One Piece 1052 – O último Almirante entra em cena | Análise

Semana movimentada para o universo de One Piece. Muitas notícias sobre o live action, One Piece 1052 e também o anúncio do fim do arco de Wano e a viagem de Oda que resultará em um hiato de um mês. Primeiro, vamos falar do capítulo em si, para depois falar um pouco sobre esse hiato. Já a série em si eu não gosto muito de comentar notícias, pois o certo mesmo é analisar a obra pronta, ainda que vez ou outra eu caia nessa “armadilha”.

One Piece 1052 – Nova Manhã

Como é típico de fins de arcos, temos bastante coisa acontecendo no momento. Começando pela conversa dos Gorosei sobre seu exército ser incapaz de invadir Wano. Por mais que o país seja de difícil acesso, me parece que o fato de suas fronteiras estarem fechadas não justifica uma incapacidade de invasão por parte do Governo Mundial. Com isso, fica uma desculpa um pouco rasa o Governo perder a oportunidade de prender Kaidou e Big Mom e assumir o controle do país de Wano, visto que, após uma grande guerra como foi esta, qualquer um sabe que as forças de defesa do país estão fracas.


A seguir, vamos para Drake e Hawkings que, para variar, não falam nada relevante. Podiam morrer os dois, mas pelo jeito não vai ocorrer. Logo em seguida, temos uma fala que precisa ser interpretada corretamente. É dito que o heroísmo de Joyboy é comparável ao de Ryuma, o Deus da Espada. Temos que esclarecer que, isso não significa necessariamente força. O fato do antigo espadachim ter derrotado um dragão e salvado o país séculos atrás, pode significar que ele salvou Wano de sua destruição e libertou seu povo, assim como Luffy fez agora. Desta forma, Joyboy cometeu um ato de heroísmo tão grande quanto o herói histórico do país. É mais uma forma de engrandecer o feito de Luffy do que dizer que Ryuma era tão forte quanto. Pode até ser que seja, mas para isso precisaríamos saber o contexto de sua luta contra o tal dragão.

Ah, e nem preciso dizer que isso não tem nada a ver com a atual força do Zoro, não é? Dizer que Zoro é tão forte quanto Luffy baseado nessa afirmação de que o heroísmo de Joyboy e Ryuma são comparáveis, é de uma forçação de barra absurda.

E, de novo, não deu nada

Por falar em Zoro e Luffy, pulamos sete dias no tempo e os dois estão acordados. Talvez seja culpa minha por ter criado alguma expectativa, mas fico bem decepcionado de não haver nenhuma consequência em relação a luta dos dois. Com isso, todo aquele drama do remédio milagroso realmente foi só conveniência do roteiro. Isso, claro, entra como defeito do arco, pois a falta de consequência aos protagonistas tira toda a sensação de perigo que o autor tenta (e tentará) passar.

Nem tão sortudos assim foram Izou e Ashura. O atirador do falecido Barba Branca até que morreu de forma decente, visto que derrotou um dos CP0 que devem ser fortes, já que não vimos muito deles. Além disso, este me parece o arco perfeito para encerrar a jornada do personagem. Fico curioso quanto ao Marco e seu motivo de ainda estar vivo. Como não teve uma participação direta ao derrotar algum personagem forte, mantê-lo vivo deve significar alguma participação no futuro do anime, talvez até uma aposta de que Luffy será capaz de cumprir a vingança que ele não conseguiu e derrotar o Barba Negra. Pode ser até que isso signifique Marco passeando um pouco com o bando no final do anime ou construindo seu próprio bando a partir de agora.

Porém, apesar da morte destes dois, não significa que morreu gente o suficiente. E isso sequer tem a ver com números e sim com as situações que vimos no manga. Alguns bainhas apanharam tanto, que é inimaginável terem ficado vivo (*cof*cof*Kin’emon*cof*cof*). É chover no molhado? É! Mas uma guerra com cinquenta personagens importante onde morrem dois, é forçar a amizade.

Momonosuke e Yamato

Agora vamos falar de corpos. Primeiro, Momonosuke. Oda tenta enfatizar bem o fato de Momonosuke ter um corpo forte devido a sua linhagem. Com isso, abre margem para uma rápida evolução para que o personagem seja usado em curto prazo em batalha. Além disso, com a chega do Almirante Ryu em Wano, podemos finalmente ver Momo agindo de forma firme e não medrosa encerrando o arco de evolução do personagem em Wano.

Uma pequena Crise de Identidade

Agora a parte chata da coisa: Yamato. Não dá pra fugir da discussão, mas eu disse lá sabe Deus em que capítulo que a Yamato não representa uma personagem trans. Primeiro, ela nunca disse ser um homem, ou querer ser chamada de “ele” ou coisa do tipo. A personagem, na verdade, sempre se declarou “Oden”. Devido a toda essa admiração pelo personagem, ela acaba se denominando como ele e, por ele ser um homem, ela acha que deve agir e ser tratada como um. Se toda essa admiração fosse por causa de uma mulher, Yamato agiria como uma mulher naturalmente. Note que isso é completamente diferente de uma pessoa que se vê como alguém do sexo oposto, como é o caso da Okiku.

O caso de Yamato, e não sei dizer se era a intenção do Oda, é claramente uma crise de identidade. A personagem tem problemas psicológicos, muito devido a vida que levou e sonha em ser alguém que leu no diário de Oden, algo muito próximo a uma criança que sonha em ser um super-herói dos seus quadrinhos favoritos. Seria interessante de acompanhar, se esta for a intenção do autor, o caminho que ela percorrerá até ser capaz de assumir sua própria identidade e dar valor ao seu próprio nome e história. Se, ao final disso tudo, apesar de não se considerar mais Oden, Yamato ainda assim disser que quer continuar sendo um homem, ai então teremos um personagem trans. Neste momento, é só um caso pra um psicólogo.

Só pra não deixar passar, temos ótimas cenas de comédia envolvendo a evolução do Momonosuke e a reação do Sanji e Brook a Yamato.

Ryokugyu e Os Novos Imperadores do Mar

Bom, sabendo que Oda só fará mais dois capítulos em Wano, não é difícil saber que a presença do Almirante em Wano não significará uma grande batalha ou coisa do tipo, não é? Porém, tendo um personagem tão forte em um contexto onde muitos ainda estão machucados, daria um estrago grande, algo próximo do que Kuma fez após Thriller Bark. Mas, é provável que o personagem só cumpra uma função rápida, conheça Luffy e o resto e tenha uma conversa com Momonosuke sobre o futuro do país.

Já sobre os novos imperadores, fica a curiosidade sobre as novas recompensas que virão mais rápido do que eu esperava. Na verdade, devido ao país ser fechado, eu nem acreditava que teríamos recompensas após o fim do arco. Bom, é evidente que um dos novos imperadores será Luffy, mas e entre Kid e Law? O bando de Kaidou foi dizimado, mas o da Big Mom segue firme e forte, então Katakuri talvez acabe assumindo. E, pode ser que sejamos pegos de surpresa por um aumento na recompensa do Barba Negra também, visto que sete dias antes, o personagem planejava fazer algo. Se foi algo grande, pode ser que ele passe a valer mais.

One Piece 1052 e +2

Por último, vamos falar do hiato de um mês que Oda fará. Primeiro de tudo, é interessante um descanso para o autor e também para os leitores. Mas, como tivemos diversos capítulos seguidos, sem as tradicionais pausas que ocorrem, na prática, esse “hiato” é só um acumulo das pausas que não tivemos. Conclusão: vai dar no mesmo. Se fizermos uma média de capítulos lançados no fim do ano, é provável que, mesmo com esse hiato, fique próximo do habitual.

Sobre o anúncio do fim da obra, todos já sabíamos que Versus Yonkou seria a última saga antes da história entrar em sua saga final. Mas, é importante separar saga de arco, pois na saga de Alabasta, por exemplo, temos Little Garden, Ilha Drum e Alabasta, por exemplo. Assim como a Saga de Skypiea abrange também o arco de Jaya, tem Punk Hazard que junta com Dressrosa, etc. Enfim, “Saga Final” é um termo vago e pode significar até mesmo uns cinco arcos antes de terminar a história. Conclusão: muitos anos e capítulos pela frente ainda.

Não tema amigo, ainda tem muito One Piece antes de começarmos a chorar. Mas é bom ir se preparando, a ficha só vai cair quando lermos o “Fim”!

Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul...Amante de infinitas coisas, desde animes, games, filmes, séries, música, futebol, literatura...Toda e qualquer uma dessas artes, mas, principalmente, a escrita, que torna minhas palavras imortais igual ao meu tricolor!

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