poderosa. E como tudo aconteceu antes da estabilização do poder do Governo Mundial, Zunisha é nossa primeira dica de como era o mundo antigamente e talvez seus antecedentes poderosos tenham de alguma maneira sido subjugados e estes podem ser os “D.”. Inclusive a capacidade de falar pode indicar que Luffy possa controlar o animal, algo próximo do que Shirahoshi faz com animais aquáticos, habilidade chamada de “voz de todas as coisas”. É legal o fato de Luffy não ser capaz de conversar com eles ainda e sim somente Momonosuke.

Esforço, esforço e…destino?

Um grande erro pra mim em criar um mundo tão vasto, é centralizar todos os poderes e a história no protagonista. Foi um grande erro de Naruto, por exemplo, com aquela história de reencarnação e destino. Já que essas coisas tiram o valor do esforço do personagem que apesar de todo treino, esforço e sofrimento sempre esteve destinado a ser o mais forte por possuir todas as habilidades num corpo só alô Ichigo.

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Fora isso temos também a adição dos Minks e dos moradores de Wano a aliança pirata de Luffy e Law, assim agora são quatro frentes em busca de derrubar Kaido. Não há muito o que falar dessa aliança, tirando as hilárias cenas referentes ao ninja de Wano Nin Nin. O background todo de Momonosuke e seu país serão mais bem desenvolvidos lá para a frente então não vou falar muito sobre isso.

Enfim, um rumo!

Chegamos então a Sanji e seu caso, que a exemplo da questão dos samurais, recebe sua devida atenção posteriormente, sendo aqui só uma introdução. Na verdade é a isso que se refere o Arco de Zou, encerramentos de Dressrosa, introduções a Whole Cake e Wano e a preparação para a guerra.

Aprendemos um pouco mais sobre os Poneglifos aqui, e é de extrema importância para o rumo da história a explicação que recebemos. Finalmente temos alguma noção de como Luffy chegará ao One Piece e a explicação de ninguém ter consigo chegar nele antes. Essa explicação toda serve para dar um caminho para Luffy, e não só literal, mas para a história, já que perde o ar de aleatoriedade de ir de ilha em ilha e ganha ares de objetividade. Em suma, Luffy tem agora uma missão em busca do One Piece e quando a completar chegará no tesouro, é o inicio do fim. Por último, acredito que um destes Poneglifos esteja em poder da marinha, o que pode resultar em guerra.

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